Rio Grande do Norte, segunda-feira, 20 de maio de 2013

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 9 de abril de 2012

Um pouco mais que alimentos (Parte 2)

postado por Ginetta Amorim

Dando seguimento a reflexão sobre “Um pouco mais que alimentos”,  faço o seguinte questionamento: para que possamos mudar e inovar nossos hábitos alimentares, que tipos de substituições ou que tipos de investimentos fazemos no dia a dia?

Percebo que muitos são os motivos que levam as pessoas a mudarem sua rotina alimentar, sendo o fator estético o mais frequente, principalmente para o público feminino. Dessa forma, a mudança na alimentação responde a um desejo propriamente físico em primeiro plano, faltando um desejo de equilíbrio, um desejo de saúde. Até porque, ao mudarmos nossa alimentação, quem mais se beneficia com isso é a nossa própria saúde como um todo.

Convicções religiosas também são responsáveis por mudanças alimentares, mas também percebo que essa mudança se dá devido à crença e não aos benefícios da dieta. O simbólico para tais pessoas está mais aparente e, com certeza, é o significativo para elas.

Ultimamente tenho me questionado a respeito do que leva o ser humano a fazer mudanças em suas vidas e percebi, meio que obviamente, que toda mudança ocorre por meio de uma troca de investimentos. É como se para nos livrar de certos costumes, incorporássemos outros e assim por diante. Dessa forma, tais mudanças de hábitos requerem essa troca, seja ela afetiva, física ou social.

Queremos ter saúde, queremos ter aptidão física, queremos ter condições de trabalhar, mas poucos querem percorrer o caminho para que tais objetivos sejam satisfeitos. O imediatismo permeia nossas principais relações com o mundo e dele somos reféns.

É tão simples pensar que se as pessoas querem perder peso, porque não começam fazendo escolhas mais inteligentes e a se movimentar mais? Se pretendo ser uma pessoa menos ansiosa, porque não faço alguma atividade que me exija certo tempo e concentração, assim como relaxamento?

Porque continuamos sendo iludidos por promessas milagrosas? Será que não conseguimos fazer as escolhas certas por não conseguir largar hábitos há muito tempo arraigados em nossa própria história?

Alimentar-se é um ato nutricional e comer é um ato social, nos comunicamos com o mundo por meio da alimentação. Se pra mudar é preciso ter vontade e investir em algo, que sejam eles os melhores possíveis para todos nós!

 

Imagem: Zirconicusso

 

Ginetta Amorim

Nutricionista graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ano 2010), cursando especialização em Psicanálise: teoria e prática, no Espaço Psicanalítico de João Pessoa (PB) Com interesse em todos aspectos da alimentação que envolve o comportamento do sujeito no meio em que ele vive e sua relação com o outro.
  • http://www.facebook.com/paulo.emilio2 Paulo Emílio

    Que bom que você voltou!! :D :D

    Sugestão para próximo texto: grãos! :D :D  

    • Ginetta_amorim

      rsrsr Obrigada!!! Grãos é…? Tá certo!

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