Rio Grande do Norte, quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 29 de outubro de 2012

UFRN, Internamento e Autoritarismo

postado por Carta Potiguar

Em tese, a universidade deveria ser o último lugar em que o autoritarismo encontraria abrigo. Na verdade, ela é, ou deveria ser, a instituição por excelência a combatê-lo. Pois sua vocação na lida com os conflitos e contradições internas é sempre pela via das alternativas da palavra ao invés das alternativas da força. É por isso que a universidade é uma instituição de cultura e civilização mais do que de uma instituição de ordem e força. Mas, quando a universidade abdica, por razões políticas diversas, dessa sua vocação – ideal – da palavra e do diálogo para empunhar as armas do poder e da imposição, ela deixa de promover cultura e civilização, e passa, assim, a promover barbárie e autoritarismo.

O autoritarismo em que a UFRN incidiu não desfila apenas na militarização do espaço físico do campus com suas cercas, câmeras, cancelas e seguranças armados. Ele transparece de forma igualmente violenta e crua no comportamento que a reitoria pode está dispensando às vozes dissonantes e questionadoras. Por exemplo, há alguns meses, foi instalado uma sindicância contra professores de engenharia que ousaram criticar os absurdos pedagógicos e curriculares do curso de C&T.

Recentemente, tivemos mais um grave e, ainda controverso episódio desse autoritarismo, o qual, ao que tudo indica, sugere se não a participação direta ou indireta da reitoria, ao menos a atuação dúbia da Universidade. Trate-se dessa vez dum internamento de um aluno numa instituição psiquiátrica.

Estudante da pós graduação da UFRN teria sido levado ao Hospital João Machado, segundo relatos dos próprios funcionários da instituição, num dos carros da segurança patrimonial da UFRN. Ocorre que, por conta do desentendimento envolvendo segurança e alunos na madrugada de 28 de setembro em que um dos seguranças disparou contra um dos estudantes, desde então o aluno internado vinha denunciando e cobrando providências da reitoria acerca do ocorrido. Inclusive, solicitando que a universidade cancelasse o contrato com a empresa de segurança do campus.

Em circunstâncias ainda nebulosas, o estudante foi abordado no Bosque dos Namorados, e de lá internado no Hospital João Machado. É preciso indagar, com veemência, a respeito do que a reitoria sabe sobre o fato e como ela atuou, junto à família e outros órgãos, na decisão, autorização e efetivação da internação do aluno. A adoção de tais práticas policialesca e estigmatizantes não devem ser apenas alvos de repúdio mas de protestos, investigação e prestação urgente de esclarecimentos à comunidade acadêmica e geral.

Seja o que o aluno tenha feito ou dito que faria em relação à reitoria nada justifica uma medida tão drástica, desproporcional, violenta e estigmatizadora. Há várias outras medidas legais mais eficazes, humanas e razoáveis que poderiam ser tomadas, caso houvesse real necessidade de segurança ou preservação de algum membro da reitoria.

A mobilização de recursos e de pessoal posta em marcha pela Universidade e por outros órgãos na operação sugere a existência de algum forte incômodo, preocupação e interesses. Mais do que boa vontade ou generosidade em assistir o aluno, tal empenho, ao que parece, indica a suposta existência de algum fundo político no processo que culminou na internação do estudante.

A segurança da UFRN, que já atirou nas dependências da Universidade, teria poder de polícia e de prisão dos discentes? É polícia manicomial também agora e prende fora de suas dependências? Se de fato ocorreu o uso da guarda para supostamente calar um aluno, que denunciava a falta de preparo dos contratados e apontava superfaturamentos na relação entre a UFRN e a empresa contratada isto não pode passar impune e sem investigação. Merece toda a mobilização do corpo estudantil, dos professores, funcionários, enfim, de toda a universidade.

O fato concreto e incontroverso que temos é que um aluno encontra-se internado em circunstâncias que precisam ser devidamente explicadas – lançando luz em todo o processo que confrontou estudante e reitoria. Somente mediante a reconstrução completa dessa processo, e de todos os seus participantes, pode-se verificar até que ponto, e se houve ou não participação e abuso por parte da Universidade e de outros poderes e instituições envolvidas. A suspeita de alguma motivação política para o silenciamento do aluno em virtude das denúncias que este realizava contra a reitoria é outra hipótese que precisa ser devidamente examinada.

No entanto, se, por um lado, questionamentos e mobilizações são, nesse momento tenebroso, urgentes e imprescindíveis. Por outro, a saúde emocional do aluno e da família não devem ser submetidas, expostas ou prejudicadas em razão dos protestos por esclarecimentos e pela luta política – e dos interesses e questões em disputa. Preservemos o estudante e sua família, o foco da crítica e da ação política é a universidade (Reitoria) e na universidade. É dela que devemos cobrar explicações.

Quando em todo mundo a prática do internamento e a instituição do hospital psiquiátrico – o manicômio – são duramente questionadas, criticadas e substituídas por outros modelos de tratamento e assistenciais, a UFRN não pode, de modo algum, num suposto uso político, ilegítimo e arbitrário, enveredar pelos caminhos fascistas da exclusão do outro e das instituições de sequestro da vida. Que isso parta de uma instituição – supostamente – da lucidez e da razão torna tudo ainda mais lamentável e revoltante, embora não surpreendente – pois em nome dos decretos da razão se cometeu os atos mais irracionais.

Assumir um padrão policialesco – e, agora, manicomial – expõe mais que um autoritarismo no qual a UFRN estaria abraçando; conduzem-na, com efeito, a uma situação em que ela deixa de cumprir seu papel de uma instituição exemplar e de vanguarda civilizatória para o conjunto da sociedade para ser uma instituição reacionária e deseducadora. Se a contestação e o questionamento não tiverem lugar numa universidade, de que então esta última servirá para o restante da sociedade?

De todo modo, esperamos, primeiro, que a melhor solução para a saúde do estudante e da família seja o mais rapidamente definida pelas pessoas diretamente envolvidas. E, por outro lado, esperamos, também, que os pontos controversos em toda essa história sejam devidamente apurados e esclarecidos.

Conselho Editorial Carta Potiguar

56 Responses

  1. Vinícius disse:

    Internação precisa de comunicação ao ministério público em 24hs. Sugiro que consultem o local para apurar.

  2. Alfredo Soares disse:

    Os professores da engenharia devem ter reclamado de uns departamentos novos que a UFRN abriu recentemente, para os quais foram criadas aulas apenas para bater carga horária em 3 semanas e os ‘professores’ poderem viajar pelo mundo (vão até ganhar prédio novo). Enquanto isso vários outros departamentos nem sala tem.

  3. Isabela Bentes disse:

    Vocês não imaginam como esta sendo para as pessoas envolvidas o que está sendo esse momento, e um alarde presta um enorme des-serviço ao que este aluno está passando. Um trato do foro íntimo, que deveria ter sido preservada, colocou a familia e aqueles que estavam lidando com a situação em um maior desgaste. Não acho ter sido a forma mais salutar para colocar um debate, uma vez que tudo ja vazou via facebook. NInguém sabe dos antecedentes, muitas informações desencontradas. Um lamento a mais esse posicionamento do Conselho Editorial da Carta Potiguar.

  4. anonimo disse:

    Boa noite…

    Fui internado numa clínica psiquiátrica, passei lá 4 meses horríveis e posso dizer a vocês que não há mais critério algum para internar alguém. É como se fosse a prisão da Festa Junina: pagou, prendeu. A regra é que um parente (qualquer parente com laço sanguíneo) assine a autorização, alegando que vc está “incontinente”, que não tem capacidade de decidir nada por si mesmo. Isso é o bastante para ser internado numa “comunidade terapêutica”.

    Não precisa de nenhum laudo assinado por um psiquiatra, não precisa da autorização de algum juiz. E quando você chega lá dentro, não adianta tentar convencer a equipe que foi um equívoco. Eu tentei demonstar que estava normal, com ótimo discernimento, gozando de boa saúde mental. Mas do ponto de vista deles, se eu fui internado involuntariamente é pq tenho algum problema muito sério e o indicado é fazer o tratamento completo, de 4 meses. A comunicação com a família é muito reduzida, de modo que os psicólogos podem manipular os familiares, dizendo que o filho ainda está muito mal, precisando ficar mais tempo. A família está de joelhos e sempre concorda em pagar mais uma mensalidade.

    No meu caso, meus pais causaram esta profunda violência em minha vida, pelo motivo que sou usuário de maconha. Como no filme “bixo de 7 cabeças”.

    Mas tomem muito cuidado! Hoje em dia podem internar qualquer um!! Um estudante que esteja sofrendo perseguição política é um candidato à internação, ali vai tomar bastante remédio até ficar calminho. Acho que a reitoria pode tentar influenciar a família de alguma maneira sigilosa, pois o consentimento dos familiares é imprescindível. Vejam a perseguição política na USP a que nível está, não é de estranhar esta notícia da UFRN.

    Estamos vivendo em uma ditadura disfarçada, a democracia é uma aparência que só pode acreditar quem passa o dia olhando para um computador. Desejo de coração que: nunca, jamais aconteça uma grande expansão das clínicas de internação, elas são uma maneira alternativa de prender uma pessoa que não cometeu delitos previstos para ser colocada na prisão. Isto seria a volta para o totalitarismo, confundido com “políticas de saúde”. Não quero que mais pessoas passem pela tortura que passei. Foi a maior injustiça, foi a pior experiência de toda minha vida.

    Grato pela atenção.

    Vocês podem ver as notícias:

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/937875-governo-afrouxa-regra-para-centros-que-atendem-viciados-em-drogas.shtml

    http://blogsaudebrasil.com.br/2011/07/09/anvisa-muda-regras-das-comunidades-terapeuticas/

  5. Sandra Guarani-Kaiowá Erickson disse:

    Parabéns à Carta por mais esse ato de cidadania e serviço público.

  6. Samara Freire disse:

    O fato tá dando pano pra manga…Espero que sinceramente preze o estudante e a família. Quem tá de dentro sabe, e eu estou acompanhando de perto.Esse alarde só está trazendo mais desgastes… Não estão levando em consideração a saúde da pessoa envolvida e os seus antecedentes. Me preocupo com o rumo das coisas…e os interesses por trás disso. Esqueceram de conversar com os familiares pra saber do que realmente está se passando. Não acho válido nivelar por cima! Várias informações desencontradas…Mas, que tem que ser certamente averiguadas. UM DESABAFO!!

  7. Daniel Menezes disse:

    Isabele,

    ao contrário de outros veículos, fizemos questão de não divulgar os nomes dos envolvidos. O nosso texto procurou, além de tudo, lançar luz sobre o assunto, até para contrabalançar o sensacionalismo que vem sendo erradamente criado.
    Cartistas são amigos do aluno e não há interesse de enveredar pelo caminho que você hipotetizou.
    Além do mais, apesar de muitas informações desencontradas, jamais, em hipótese alguma, um carro da segurança da UFRN poderia levar um aluno, que não está nas dependências da Universidade, para o internamento.
    Para mim, nesse aspecto do uso do carro da segurança da UFRN, afiançado pelos funcionários do hospital, configura um verdadeiro absurdo, sobretudo, porque a instituição agiu com bastante veemência, ultrapassando todos os seus limites.

  8. Samara Freire disse:

    Daniel Menezes, essa informação não procede de Carros da seguranças. Amigos e familiares estavam no local e não presenciaram nada disso… É muita conversa desencontrada. Estou cansando de tentar “esclarecer” diversos fatos…

    • Daniel Menezes disse:

      A informação foi passada pelos funcionários da instituição. Você assina como mulher, mas utiliza linguagem no masculino: “Estou cansando”.

      Coincidência ou não, utiliza a mesma fala de conhecidos meus que tentam abafar o caso.
      PS. Não temos o menor interesse de atingir a família. Preservamos nomes.

      • Samara Freire disse:

        Eu sei bem como essa informação foi passada…Olha só, conversei com a mãe, com o pai, com os tios, com os primos e com os amigos que presenciaram tudo no dia em que ele foi encaminhado pro hospital. Estou acompanhando de perto. Sou próxima da pessoa e da família. SEI DO QUE ESTÁ SE PASSANDO SIM! SEI DO QUE ESTÁ POR TRÁS SIM! Sou mulher. Deve ter sido o ‘calor’ da emoção ter trocado o artigo. O fato é que o ‘caso’ dele tá virando CIRCO!PAREM DE REPLICAR O QUE DIZEM ERRONEAMENTE. NA VERDADE TÃO POUCO SE FUDENDO PRA SITUAÇÃO DA SAUDE DELE E DA FAMILIA. Em nenhum momento foram atras da família para saber do que se passa. SE QUEREM EXPLORAR O CASO POLITICAMENTE QUE SE FAÇA, MAS DEVERIA FAZER SEM ALARDE E EXPOSIÇÃO EM DEMASIADO DA FIGURA! E não é ‘abafar’ o caso se tem algo a ser investigado que se investigue, ótimo! Mas, que leve em consideração o que estamos passando…É difícil, não é?

        • Marcelo disse:

          E na verdade você não usou o artigo errado, você está cansando de estar ficando cansada.
          A não ser que você já esteja cansada. No mais, concordo em gênero número e grau com você!

        • Daniel Menezes disse:

          Opa Samara,

          fiz uma confusão e li “estou cansando” com “estou cansado”. Peço desculpas. É que há muitos fakes, que entram e fazem acusações, agridem, etc. O que, nem de longe, foi o teu caso. O meu “desconfiometro” está funcionando bem além do normal.
          Estou intrigado com o teu relato. Sem exageros. O uso do carro da UFRN para levar o aluno foi relatado pelos funcionários e foi comprovado por um pró-reitor da universidade.
          Não foi nossa intenção explorar politicamente o caso.Alias, se você está bem informada, como eu sei que você está sobre o ambiente formado na UFRN… você sabe quem são as pessoas que, de fato, estão explorando o caso politicamente. Em relação a essa conduta, nossa posicionamento é de repúdio.

          Fiquei muito tocado pelo cenário… Porque já tive depressão e, em determinado momento, cogitaram a minha internação.

          Sei bem o sofrimento que a pessoa passa.

          Porém, o que critico – fui um dos autores do texto acima – é a má condução do processo, que se iniciou lá naquele tiro… Acho que a incapacidade da reitoria de apresentar respostas claras e rápidas para a comunidade universitária… ajuda a criar essa e outras animosidades…

          Abs.

  9. Túlio Madson disse:

    Acho que, nesse caso, um fato privado: problemas de ordem familiar do aluno, está sendo usado como um fato político: fazer oposição à reitora.

  10. Daniel Menezes disse:

    Grande Túlio,

    pelo menos aqui, não há o menor interesse de usar o fato politicamente para criticar a reitora.
    Eu mesmo votei na reitora e acho que ela faz boa gestão.
    Tenha certeza disso…
    Eu e outros amigos desencorajamos o uso do caso por parte de outros grupos da Universidade para esse fim.
    Fomos convidados e nos recusamos.
    PS. Agora, de fato, há algo muito grave e a reitoria deve explicações. A segurança da UFRN não pode ser utilizada do modo como foi…
    Seria, além disso, um bom momento para a reitoria falar sobre os valores contratuais das terceirizações e mostrar como os terceirizados são preparados para atuar na UFRN.

    • Túlio Madson disse:

      Daniel, acredito na responsabilidade da Carta em relação a isso.

      Mas, as informações que me chegaram através de conhecidos, até agora, é de que a família nega qualquer tipo de participação da UFRN no caso, até divulguei isso. Na verdade essa associação partiu de um amigo dele, pelo Facebook, e me parece que essa é a única fonte.

      Mas, se de fato a segurança da UFRN foi utilizada para interna-lo, o caso deve ser investigado e esclarecido, os culpados devidamente punidos. Eu, do ponto de vista pessoal, como ex bolsista de lógica da reitora, desacredito que uma atitude como essa possa ter partido diretamente dela (se de fato ocorreu). Além do mais, se houve isso, acho que os seguranças da UFRN (pelo histórico do aluno) seriam mais interessados em participar disso do que a reitoria.

      Para qualquer tipo de ação política, como sugere a nota: “o foco da crítica e da ação política é a universidade (Reitoria)” faz-se necessário uma apuração, há muita contra-informação no caso, torçamos para que ele seja esclarecido. E também para que as críticas, mais do que justas, que o aluno fazia a segurança da UFRN, se mantenham por parte de seus amigos, é a melhor forma de solidariedade no momento.

      • Anonimo disse:

        Ouvi diretamente dele que a UFRN havia entrado em contato com sua mãe para dizer que “estava fazendo baderna na universidade”. Não fui o único a ouvir o relato.

        • Túlio Madson disse:

          É uma informação preocupante, e muito séria, se a UFRN (ou alguém que se passou pela instituição) chegou a ter algum contato com a família sobre suas críticas à segurança na UFRN, ou que tenha induzido a mãe à internação, deve ser apurada. Apenas tive cautela no caso porque, de fato, parece que a família está reticente em negar o envolvimento da UFRN, com apelos de amigos próximos para que o caso não seja exposto, porque muitos desconhecem os problemas familiares que levaram a isso. Mas não desconsidero que possa ter havido alguma influência externa na decisão da família. Como disse, o caso está muito recente, vamos ver o desenrolar da história.

  11. João Medeiros disse:

    Não peguem o bonde andando, escutem primeiro o outro lado.

  12. Suzana Melo disse:

    Não acredito em um veículo de comunicação como este, que se diz sério, entretanto atira pedras sem procurar averiguar o que de fato aconteceu. Qual a credibilidade dessa matéria? Sinceramente, lamentável!

    • Laerte disse:

      Lamentável é sua postura. Não há nada a ser averiguado. Uma pessoa foi internada à força. Depois de sua libertação alguma apuração pode ser feita. A denuncia é necessária, se a imprensa serve pra alguma coisa é pra isto. Caso contrário ele poderia passar o resto da vida preso lá. (sabe se lá quão pouco).

      • Suzana Melo disse:

        Penso que você, Laerte, além de arrogante, não sabe nada sobre a história. Se soubesse, não iria proferir tantas bobagens. Procure saber se a família dele não estava a favor disso! Tenho nojo de quem se julga o dono da verdade, sem antes procurar saber a verdade sobre os fatos. Cresça e só critique sobre o que você sabe!

      • carlos disse:

        quem não averiguava os fatos e simplesmente prendia e torturava eram os ditadores e mílicias do regime militar. O seu comportamento é exatamente o mesmo, afinal para que averiguar? Para descobrir a verdade por trás da notícia, do fato, seria a primeira razão. Este artigo não fez isto, e a cortina começa a se abrir: http://jornaldehoje.com.br/mae-de-universitario-internado-nega-intervencao-da-ufrn/

  13. Fausto disse:

    Não acredito na quantidade de gente conversando lorota enquanto alguém está mantido refém.

  14. hana disse:

    Vocês estão sendo no mínimo tendenciosos Como postar algo assim sem averiguar os fatos? Sem entrevistar a família do rapaz e entrar em contato com a universidade, etc?
    O assunto é grave e se for realmente real, do jeito como vocês abordaram, medidas cabíveis devem ser tomadas imediatamente. No entanto, não se sabe os motivos da internação, a família pode responder isso (já que ela SIM é responsável por uma internação psiquiátrica) e talvez o motivo seja totalmente diferente do apontado por vocês. O assunto é sério e precisa ser averiguado, isso afeta diretamente o aluno e a família.

  15. Caio Cesão disse:

    Estou até sem palavras pra dizer o que sinto e penso sobre essa situação do que está ocorrendo na UFRN.

    Mais tarde passo aqui pra tentar comentar algo.

    Por agora, estou pasmo com o ocorrido.

    :-/

  16. Anonimo disse:

    Em relação a sindicância instalada em C&T, sou completamente a favor, tendo em vista que presenciei de muuuuuuito perto tudo que ocorreu. Já sobre essa história do garoto eu não sei, só sei que aí não apresenta nem mesmo um lado da história, mas uma versão que o autor do texto foi formulando, por certo ele é detetive, e muito ruim isso que ele fez e completamente irresponsável. O fato é que qualquer um pode criar um texto hoje em dia e jogar na net, pior que isso, assim como aconteceu com C&T, uma vez que saiu até uma matéria no jornal mostrando também não o lado da história, mas uma versão completamente tendenciosa e manipuladora. Se o autor desse texto queria levantar dúvidas, não deveria, então, expor sua infeliz opinião, tendo em vista que não faz a mínima idéia dos fatos concretos e misturar, em um só texto, a sua curiosidade, indignação e opinião! A verdade também é que toda instituição pública tem autoritarismo, não deveria ser nenhum susto isso. Não que devemos fechar os olhos, mas esse texto aí deixa muitas lacunas e não representa em nada o que quer transmitir, pois aí não teve exemplo disso. Um bom texto, mas um bom texto mesmo, apresenta suas fontes, e não deixa que um “Telefone sem-fio” crie toda essa confusão. É fato que a polícia, reitoria e todos os envolvidos devem ser investigados, mas deveria ter muito cuidado com a forma que isso foi passado, pois antes de tudo, o texto é bem acusativo!

    • Anonimous disse:

      E porque a reitoria está certa em abrir sindicância? O que de tão errado esses professores fizeram? Criticaram algum grupo que se beneficia com esse modelo de grade curricular?

  17. Cristina Vidal Bezerra disse:

    Nos chegaram informações que o rapaz é esquizofrênico diagnosticado, estava em surto, fazendo ameaças (de morte, inclusive) à Reitora e a uma ouvidora da UFRN. Que tiveram que colocar um segurança na porta da ouvidoria e que ele já havia dito que sabia onde a Reitora morava.
    Que o jovem é brilhante, foi convidado a apresentar seu trabalho no exterior e também fez ameaças em relação ao voo.
    Que fique bem claro que não estou defendendo a UFRN. Os fatos precisam ser apurados. Mas esquizofrenia é doença e como tal, precisa ser tratada. Com ou sem internamento.

  18. Ao Conselho Editorial da Carta Potiguar,

    Muito me indigna ver uma pessoa como o Sr. Daniel Menezes escrevendo que “estou cansando” é um substantivo do gênero masculino e não uma conjugação do verbo cansar. Alguém poderia me informar como é que uma Universidade Federal admite em seus quadros alguém que mal sabe falar a própria língua???? Sei que vocês são contra qualquer forma de censura e autoritarismo mas, nesse caso, acho que seria até uma indelicadeza para com a Língua Portuguesa e os leitores da Carta não filtrar os comentários infelizes dessa criatura. Não há uma única vez que eu não perceba em seus comentários um descuido (para dizer o mínimo) com o uso da Língua Portuguesa. Além do que, muitos de seus comentários podem ser classificados como infelizes, para não ser indelicada com ele. Sei, também, que vocês do Conselho não se responsabilizam pelas opiniões de leitores e dos próprios colaboradores. Mas esse rapaz ultrapassa todos os limites do bom senso, colocando o prestígio da Carta Potiguar em risco.

    Ainda assim, parabéns a vocês pela coragem!
    Um grande abraço,
    Anninha Xavier.

    • Daniel Menezes disse:

      Fiz uma confusão no comentário aludido por você e já pedi desculpas. Sem hesitação. Minha confusão está alicerçada na leitura rápida e no “desconfiometro” elevado em relação aos fakes, que são constantes
      por aqui. Algumas pessoas usam outros nomes que não os próprios para
      achincalhar, agredir, denegrir, etc.
      Erro bastante quando não reviso o texto. Quando eu tenho um maior cuidado, erro bem menos, mas ainda cometo equívocos. O negócio é que respeito muito a iniciativa de quem comenta na carta. Sempre que
      possível, procuro responder, questionar, argumentar, etc. E eu faço isso,
      muitas vezes, lotado de atividades, que são bem maiores do que você imagina.
      Sou resolvido intelectualmente e tua percepção não me afeta. Só acho injusto (desonesto?) você tentar me desqualificar enquanto profissional por erros de digitação e/ou de português pelas condições já referidas. Mas se você quer saber como eu ocupo os espaços que ocupo, procure meu currículo lattes e procure saber de que forma e em que posições eu passei
      nos processos seletivos aos quais me submeti. São informações públicas.
      Além disso, tu cai naquilo que o Pierre Bourdieu, sociólogo francês, chamou de racismo da língua. Há dois pilares motivadores na tua indignação: uma falsa correlação entre domínio da gramática e a questão da inteligência, ou capacidade argumentativa; e algo que se desmembra do primeiro: só pode falar ou argumentar quem domina a língua portuguesa. Ora, minha cara, é, em parte, por conta desse tipo de raciocínio, que muitos se calam, deixam de escrever, etc. No final, só a consagração dos letrados e condenação de quem não se enquadra no referido modelo. Às vezes, vai dizer o Bourdieu, tal hierarquia é pior do que o corte da língua (membro do corpo), pois impede que os pobres,não letrados, burros?!, falem, reivindiquem. Antes que você intua qualquer coisa: óbvio que sou a favor de uma escrita correta e clara, mas tua tentativa de desqualificar meus argumentos, minha formação, por comentários rápidos… é no mínimo, racista, para não chamar de puro autoritarismo escolástico.
      Se acha que meus comentários são impertinentes, faça a crítica. O espaço é aberto e, se você percebeu, não há moderação. Só recusamos ofensas pessoais. O resto? É só digitar…
      Tu criou um paradoxo: como eu envergonho um site, que eu mesmo concebi? Não sei se sabe, mas fui o criador desse espaço, do nome, da linha, etc.
      Obrigado pelo elogio. Afinal, o texto acima foi redigido por mim e por outra pessoa.
      Abs e esperando que você comente e critique em outros momentos.

      • dax_bope disse:

        ”O espaço é aberto e, se você percebeu, não há moderação. Só recusamos ofensas pessoais. O resto? É só digitar”

        Isso não é verdade. Já fiz um comentário que não continha nenhum tipo de ofensa e o mesmo foi vetado por aqui.

        • Daniel Menezes disse:

          Dax_Bope,

          pode ter ocorrido algum no momento em que você foi comentar. É preciso esperar a efetivação do mesmo antes de encerrar a página.
          abs.

  19. Lamentável esse fato, sendo criticável a forma como nós policiais somos citados, pois somos uma instituição constituída (art 144 CF), nada disso justifica um tratamento degradante e ainda por cima praticado por civis contratados para andarem armados, nesse momento devemos orar pra que a família desse estudante consiga fazer o que puder pra retira-lo do manicômio e mantê-lo em casa, são e salvo.

  20. Alyson Freire disse:

    Nesse episódio e imbróglio existe um pouco de tudo; boatos, informações desencontradas, contra-informação, aspectos verdadeiros, pessoas dispostas a ajudar e outras desejosas por instrumentalizar, etc..

    Ninguém, ou quase ninguém, sabe por completo a história em todos os seus detalhes, embora exista sim pessoas que estão bem mais próximas, e, que, por isso, possuem uma visão mais consistente dos acontecimentos e do desenrolar. Mas mesmos essas pessoas possuem, também, algumas dúvidas.

    Há duas coisas importantes que é preciso distinguir e ter bem claro. Uma é a situação da família e a outra é reivindicação por esclarecimentos da reitoria sobre esse episódio.

    É preciso que tenhamos a sensibilidade de poupar a família da pressão política e das reivindicações por esclarecimentos apesar destas serem legítimas e necessárias. Se não bastasse a situação de saúde e o internamento ainda tem a repercussão do fato. Sou testemunha do desgaste e pressão que uma dessas pessoas está passando. À família, e amigos mais próximos, só interessa no momento a saúde dos envolvidos, sobretudo do aluno. É absurdo cobrar deles que venham a público esclarecer tudo ou que se somem aos protestos e críticas.

    Por outro lado, há diversos pontos controversos no desenrolar do processo que precisam ser sim explicados. Cabe sim, aos estudantes e professores cobrar ações nesse sentido para que tudo fique às claras, e se assegure que não houve injustiças, excessos, pressões, etc..

    Existe, portanto, uma dimensão privada e outra pública. A questão toda, me parece, consiste em compreender e distinguir esses dois pontos, e não misturá-los de modo algum, pois ambos são legítimos em suas esferas de atuação e interesses.

  21. Marcio Capriglione disse:

    Foi uma surpresa para mim. A publicação pelo Conselho Editorial de um texto acusatório sem o menor fundamento. Perdeu credibilidade!

  22. Dayanna Barreto disse:

    Triste que um meio de comunicação tão importante quanto é a CP tenha publicado um texto tão tendencioso, superficial e tão cheio de meias verdades. Pensava eu que o jornalismo primasse pela veracidade dos registros, checando os fatos em todas as fontes possíveis até o seu esgotamento. O Hospital João Machado é uma instituição hospitalar e como tal tem seus critérios de internamento e de permanência. Certamente se o paciente permanece lá, é porque há indicação médica para tal, do contrário, estaria em sua residência, junto aos seus familiares responsáveis. Querer colocar uma internação psiquiátrica como um fato de cunho político é demasiado conspiratório. Gentileza respeitar a dor e o sofrimento que a família desse rapaz está passando!

  23. Triste que um meio de comunicação tão importante quanto é a CP tenha publicado um texto tão tendencioso, superficial e tão cheio de meias verdades. Pensava eu que o jornalismo primasse pela veracidade dos registros, checando os fatos em todas as fontes possíveis até o seu esgotamento. O Hospital João Machado é uma instituição hospitalar e como tal tem seus critérios de internamento e de permanência. Certamente se o paciente permanece lá, é porque há indicação médica para tal, do contrário, estaria em sua residência, junto aos seus familiares e responsáveis. Querer colocar uma internação psiquiátrica como um fato de cunho político é demasiado conspiratório, para não dizer baixo. Gentileza respeitar a dor e o sofrimento que a família desse rapaz está passando! A Carta Potiguar perdeu muito de sua credibilidade!

  24. Paulo Oliveira disse:

    De qualidade jornalística extremamente questionável esse texto assinado pelo Conselho Editorial Carta Potiguar. Creio que escrito e publicado até de maneira irresponsável e leviana. Se esse estudante sofre de esquizofrenia e está com idéias de perseguição, devemos apenas observar que ele tome uma atitude mais drástica que possa colocar a vida dele e de outros em risco? Acho que todos nós pudemos acompanhar recentemente alguns episódios semelhantes em Natal e SP que culminaram com grave ferimento dos envolvidos. Sugiro que, se houver alguém com bom senso, imparcialidade e humildade na carta potiguar, procure escutar ao menos os pais desse rapaz para saber os motivos destes terem autorizado um internamento involuintário. Seria a carta potiguar uma revista de séria ou sensasionalista?

  25. Mario Alberto disse:

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10216.htm

    Presidência
    da República

    Casa Civil

    Subchefia para Assuntos Jurídicos

    LEI No 10.216, DE 6 DE ABRIL DE
    2001.

    Dispõe sobre a proteção e os
    direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial
    em saúde mental.

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
    sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno
    mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação
    quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política,
    nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de
    evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.

    Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a
    pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos
    enumerados no parágrafo único deste artigo.

    Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:

    I – ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas
    necessidades;

    II – ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua
    saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na
    comunidade;

    III – ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;

    IV – ter garantia de sigilo nas informações prestadas;

    V – ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou
    não de sua hospitalização involuntária;

    VI – ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;

    VII – receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu
    tratamento;

    VIII – ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;

    IX – ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.

    Art. 3o É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de
    saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de
    transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será
    prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou
    unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.

    Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será
    indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.

    § 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção
    social do paciente em seu meio.

    § 2o O tratamento em regime de internação será estruturado de forma
    a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo
    serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e
    outros.

    § 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos
    mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos
    recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os
    direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o.

    Art. 5o O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se
    caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro
    clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta
    planejada e reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da autoridade
    sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo,
    assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário.

    Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante
    laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.

    Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:

    I – internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;

    II – internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a
    pedido de terceiro; e

    III – internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

    Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a
    consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse
    regime de tratamento.

    Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação
    escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

    Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será
    autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do
    Estado onde se localize o estabelecimento.

    § 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de
    setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável
    técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser
    adotado quando da respectiva alta.

    § 2o O término da internação involuntária dar-se-á por
    solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo
    especialista responsável pelo tratamento.

    Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com a
    legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de
    segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e
    funcionários.

    Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento
    serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou
    ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no
    prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência.

    Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser
    realizadas sem o consentimento expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem
    a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de
    Saúde.

    Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão
    nacional para acompanhar a implementação desta Lei.

    Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 6 de abril de
    2001; 180o da Independência e 113o da República.

    FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

    Jose Gregori
    José Serra
    Roberto Brant

    Este texto não substitui
    o publicado no D.O.U. de 9.4.2001

  26. Léo Medeiros disse:

    Matéria extremamente tendenciosa e que só mostra um lado da história – extremamente enviesado, diga-se de passagem. Um ato mais “político” do que a suposta internação do rapaz por motivos políticos é esse artigo, que faz uso de tal fato para, simplesmente, atacar a instituição. Ela tem falhas sim e estas merecem críticas, mas que estas críticas sejam feitas com base em argumentos sólidos, não em suposições. O fato, sem dúvidas, deve ser averiguado, mas, a priori, ele não passa de mera suposição.

  27. Ricardo disse:

    A própria família do rapaz alegou que o sujeito tinha tendências suicidas e que era necessário a intervenção da UFRN. O cara só não foi internado por falta de motivo…

  28. dax_bope disse:

    Pelo que eu sei, a própria família fez um requerimento à universidade para a internação do sujeito, alegando que o mesmo estava com tendências suicidas. Motivo teve…

  29. Daniel Menezes disse:

    Cristina Vidal,

    sabemos dessas e de outras informações. Só preferimos, pelo baixo nível de confiança de muito falatório que vem circulando, não tocar nesses assuntos.

    Outra… há outros dados que também desabonam a conduta da UFRN. Não compre, rapidamente, a fala da reitoria… Pode lhe levar a erro.

    Abs.

    • Cristina Vidal Bezerra disse:

      Caro Daniel,
      você fala em “baixo nível de confiança” e falatório. Mas para mim, ficou a impressão de que os textos foram publicados dessa forma, baseados em falatório, sem ter o outro lado.
      Será que ouvir a família não seria um caminho? Antes de publicar?
      Me parece que você e a Carta esqueceram um princípio básico do jornalismo: apuração. Expuseram um fato privado (doença e internação cabem à família do jovem – existe histórico, inclusive) a troco de que? Precisar ficar remendando a cada fato que surge?
      Não estou comprando a fala da reitoria. Mas considero no mínimo questionável expor a doença alheia assim. O carro da UFRN foi utilizado? Há quem diga sim e quem diga que não. A UFRN tem algo com a internação? Iria pedir um internamento sem autorização da família? E isso seria possível?
      O Jornal de Hoje se deu ao trabalho de ouvir a mãe do jovem. E nem doeu.

      • Daniel Menezes disse:

        Nós ouvimos a família, que nos passou outra versão a respeito do acontecido, mas nos foi pedido para não externar o que nos foi contado.
        Estranhamente, o Jornal de Hoje publica versão completamente diversa e lá, de fato, há exposição da família, etc. Há pessoas próximas ao aluno, dando uma versão na relação face-a-face, mas dizendo outra coisa para os jornais, inclusive, desmentindo acontecidos, que já são razoavelmente conhecidos. Está ocorrendo pressão?!
        Quanto a questão do carro da UFRN, soubemos disso dos seguranças da instituição hospitalar, que presenciaram a sua chegada num carro da UFRN e sem nenhum parente, que só chegaram depois, e de um pró-reitor, que confirmou o uso do carro para “ajudar um aluno que estava com problemas”. Segundo o sujeito, foi um ato de humanidade da UFRN.
        Não estamos remendando, nem muito menos vamos remendar. Nossa apreciação crítica do fato continua exatamente a mesma.
        Não existiu, pelo menos de nossa parte, exposição do rapaz e da família. Não entramos nessa seara.
        O que há é um questionamento sobre o modo como a UFRN, uma instituição pública, que atua com recursos públicos, se relacionou com um dos seus membros, um aluno. Na Carta há alunos e professores da Instituição e não queremos ser presos pelo carro da segurança, que não tem poder de polícia; e, pior, fora da instituição. Acho que isso não é legal, né?
        Essa discussão sobre o uso de guardas terceirizados despreparados a valores, no mínimo, questionáveis é bem antiga. Há inoperância da UFRN, neste aspecto, também. Sugiro se informar a respeito disso…

        abs.

  30. Marcelo disse:

    Gostaria de uma explicação quanto a esta notícia veiculada hoje no Jornal de Hoje, que desmente integralmente o texto da Carta Potiguar.

    http://jornaldehoje.com.br/mae-de-universitario-internado-nega-intervencao-da-ufrn/

    Pelo visto não existem meios de comunicação imparciais. Não é só a VEJA que publica matérias tendenciosas a dedo e a torto.

    • Marcio Capriglione disse:

      A Carta Potiguar não pode se omitir em reconhecer o erro que cometeu e retificar as informações!
      Sob pena de colocar no descrédito seu conselho editorial.

  31. Buca Dantas disse:

    é uma questão de relação de forças…há os que apoiam as medidas de excessão e nós, os que não; há os que apoiam práticas de ditaduras e nós, os que não. Pisaram na sujeira e a jogaram embaixo do tapete. isso tudo tem que ser é investigado pelo Ministério Público, pois que passou pra esfera federal quando agentes da PF [segundo matéria do Jornal de Hoje] estiveram na casa dele e interferiram em seu ambiente [“mexeram nas coisas dele”]. essa história é uma tragédia para o Estado Democrático de Direito, independente de quem esteja envolvido. manicômio não é unidade de tratamento, é artifício de punição e alienação do que se designa humano. Manicômio é fábrica de vegetal humano. Não há discurso nem estudo refinado de pós-graduação que legitime o cerceamento dos direitos individuais. todo apoio à Carta Potiguar, por ter ligado o ventilador.

  32. Roberta Varela disse:

    Essa está sendo uma matéria infeliz e tendenciosa, pois uma matéria que se preze traz à tona ambos os lados da história para que nós possamos formar opinião de forma crítica.

    Quanto à presença de cercas, câmeras etc no campus, você acha que estamos na Suíça? Necessitamos disso para preservar o patrimônio da nossa universidade, já que a prefeitura e o governo do estado não fazem sua parte na segurança pública de nossa cidade. Sou aluna da UFRN e sinto-me muito mais segura lá atualmente do que quando frequentava a universidade há alguns anos, pois a UFRN era completamente cheia de matos e arrombamentos de carros eram comuns demais. Hoje vemos carros da polícia circulando sempre pelo campus e temos a segurança de ficar lá até mesmo de madrugada se preciso foi. Sou contra qualquer tipo de abuso do poder por parte dos seguranças, caso isso venha a ocorrer, mas sou totalmente a favor desses meios contra a violência urbana.

  33. Ricardo disse:

    O jornalismo imparcial não existe mesmo, e até aqui a coisa é preocupante. Quando o editorial apresenta uma notícia destas, quer dar destaque a algo extraordinário. O mais extraordinário aqui foi a maneira como foi negado o bom jornalismo, não checaram fontes, não ouviram os dois lados da história, simplesmente, fizeram um jornalismo de opinião, distorcida. Mais uma página se descortina desta história, só que agora de outro veículo, que fez o básico: ouviu a família do rapaz: http://jornaldehoje.com.br/mae-de-universitario-internado-nega-intervencao-da-ufrn/

  34. Nina Rizzi disse:

    Impressionante! Os comentários revelam como essa sociedade “pensante/ atuante/ militante/ letrada” é doente! Que importa se ele é esquizofrênico ou o quê, nada justifica silenciar o sujeito atrás de uma instituição psiquiátrica que deveria ter sido banida há tempos, ou nunca existido!

  35. Luiz Gonzaga disse:

    Autoritarismo dentro da UFRN: Além da cúpula universitária querer fazer com que os servidores federais da Maternidade e dos hospitais universitarios aceitem de goela adentro serem governados por uma empresa de espírito privado e capitalista, a cúpula da universidade necessita de mostrar a questão do superfaturamento da empresa de segurança e o porque do internamento do estudante do mestrado de ciências sociais para calar a boca deste quando denunciou este fato. Acorda povo da universidade! Para não ver o antigo hospital Miguel Couto, hoje Hospital universitário e a Maternidade Januário Cicco serem devoradas pela empresa criada pelo partido Estado do PT, que está como um Leviatã a querer devorar as instituições de saúde da Universidade construídas pelo povo de Natal, mesmo antes da Segunda Guerra Mundial, não podemos dar de presente os hospitais e a maternidade aos marajás do governo e dacúpula administrativa da UFRN. Peço que a OAB acorde e tome uma posição, peço que a procuradoria do Estado também avcorde e tomem posição, peço que os outros sindicatos fiquem unidos na luta junto aos sindicatos das Universidades Federais. Cadê a voz da OAB com relação ao internamento do aluno do mestrado em ciências sociais da UFRN? A ditadura está voltando e desta vez através dos intelectuais orgânicos da UFRN que estão no poder.

  36. Realidade disse:

    O bom que ninguém quer segurança e câmeras na ufrn… mas em casa tem porta e grades na janela… confuso!

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