Rio Grande do Norte, segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 22 de julho de 2017

Por uma tranquilidade construtiva

postado por Túlio Madson

Alguns se indagam com indignação, sobre as motivações pelas quais os brasileiros não tomam as ruas, não inflamam novamente o país. Desejar grandes coisas é um primeiro passo, inventá-las, construí-las, é o passo seguinte. Já foi suficientemente demonstrado nos últimos quatro anos o quanto este não é o país que queremos continuar a ser, mas para inventarmos o país que queremos, construí-lo, nos falta tranquilidade.

Aquele que é tranquilo possui não apenas uma virtude para si mesmo, mas também para a coletividade. Tranquilidade é também virtude política, não apenas preceito ético.

Vivemos uma época agitada, as pessoas precisam fazer algo nessa síndrome de pânico coletiva. No âmbito geral, o estado de espírito cultivado por nosso tempo é o da ambição, daí a necessidade de seu antídoto, a tranquilidade. No âmbito político se fortalece a política sustentada em discursos de ódio. O ódio desperta quando alguém tem sua ambição frustrada, ele é o cão feroz que late para quem empata o caminho das nossas ambições.

Para que o ódio político arrefeça, para que apertemos a coleira, é preciso repensar o valor que damos às nossas ambições, privilegiando quando necessário uma atmosfera política mais tranquila, não para dar lugar a um estado de resignação ou apatia, mas um lugar onde a força do debate possa ser a soberana.

A outra opção é a violência.

Túlio Madson

Bacharel e Mestre em Filosofia pela UFRN. Professor na UEFS. Péssimo em autodescrições. Email: tuliomadson@hotmail.com

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