Rio Grande do Norte, quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 30 de dezembro de 2013

O Desembargador “supercidadão” e o Garçom: Ou, “Você sabe com quem está falando?!”.

postado por Alyson Freire

mercattoOcasionalmente, no dia-a-dia, nos deparamos com situações e cenas que são extremamente representativas dos dilemas, mazelas e persistências históricas da sociedade brasileira. A seletividade social com que operam as instituições e as pessoas, a corrupção capilarizada, a suavização da desigualdade social, etc.. Eis que, num pequeno vídeo gravado na pomposa padaria Mercatto, em Lagoa Nova, vemos, ao que parece, um flagrante dos mais típicos ritos brasileiros, “O você sabe com quem está falando?!”. Na cena, assistimos uma discussão entre um cliente e o Desembargador Dillermando Motta. A razão, conforme informações do próprio estabelecimento foi por conta da atitude do excelentíssimo magistrado que humilhou e destratou um garçom da padaria. Ao contrário do excelentíssimo, o cliente, numa atitude verdadeiramente republicana, indignou-se e passou a travar um áspero bate-boca com o Desembargador, o qual, por sua vez, o acusava de estar “endiabrado”. Na verdade, o cliente defendeu exatamente aquilo que o juiz deveria acima de tudo zelar, o sentido de justiça e igualdade.

A cena vexatória e lamentável não se encerra por aí. Em sua reação às censuras e ao esbravejar encoleirado do cliente, o desembargador Motta, então, valeu-se de sua posição de autoridade, e deu voz de prisão ao cliente da Mercatto – telefonando para o comando da Polícia Militar que, rapidamente, enviou quatro viaturas ao local.

O episódio é revelador da natureza hierárquica das relações sociais da sociedade brasileira – e do persistente personalismo e vícios coloniais da sociedade potiguar. De um lado, o autoritarismo e a descortesia e incivilidade dos poderosos e privilegiados para com os desfavorecidos – a soberba, a prepotência, a humilhação e o desrespeito por parte de clientes contra vendedores, garçons, caixas de supermercado, telefonistas, atendentes, empregadas domésticas formam parte do já árduo cotidiano desses empregos. De outro, pra complementar, a supercidadania de uns poucos que usufruem – porque só tem direitos, e não deveres -, por sua posição social, de privilégios que os demais mortais e cidadãos não gozam plenamente como se deveria, sendo transformados, por isso, em subcidadãos cujos deveres são muito mais reais e efetivos do que o gozo dos direitos. Afinal, é de se impressionar a celeridade e a prestatividade da Polícia Militar que, prontamente, mobilizou 4 viaturas para apaziguar um mero bate-boca e para atender o pedido do excelentíssimo. Porém, indago, e se fosse o garçom a chamar a mesma Polícia Militar para denunciar o desembargador? O que aconteceria? Deixo a resposta ao leitor.

Ao que parece, mesmo quando os “supercidadãos” humilham, constrangem e abusam, eles contam com todo o apoio e suporte das instituições para lhes proteger e lhes assegurar a razão e seus privilégios de status e autoridade. Sobretudo no judiciário, que, no Brasil, consiste numa verdadeira “nobreza de estado”, o comportamento aristocrático diante dos mais “comuns” é quase regra, inclusive quando os magistrados estão fora de seus tribunais, como no imbróglio da Mercatto. Especialmente em estados como o Rio Grande do Norte, cujos traços históricos do coronelismo e do provincianismo colonial são ainda fortes, o Estado, em suas camadas mais altas, é um instrumento de aristocratização e de distinção social, e não um canal que deve servir a sociedade. É esta a concepção que anima a nossas elites do poder. Daí o uso da máquina em proveito pessoal.

Para os “supercidadãos”, ao contrário do que apregoa a noção de cidadania, não existem deveres nem contrapartida, somente direitos. Mais do que um péssimo exemplo de civilidade, o que, com efeito, o comportamento do desembargador dirigido contra o trabalhador e o cliente que o questionou mostra é o quão frágil é a noção de cidadania e igualdade nas relações sociais. A ideia de cidadania entre nós, brasileiros, é extremamente recente. Há não muito tempo, e, creio, ainda hoje, “cidadão” possui um sentido tipificador pejorativo para designar indivíduos de comportamento suspeito ou que foram flagrados em infração: “É aquele cidadão ali” ou “Este cidadão aqui”. Não por acaso, a PM é quem mais se vale da palavra “cidadão”.

Mais ainda: a ideia de que todos são iguais é algo, ainda, chocante para uma sociedade histórica e culturalmente tão hierárquica e autoritária quanto a brasileira, marcada por práticas escravocratas e anti-povo ao longo de sua história – inclusive na República. É a partir dessa matriz cultural que o comportamento do desembargador deve ser entendido e analisado, como sintomático da realidade social brasileira, especialmente do famigerado“Você sabe com quem está falando?!”.

A atitude do desembargador durante a discussão é um cristalino exemplo do “Você sabe com quem está falando?!”, que é, conforme arrogante2descreve-o perspicazmente o antropólogo Roberto Damatta, um rito de autoridade para colocar as coisas e as pessoas em seu devido lugar quando estas ousam contestar ou se esquecem do pacto social tácito acerca da posição e valor de cada qual na vida social. Esse rito visa repor a verticalidade social, pois ela por si só já garante um conjunto de vantagens sobre os que “não tem nome nem sobrenome”.

No episódio da Mercatto, uma face preocupante da magistratura emerge diante de todos. E não consiste no mau humor e na falta de paciência que por ventura acomete os excelentíssimos. Não.  Ao vermos o quanto se irritou o desembargador e o modo como reagiu contra o suposto “desacato” do cliente, ordenando sua prisão, o  que podemos concluir é que o aristocratismo togado, acostumado a dar ordens e à reverência submissa, não aceita questionamentos e cobranças. Ora, grupos e pessoas que não toleram críticas e questionamentos, que não as aceitam como atividades legítimas e direito de cidadãos livres, não estão devidamente preparados para a democracia.

“O você sabe com quem está falando” constitui um profundo obstáculo para tirar do papel as ideias de igualdade e cidadania no Brasil – e condutas como a vista na padaria Mercatto só reforçam, ainda mais vindo de alguém cujo ofício é zelar pela lei e as garantias legais. Por isso, não entendamos o episódio do desembargador Dilermando Motta como um caso individual, isolado, uma cena de destempero pessoal e de excesso. É bem mais grave e revelador. É preciso repudiar, criticar e cobrar os devidos esclarecimentos e apurações. Uma sociedade comprometida com a igualdade, o grande triunfo das democracias, não pode de modo algum tolerar ou ser cúmplice por tais atitudes. Assim como o garçom e o cliente da padaria, qualquer dia pode ser um de nós, meros mortais e plebeus, a esbarrar com estes nobres e aristocratas diplomados e de anel no dedo.

 

________________

O jornalista mossoroense Cezar Alves postou em seu youtube, dois vídeos que mostram a confusão:

Links: http://www.youtube.com/watch?list=UU5MSoEYp1AipYpEJ7wkPjFQ&v=DNHOpaYbOx8

http://www.youtube.com/watch?list=UU5MSoEYp1AipYpEJ7wkPjFQ&v=Y2ta8knWQ0I

Alyson Freire

Sociólogo e Professor de Sociologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN). Mestre em Ciências Sociais - UFRN. Pesquisador do NUECS-DH (Núcleo de Estudos Críticos em Subjetividades e Direitos Humanos UFRN). Editor e integrante do Conselho Editorial da Carta Potiguar. Contato: alyson_thiago@yahoo.com.br

43 Responses

  1. Vânia Rêgo - Potiguar-BSB disse:

    Parabéns pelo lúcido, consciente e tão belo texto.

  2. Nei Silva disse:

    Desembargador de três ou seria a Sidrome do
    Supremo de Frango?

    Ao contrário do que se apregoava o Estado
    segue posse de alguns privilegiados a fórceps, e a jsuticialização deste faz
    reforçar práticas da Casa Grande. Nesse cenário, os do Judiciário (digo os
    grandes camarões) se apropriam da estrutura do Estado para fazer de tudo,
    incluso impor autoridade em situações que nada se vincula às suas atribuições (remunerada)
    decretadas pelo Estado. Exemplo: dar carteirada em um garçom em uma típica padaria
    aberta para os novos ricos e velhos pobres de juízos.

    O ato deste senhor desem(alguma coisa) segue
    o perfume autoritário e a intromissão que a turma vem imprimido a outros
    poderes. Por pura (e não) coincidência todos do meu ciclo que seguem
    justificando a ditadura militar germinam a ideia de que o judiciário deveria
    assumir o Estado!

    Solidarizo-me com o anônimo que
    contrariando o manual de boa convivência com os coronéis da praça Potiguar
    expos sua indignação com o ato daquele que é (muito bem) pago com nossos
    impostos para usar das atribuições delegada para outros objetos e não em um ato
    tão mesquinho. Faço minha sua indignação.

  3. Valério Fonseca disse:

    Excelente texto, lúcido e humano Em tempos de desconfiança, também na mídia, principalmente no Nordeste, são raros textos como esse.

  4. Márcio disse:

    Sou a favor de quem está certo, de quem anda com a verdade e de quem é justo, isso mostra o quanto estamos a mercê de um sistema que acolhe pessoas despreparadas para viver até socialmente com os demais, uma pessoa que, (além de tudo é humana ou não caiu a ficha que é humana, vale salientar), se vestiu de uma couraça de poder para esconder sua real vulnerabilidade, creio que o garçom, talvez pensando que era um Davi diante de um Golias, apenas engoliu seco o que recebeu destratadamente do Desembargador, o qual levantou-se alguém destemido capaz de igualar a grande desigualdade de forças. Fico pensando, se fosse um policial desequilibrado no lugar desse Desembargador, que tragédia deveria ter acontecido com essa discussão? Se você parar pra pensar em tantas possibilidades de ficarmos cara a cara com tanta gente desequilibrada desse tipo, preferiríamos nos isolarmos de tantas mazelas que encontramos no meio do caminho e de tanta gente ruim que há na face do planeta.

  5. Max Xavier disse:

    Li o texto e os comentários feitos ate o momento são espetaculares!
    Desde ontem logo cedo ouvi sobre o tal ocorrido, e fiquei indignado com tamanho abuso do tal desembargador, mais o que fico achando mais interessante é que quando ligamos para a PM, não vem uma viatura, e quando vem demoram horas, e só em pegar o celular ele tinha ao lado dele 4, vocês sabem quantas pessoas estavam precisando dessas viaturas neste momento?
    Mas meu comentário não se resume em somente criticar o abuso deste senhor, venho PARABENIZAR o senhor que tomou as dores e se propôs a correr risco ate de ser preso, isso mesmo, ser preso, O desembarcador usa muito bem a frase: “desacato a autoridade e manda prender”, pois ainda nos dias de hoje eles ainda “mandam” ate fora do tribunal, coisa que não deve existir mais.
    O anonimo, ou “gordim”, (foi assim o adjetivo que estava no primeiro momento ao qual soube deste ocorrido), ele foi realmente uma “Autoridade”, mesmo com sua reação “estressante”, com gritos, atitudes e palavras ao qual não deveria falar, mas entendo o lado dele, realmente é um absurdo uma humilhação de tal tamanho, ainda mais em um local frequentado por pessoas da mais alta sociedade, com suas “posturas, educações e etiquetas”. Enfim, também deixo aqui um pouco da minha indignação por este ocorrido, e ainda tenho “pena” do garçom, que corre o risco de perder seu emprego, mesmo não tendo culpa. Temos que colocar estes casos para frente, se te chamar de “neguinho”, posso ser preso por discriminação, e com senhor dr. Dillermando, não ocorre nada, a unica coisa que poderia acontecer, era ser afastado do cargo e ficar em casa e/ou viajando, mas recebendo seu salário normalmente. #Absurdo #abusodepoder #indignação #porumpaismelhor #cadeoministeriopublico

  6. jose.willames disse:

    Estou impressionada com a maneira que você escreve. Espero que o senhor
    -dono do mundo- o Desembargador Dillermando Motta, tenha o prazer de ler o seu texto.

    • marlexcyber@gmail.com disse:

      Amigo, ele vai ler porém não vai entender, pois a pequenez do seu Q.I o impede de ser um indivíduo racional.

  7. REALIDADE NUA E CRUA disse:

    PARABENS OTIMO TEXTO…. SOU MILITAR E INFELIZMENTE DIA A DIA VIVENCIAMOS ESSAS INFLUENCIAS E OS MAIS DIVERSOS PEDIDOS,ABSURDOS E AUTORITÁRIOS. DIGO COM TODAS AS LETRAS E SEM MEDO DE ERRAR JUIZES,DESEMBARGADORES E AUTORIDADES POLITICAS USAM DE TODO O SEU PODER PARA REQUISITAR OS MAIS VARIADOS FAVORES. REALMENTE CONCORDO COM O NOBRE ESCRITOR, A RAPIDEZ NO ATENDIMENTO DAS OCORRENCIAS ESTA INTIMAMENTE LIGADA A PESSOA DO CIDADÃO OU SEJA DOUTOR FRANCISCO (DESEMBARGADOR,JUIZ,PROMOTOR,POLITICO OU LIDER COMUNITÁRIO) É BEM DIFERENTE DE SEU XICO….. TODOS SABEM DISSO SÃO LEGADOS DA NOSSA DITADURA A MESMA ESTRUTURA PERMANECE!!!!! OS MESMOS ABUSOS,ASSEDIOS ETC…..

  8. Paulo Moura disse:

    Isso só prova que esse Dilermando não é competente para o cargo! Quer usar de seus poderes para cometer abusos! Altamente despreparado!

  9. Claudiane Souza Souza disse:

    Esse
    comportamento do desembargado é realmente algo frequente por parte da
    maioria daqueles que exercem algum cargo de poder, não só no judiciário.
    Já vi muitas cenas parecidas nas instâncias escolares e universitárias
    da vida… infelizmente falta-nos muitas aulas, leituras… para
    aprendermos a exigir que nossos direitos sejam compridos realmente. Aí
    sim, nosso país terá jeito. Mas fiquei pensando se a própria escola,
    UNIVERSIDADE reproduz esse comportamento, onde aprenderemos as lições
    necessárias para formamos nossas ideias sobre as relações de direito e
    deveres tão necessários para que possamos ser uma sociedade
    democrática?

  10. Luciano disse:

    Perfeito e certeiro seu texto. Parabéns ao cidadão de verdade que defendou o garçon. Acho que teria feito o mesmo!

  11. Edney Lima disse:

    Texto incrível. Parabéns 10 vezes!!!!

  12. Mirla Guedes disse:

    Parabéns pelo excelente texto!

  13. davi araújo disse:

    também ao ler sobre o ocorrido logo lembrei de Roberto Damatta. num único episódio se vê a expressão de toda uma estrutura hierárquica de um país como o nosso. imagine quantas vezes esse senhor já não teve a mesma atitude com outros CIDADÃOS.

  14. Patty disse:

    Puxa, mas o cliente foi preso mesmo? Que absurdo…

  15. Thiago Mariz disse:

    Um bom texto, embora com algumas análises simplistas que não se pode deixar passar.

    A primeira é a de insinuar privilégios descabidos ao desembargador pela chegada da PM em questão de minutos. Existem motivos claros e que visam à ordem de uma sociedade democrática para uma autoridade constituída ter um direito desse. Quando você faz a velha e batida insinuação da PM que, pros ricos, chega em 5 minutos e pro pobre não chega, esquece a função nesse caso específico. Em detrimento de uma análise objetiva e de acordo com a realidade, coloca a estereotipação como meio de investigação e conclusão. Para deixar claro, é como a sirene da ambulância ou da própria Polícia Militar. Todo mundo já se deparou com o mau-uso dela, em especial pela própria PM. Em um trânsito, engarrafamento, ligam a sirene, todos saem da frente. Passado o trânsito, desligam a sirene. Nunca vi ninguém questionar o privilégio da elite militar ou da saúde, que podem fazer carros sair da frente à hora que quiserem. Obviamente, o bicho-homem travestido de desembargador fez mau-uso do seu poder e deve ser punido por isso, o que em nada muda a necessidade de que esse poder deva existir. Questioná-lo é atirar contra a própria república que você diz defender.

    A segunda é a de julgar a noção de direitos do desembargador em apenas um caso, ao afirmar que ele acredita só ter direitos, nenhum dever. Infelizmente, nossa sociedade é a dos direitos. Ninguém quer ter obrigação alguma, quer ter os direitos do presidente da república e ficamos escandalizados porque isso não ocorre. É impossível compreendermos que nossas posições na sociedade são diferentes, sim!, e, com grande poder, vem grandes responsabilidades, como diz um super-heroi. O desembargador sentirá isso na pele agora.

    Depois, você fala em “mau-humor e falta de paciência que por vezes acomete os excelentíssimos”, como se nenhum de nós tivéssemos mau-humor, falta de paciência e acabássemos por descontar em quem nada tem a ver, por vezes até um atendente de loja! Claro que não toma as proporções que tomou o caso do desembargador, primeiro porque nem todo mundo é tão destemperado como a autoridade em questão, segundo porque não temos a posição de poder e responsabilidade perante a sociedade que ela tem.

    Por isso, é bom olhar a nossa própria consciência antes de fazer ironias descabidas como a acima. Ou você é a única pessoa do planeta que jamais sofreu de mau-humor e descontou em alguém?

    É importante perceber o que estamos escrevendo, pra não perdermos de vista a consequência das nossas sentenças e a incoerência de nossas atitudes do que cobramos nos outros. Ou viveremos para sempre na sociedade dos nossos direitos e vossos deveres.

    • Márcio Trigueiro disse:

      Discordo do amigo na ideia
      principal, mas com todo respeito a Vossas ideias em alguns pontos concordantes,
      explicito que sofisticou demais a defesa de uma triste realidade comum no seio
      dos “excelentíssimos” 1) Polícia chega rápido demais e com mais
      reforço devido a posição privilegiada do requisitante 2) São mais mau
      humorados e pedantes. Não há o que se defender dessas realidades.

    • D Sena disse:

      Também discordo do sr. Thiago Mariz,

      Haja vista que o amigo não tem conhecimento de que o condutor de um veículo especial ao acionar a sirene, gozando de livre acesso nas vias obstruídas por outros veículos, o mesmo tem que informar ao ciosp da ocorrência em questão do uso da sirene, caso contrário esse condutor estará passível de punição por usufruir do privilégio de uso do dispositivo para fins que não seja de uso emergencial. Podendo o mesmo ser afastado de sua função no caso de servidor público e de multa de transito sendo empregado de empresa privada que utilize veículo especial emergencial flagrado por uma autoridade de transito.

  16. Simone Angelica disse:

    Parabéns pelo texto. Pura verdade suas palavras.

  17. Guest disse:

    Esse
    comportamento do desembargado é realmente algo frequente por parte da
    maioria daqueles que exercem algum cargo de poder, não só no judiciário.
    Já vi muitas cenas parecidas nas instâncias escolares e universitárias
    da vida… infelizmente falta-nos muitas aulas, leituras… para
    aprendermos a exigir que nossos direitos sejam compridos realmente. Aí
    sim, nosso país terá jeito. Mas fiquei pensando se a própria escola,
    UNIVERSIDADE reproduz esse comportamento, onde aprenderemos as lições
    necessárias para formamos nossas ideias sobre as relações de direito e
    deveres tão necessários para que possamos ser uma sociedade
    democrática?

  18. Gideon Gomes disse:

    UM HOMEM DESSE SE ACHA O TODO PODEROSO,MAS NO FUNDO É UM POBRE COITADO DE ESPIRITO,SÓ SE SOBRESSAI PORQUE TEM DINHEIRO E POSIÇÃO SOCIAL,MAS ESSE É O VERDADEIRO POBRE DE TUDO MENOS DE ARROGÂNCIA E PREPOTÊNCIA,COITADO!

  19. Ricardo disse:

    Até onde eu sei,a mercato diferente do que o texto diz, não comenta em momento algum que o desembargador é culpado em nada. Triste ver a carta potiguar colocar palavras na boca dos outros…

  20. joao maria disse:

    excelente texto

  21. Telma Braz disse:

    Para mim o texto do editor não é apenas bom, e a análise não é simplista em alguns aspectos. O editor mostra os fatos embaçados pelo medo de fazer valer os direitos devidos aos cidadãos,sob pena de não ter onde busca-los;a atitude do excelentíssimo é uma prova irrefutável disso.Não considero nem velha nem batida a insinuação sobre o fato da PM (paga com os impostos de todos) chegar prontamente ao local,onde não estava acontecendo nenhuma ameaça contra a integridade daquele cidadão;que deve ter os mesmos direitos dos demais.
    Desconheço os ” motivos claros e que visam a ordem de uma sociedade democrática para uma autoridade constituída ter um direito desse”> Quais seriam?? absurdo!! todos os cidadãos tem um MOTIVO para ter esse direito ! pagamos impostos,Vivemos uma democracia.A autoridade desse excelentíssimo
    arrogante desem (ntendido)bargador se limita ao exercício de suas funções que,como bem lembrou nosso outro leitor;é muito bem remunerada,não é extensivo ao seu lazer,á soberba de querer tratamento diferenciado. A alusão feita a sirene das ambulâncias e das viaturas da policia só corrobora a análise: abuso dos privilégios em todas as esferas,não se faz bom uso da coisa pública.
    E, eu já OUVI sim,muita gente questionar ,não o privilégio mas,o abuso desse.
    De fato, o que ocorre nesse país Tupiniquim é que,somos um povo acostumado a ser subjugados,desconhecemos os nossos direitos e,ou não nos interessamos em conhece-los. A presteza da PM em atender ao chamado do excelentíssimo é a prova indubitável disso ! funciona assim: ” manda quem pode,obedece quem tem juízo”. Eles (policiais) sabem muito bem a diferença entre ignorar um chamado de um cidadão “comum” e o de um cidadão que tem privilégios(indevidos). Eu,estou aqui me perguntando: onde está escrito que esse cidadão tem o direito de agredir um trabalhador e ameaçar quebrar um copo na cabeça deste que desafortunadamente não ouviu um cliente (nesse momento È apenas um cliente) pedir gelo.Onde está escrito que ele tem esse poder? Por Deus !!! esse não é o comportamento que se espera de um representante da ordem e da lei,e sim, o comportamento de um cidadão tosco,incivilizado,arruaceiro. Uma caricatura de um representante da lei em um país terceiro mundo. Que vergonha meu senhor ! que deselegante,com que respaldo moral esse senhor pode impor a lei e a ordem na sociedade?!!! Fica aqui esse pergunta.

  22. Rodrigo Castro disse:

    Absurdo! Deplorável imagem. São animais disfarçado de humano como Vossa Excelência, dono da verdade, que precisamos… necessitamos ver acomodar o conforto de uma suja, úmida e apertada cela de um canil ou de um celeiro. Espero um dia poder ver nosso país livre desses vermes que sujam os corredores e as poltronas das repartições públicas, que marcham a dignidade do Brasileiro. Sanguessugas, se alimentando do sangue e do suor do povo, do meu, do seu. Utopia? Sim! Já viu abutre comer abutre? Então! Não esperem que a mudança venha de dentro do lixo… os tapurus não deixam a carniça! Acredito sim na mudança externa, então compartilhem, curtão, divulguem… saiam de trás da porta. Sou garçom, para limpar a mesa suja. Sou gari, para limpar o lixo. Sou brasileiro.

  23. Marcos disse:

    Ao excelentíssimo, por gentileza, encaminhem o CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA NACIONAL com grifo no capítulo INTEGRIDADE PESSOAL E PROFISSIONAL e artigos abaixo transcritos:
    Art. 15. A integridade de conduta do magistrado fora do âmbito estrito da atividade jurisdicional contribui para uma fundada confiança dos cidadãos na judicatura.
    Art. 16. O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral.

  24. Ilza Leão disse:

    Excelente análise! Como ex-professora de Ciência Política da UFRN me orgulha a análise desse jovem cientista social. Assim como a recorrência a Roberto da Mata para explicar o lamentável fato. Infelizmente, isso é Brasil!

  25. Márcio Trigueiro disse:

    Estou impressionado com Vossa Lucidez e Sanidade ao escrever
    sobre o caso, sobretudo com a ideia de que não se trata de um caso isolado e
    sim de um “câncer” persistente em uma sociedade “pseudo conteporânea”. Ttriste
    e trágico o teatro formado naquele episódio onde não houve leitura do roteiro,
    apenas a exteriorização da pura realidade que realmente ilustra Vossa teoria. Há
    de fato a prevalência do “coronelismo” nas relações sociais atuais, é fácil
    sentir a soberba e arrogância nestes “serviçais públicos”, lamentável, triste,
    hediondo.

  26. Rômulo disse:

    Merece meu respeito! Até hoje, foi um dos melhores textos sobre a temática que já li. Parabéns! Sobre o caso… Cotidiano. É isso que vemos dia após dia.

  27. cidadão disse:

    Muito bom o texto, mas aprenda a utilizar as aspas corretamente.

  28. Bezerra disse:

    Excelente texto, lúcido, claro e questionador. Parabéns. ! Espero apurações por parte do CNJ e da Corregedoria do TJ. E que a punição não seja a aposentadoria. ( vide outros caso envolvendo juízes) . Parabéns!

  29. Mailton disse:

    Quando crescer, quero ser parecido com esse excelente Jornalista. Parabéns pelo texto.

  30. Fabiana Araújo disse:

    Infelizmente, essa é a realidade no Rio Grande do Norte. Sou policial militar e já fui vítima, juntamente com os demais integrantes da minha guarnição, de um ataque de “juizite” de um juiz de uma pequena comarca da cidade vizinha. Muitos juízes e demais “autoridades” não admitem ser abordados pela polícia, ou seja, confundidos com marginais, porque acreditam que devem ser reconhecidos a qualquer tempo e em qualquer lugar, como se fosse artistas famosos, cujos rostos estão sempre em exposição pela mídia. Como se a função estatal estivesse tatuada na testa de vereadores, deputados, juízes e afins!

  31. Klyber Macedo Ambrosio disse:

    Excelente texto!
    Esse representante da justiça causou um sério constrangimento à própria instituição que representanta.

  32. GAUCHO disse:

    DESIQUILIBRADO, DESPREPARADO, DESESPERADO. ESPERO QUE O POVO DE NATAL NÃO DEIXE ELE ASSUMIR O FUTURO CARGO NO TSE, SE ISTO ACONTECER PROVA MAIS UMA VEZ QUE A CULPA DA POLITICA HOJE EXISTENTE NO PAIS E DO POVO, QUE ELEGE E DEIXA AS “AUTORIDADES” INPUNES A QUALQUER SITUAÇÃO.

  33. josejani2013@gmail.com disse:

    Existe uma mulher baiana comandado o CNJ, que deu uma longa entrevista revista Veja) comentando seu parecer sobre e a respeito desses caras iguais aos Dilermandos por aí a fora. Penso concretamente igual. São uns abusados ou imaginão dono do mundo. Não,, são simplesmente os donos do Brasil. Que pena eu ter nascido aqui.

  34. TRABALHADOR disse:

    Existe pessoas desta forma decadente de ser,humilhaçao fica pra quem nao presta,hj nem um Bandido pode ser destratado,o que mata,roubou ao menos estupram… ” SR. MAGISTRADO NAO TEM VERGONHA DE SER UMA AUTORIDADE,ESSA SEM MORAL NENHUMA”

  35. Jãnio Edno disse:

    Levando-se em consideração que o magistrado estudou leis, direitos sociais, sociologia e outras coisas mais, cabe a ele ser o moderador, apaziguador mesmo ele estando certo em determinadas situações, mas o mesmo preferiu usar da chamada carteirada uma prática comum entre aqueles que temporariamente exerce um gargo mais elevado diante da grande maioria da população, população esta que paga através dos seus impostos o salário de toda essa gente que pouco contribui ou quase nada faz para o crescimento do nosso país.

  36. Cleyton Gomes disse:

    Sou jornalista e acredito que o ministério público deve tomar parte deste caso e julgar devidamente o desembargar, que no abuso claramente de poder ameaça o cidadão que “comprou as dores” de um trabalhador de prendê-lo.
    Eu como cidadão, fiquei revoltado com esta cena e queria muito estar presente no lugar no dia, e comprar as dores também. Infelizmente este é o país que vivemos, onde um hipócrita destes ganha mais que um garçon que com certeza trabalha três vezes mais que ele.

  37. Marcelo Alves da Rocha disse:

    Esta sendo realizada pela internet no endereço abaixo uma petição a ser encaminhada ao CNJ para tomar providencias em relação a atitude do “senhor” desembargador
    http://www.avaaz.org/po/petition/Conselho_Nacional_de_Justica_Demissao_do_desembargador_do_RN_Dilermando_Mota_por_abuso_de_autoridade/?cBSpXab

  38. ex morador de Natal disse:

    Natal é o fim do mundo. É o local mais adequado do Brasil para se verificar que este pais ainda é medieval. Também é o local com o maior numero de vagabundos publicos por metro quadrado. Só de lembrar me dá ansia de vomito.

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