Rio Grande do Norte, domingo, 25 de junho de 2017

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 4 de maio de 2017

Candidato a vereador é condenado por discurso de ódio

postado por Carta Potiguar

Jaufran Siqueira terá que pagar uma multa no valor de R$ 10 mil à Justiça Eleitoral.

O candidato a vereador de Natal nas eleições de 2016, Jaufran Siqueira (PMN), ficou mais conhecido por polêmicas do que por sua plataforma de campanha. Durante o pleito, Jaufran postou em suas redes sociais uma imagem de incitação ao ódio contra feministas. Na foto, há uma casa sendo incendiada, com a seguinte frase: “Isso é o que vai acontecer com as feministas quando Jaufran 33123 for eleito vereador”. A postagem causou revolta e mais de 2 mil denúncias foram feitas ao Tribunal Superior Eleitoral, o que levou a Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher protocolar representações contra o candidato. Vale ressaltar que Jaufran não foi eleito e recebeu apenas 459 votos.

O episódio causou a expulsão de Jaufran do Partido de Mobilização Nacional – PMN. (Foto: Reprodução)

O resultado foi a condenação de Jaufran ao pagamento de uma multa no valor de R$ 10 mil reais à Justiça Eleitoral. O processo n. 83-84.2016.6.20.0003  foi protocolado pela vereadora Natália Bonavides (PT) e pela também candidata a vereadora em 2016, Rhanna Diógenes e a decisão não cabe recurso.

A Justiça Eleitoral considerou que as postagens eram ofensivas e incitavam a violência; e que a finalidade da propaganda eleitoral não poderia ser desvirtuada tornando-se palco de agressões morais e ideologias preconceituosas. Em suas redes sociais, Bonavides comemorou o resultado do processo. “Essa é uma vitória de cada mulher, cada feminista e cada pessoa que luta diariamente pela dignidade e vida das mulheres”.

Natália Bonavides (PT) comemorou a decisão em suas redes sociais (Foto: Elpídio Júnior)

Procurado pela Carta Potiguar, Jaufran declarou não haver comentários a ser feito já que o “processo possui muitos vícios e alguns ritos não foram respeitados”. Ele ainda informou que juridicamente não faz parte do Partido Mobilização Nacional, mas que seu nome ainda consta nos registros do partido. Na época, o presidente municipal do PMN, Paulo Sérgio Inácio da Silva, considerou a declaração como uma afronta “à luta de emancipação e à dignidade das mulheres em nossa sociedade”.

(Foto: Reprodução)

 

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