Rio Grande do Norte, segunda-feira, 20 de maio de 2013

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 2 de fevereiro de 2012

Gastronomia mais sustentável, já pensou nisso!?

postado por Andre Vieira

Estamos sempre as voltas de discussões sobre biodiversidade e a preservação do meio ambiente, a gastronomia sustentável alavanca ainda mais esse assunto, com o objetivo de conscientizar tanto os donos de restaurantes, como seus clientes de suas responsabilidades socioambiental com atitudes como a reciclagem de lixo, o reaproveitamento das sobras de alimentos e a reestruturação de cozinhas.

São Paulo já aderiu ao conceito e participam do Movimento Gastronomia Sustentável desde junho deste 2011. Segundo Sérgio Lerrer, coordenador do projeto, “o movimento tem a finalidade de induzir práticas mais sustentáveis e criar pratos que estimulem a alimentação saudável através da consciência ambiental”.

Com o evento “Vila Integral – Uma experiência gastronômica sustentável”, realizado em 2009, em São Paulo, donos de bares e restaurantes da cidade passaram a utilizar a gastronomia sustentável como forma de gestão para as suas empresas,  e tal abordagem ambiental influiu na gestão e menus.

Alison Figueiredo, da GR Gestão de Restaurantes, afirma que o investimento na gastronomia sustentável, além de trazer grande benefício para o planeta, também traz benefícios para os empreendedores do setor, gerando mais economia e atraindo novos clientes.

“Para os restaurantes, o resultado é observado tanto na redução direta dos custos, bem como no aumento do faturamento. Para os clientes, ao dar preferência para consumir num estabelecimento com ações sustentáveis, tem-se a certeza de também estar colaborando com a sustentabilidade do planeta”, diz.

O preço dos pratos, que pode variar de R$ 75,00 a R$110,00 reais, é um dos principais obstáculos a serem superados para que o mercado se expanda ainda mais, como afirmou o chef de cozinha do restaurante O Pote do Rei, William Ribeiro.

“São produtos que custam mais e não são os mais bonitos, porém são os mais saudáveis e saborosos. Antes restaurantes que tinham alimentos saudáveis não obtinham lucro, mas as pessoas estão começando a se abrir para esse mercado”, disse William.

Dentre outros benefícios trazidos pela gastronomia sustentável estão a geração de menos resíduos na produção alimentícia e a economia direta de recursos como a água e a energia elétrica.

O Chef William Ribeiro estará ensinando via on line no site http://www.gastronomiaverde.com.br com vídeo aulas o Curso COZINHA MEDITERRÂNEA. O início será em 12 de março, em um total de 4 aulas, à razão de uma por semana. É uma realização do portal da Campanha da Gastronomia Sustentável. Assim os interessados de qualquer local do Brasil poderão participar, assistindo as aulas na sua hora mais conveniente, quantas vezes quiser durante a semana. Ao final terão certificação assinada pelo professor e pela campanha promotora.

Para maiores informações acesse:
http://www.gastronomiaverde.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=125:curso-on-line-cozinha-mediterranea-com-o-chef-william-ribeiro&catid=40:cursos&Itemid=68

Deixo dois vídeos, sendo um com o depoimento Axel de Meeûs, diretor geral da SABB Coca-Cola e outro que fala sobre Uma experiência gastronômica sustentável e cita a ONG Banco de Alimentos

www.youtube.com/watch?v=bKr3ANwq4mE&lr=1&user=gastronomiaverde
http://www.youtube.com/watch?v=HaGkw4MVUPU&feature=player_embedded#!

Brigadeiro de Casca de Banana

Ingredientes:

3 Cascas de bananas
1 Xícara (Chá) de açúcar
2 Colheres (Sopa) de margarina
4 Colheres (Sopa) de farinha de trigo
1 Xícara (Chá) de leite morno
1 Xícara (Chá) de leite em pó
2 Colheres (Sopa) de achocolatado em pó
1 Xícara (Chá) de chocolate granulado

Modo de preparo:

Em uma panela, coloque as cascas de banana com o açúcar e cozinhe até ficar pastoso. Acrescente os demais ingredientes, exceto chocolate granulado, e mexa até desprender do fundo da panela. Coloque num prato e deixe esfriar. Faça bolinhas, passe-as no chocolate granulado e coloque-as em forminhas apropriadas.

Curiosidade

Os fazendeiros e cidadãos locais conseguem atingir este objetivo pelo estabelecimento de grupos da Comunidade de Apoio à Agricultura nas suas comunidades. Trata-se de um sistema de agricultura local, cujas raízes voltam no passado há 30 anos atrás no Japão, onde um grupo de mulheres, preocupadas com o aumento da importação de alimentos e o decréscimo correspondente na população de agricultores, iniciou relacionamento entre o cultivo direto e compras entre o grupo comunitário e fazendeiros locais. Este acordo é chamado de “teikei” em japonês, significando “colocando os fazendeiros face a face com os alimentos”.

Espero que tenham apreciado a matéria.

Um abraço, e até a próxima matéria.

André Vieira

Andre Vieira

Chef de Cusine. Cozinha Contemporânea. Cada vez mais fascinado pelo mundo gastronômico. Atualmente envolvido no estudo sobre as especiarias no Brasil e no Mundo. Contato: andrevieira@avchef.com.br Site: http://www.avchef.com.br
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