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	<title>Carta Potiguar</title>
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	<description>Uma alternativa crítica</description>
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		<title>Futebol ao Sol e à Sombra: Alecrim em Maceió em busca da classificação para a próxima fase da Série C</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 19:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Servulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste domingo (05/08/20100) às 16h, no Estádio Rei Pelé (Maceió-AL), o Alecrim Futebol Clube jogará mais uma partida decisiva pela Série C do Campeonato Brasileiro, contra o CRB-AL. Com o retrospecto ao seu favor e a boa atuação nessa primeira fase do campeonato, o clube esmeraldino segue em rumo da classificação. Ocupando a 2ª colocação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo (05/08/20100) às 16h, no Estádio Rei Pelé (Maceió-AL), o <strong>Alecrim Futebol Clube</strong> jogará mais uma partida decisiva pela Série C do Campeonato Brasileiro, contra o CRB-AL. Com o retrospecto ao seu favor e a boa atuação nessa primeira fase do campeonato, o clube esmeraldino segue em rumo da classificação. Ocupando a 2ª colocação da chave B com 9 pontos, o Alecrim está apenas a dois do líder ABC (com 11 pontos), que também jogará neste domingo. Essa rodada pode definir a classificação dos dois clubes da esquina do Brasil.<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/100815-cortado.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-486" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/100815-cortado-300x150.jpg" alt="" width="300" height="150" /></a></p>
<p>O Verdão Maravilha contará com o apoio de sua Fiel torcida, que nesta madrugada segue rumo a Maceió, para ver o esmeraldino jogar. Abaixo, segue uma crônica apaixonada (originalmente publicada no<a href="http://www.alecrimfc.com/ler.php?id=176&amp;CRONICA+-+ONIBUS+PARA+MACEIO+" target="_self"> site oficial do clube</a>) de Rodolfo Torres sobre a viagem para Maceió. Segue abaixo:</p>
<p><em>&#8220;Madrugada de domingo. Parte para Maceió o ônibus esmeraldino, levando o nosso amor. Levando nossos amigos. Levando o que há de bom. Pra nosso time querido ganhar os três pontos no Rei Pelé. O maestro Villa-Lobos há de me perdoar pela tentativa de colocar letra na primeira parte de seu Trenzinho Caipira. Até porque já o fez Ferreira Gullar. Mas é que essa obra, que integra a peça Bachianas Brasileiras nº 2, faz qualquer um viajar pelas paisagens do Brasil.</em><span id="more-481"></span></p>
<div><em>No meu caso, resgato lembranças da infância e a paisagem é sempre a vegetação seca, que passa rápida pela janela do carro indo para Mossoró. Um Santana verde, cor da mais nobre das paixões. Quando penso em sair de onde estou e visitar parentes e amigos pelo pensamento, ouço Villa-Lobos e encontro todos em pouco tempo. Porém, não faço isso de imediato porque o viajar também é parte prazerosa da viagem. Ao menos a ida&#8230;</em></div>
<div><em><br />
</em></div>
<div><em>E, nesse momento, a viagem necessária se faz entre Natal e Maceió. Será nas Alagoas que o Alecrim Futebol Clube defenderá sua invencibilidade na série C do Brasileirão após cinco rodadas invicto. Não há outro registro de invencibilidade em nosso grupo, quiçá em nossa série. E apesar do que diz a imprensa esportiva da Cidade do Natal, temos todas as condições para pontuar na capital alagoano.</em></div>
<div><em><br />
</em></div>
<div><em>Direi mais: o empate é pouco para nós. O resultado que satisfaz a ordem natural das coisas é a nossa vitória. Sempre foi assim&#8230; O que aconteceu no domingo passado, no jogo contra o ABC, foi um daqueles acontecimentos inexplicáveis, que ferem a harmonia da vontade celestial. Que, por algum acaso, consegue driblar o certo e implantar o errado como verdade. Alecrim deveria ter saído com a vitória e a liderança do grupo no dia em que Ferdinando Teixeira completou mil jogos como treinador de futebol. Não só pelo que é e pelo que representa, mas também pelo que jogou. Perdemos gols inexplicáveis e permitimos que o ABC empatasse quando dominávamos a partida e os alvinegros rezavam para que o relógio corresse.</em></div>
<div><em><br />
</em></div>
<div><em>Passeamos em campo e fomos punidos, talvez, por não liquidarmos a partida da forma que tínhamos de fazer. Mas nada está perdido. Temos elenco mais do que suficiente para pontuar no Rei Pelé, e assim o faremos. Eis um assunto pacificado. E por que não confessar que a saudade aumenta ao saber que um grupo de torcedores do Alecrim está organizando uma viagem de ônibus para Maceió. Oxalá eu estivesse em Natal para ir nesse grupo, que sairá à meia-noite do sábado para o domingo da sede do clube (Rua dos Caicós, antiga Av. Sete). “O transporte terá o custo de R$ 100 e o ônibus terá ar-condicionado”, informa a assessoria do Alecrim.<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/100205-cortado2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-488" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/100205-cortado2-300x150.jpg" alt="" width="300" height="150" /></a><br />
</em></div>
<div><em>Além de uma excelente viagem, desejo-lhes a certeza de que toda pontuação nada mais é do que a normalidade para o Alecrim. Esse mesmo Alecrim, cujo destino sempre foi ser catapultado para a luz maior.&#8221;</em></div>
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		<title>A teoria das janelas quebradas</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 16:26:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teoria das Janelas Quebradas]]></category>
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		<description><![CDATA[Tava lendo por ai e dei de cara com esse artigo muito bacana que trata justamente do tema da violência. Assim sendo, segue para divulgação. Tudo bem, saiu na Folha de São Paulo (jornal tido como conservador), mas vá lá, eles acertam as vezes. Realmente vale a pena dar uma lida, e não confundam o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Janelas-Quebradas-03.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-465" title="Janelas Quebradas 03" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Janelas-Quebradas-03-300x234.jpg" alt="" width="300" height="234" /></a>Tava lendo por ai e dei de cara com esse artigo muito bacana que trata justamente do tema da violência. Assim sendo, segue para divulgação. Tudo bem, saiu na Folha de São Paulo (jornal tido como conservador), mas vá lá, eles acertam as vezes. Realmente vale a pena dar uma lida, e não confundam o grafite ao qual refere-se com aquele que entendemos (o termo grafite é utilizado no sentido de pichação e vandalismo, o tipico &#8220;Torcida Fovem Fla&#8221; ou &#8220;Gang Alvinegra&#8221; ou &#8220;Máfia&#8221; e semelhantes) como manifestação artística.</p>
<p><strong>JANELAS QUEBRADAS<br />
Desordem e sujeira mais do que duplicam o número dos que jogam lixo na sarjeta e roubam<br />
DRAUZIO VARELLA</strong></p>
<p>A deterioração da paisagem urbana é lida como ausência dos poderes públicos, portanto enfraquece os controles impostos pela comunidade, aumenta a insegurança coletiva e convida à prática de crimes.<br />
Essa tese, defendida pela primeira vez em 1982 pelos americanos James Wilson e George Kelling, recebeu o nome de “teoria das janelas quebradas”.<br />
Segundo ela, a presença de lixo nas ruas e de <strong>grafite sujo</strong> nas paredes provoca mais desordem, induz ao vandalismo e aos pequenos crimes. Com base nesses ideias, a cidade de Nova York iniciou, nos anos 1990, uma campanha para remover os grafites do metrô, que resultou numa diminuição dos crimes realizados em suas dependências.<br />
O sucesso da iniciativa serviu de base para a política de “tolerância zero” posta em prática a seguir<br />
Medidas semelhantes foram adotadas em diversas cidades dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Holanda, da Indonésia e da África do Sul. Mas, apesar da popularidade, a teoria das janelas quebradas gerou controvérsias nos meios acadêmicos, por falta de dados empíricos capazes de comprová-la.<span id="more-464"></span><br />
Um grupo de holandeses da Universidade de Groningen publicou um estudo, na “Science”, que esclarece os pontos obscuros da teoria.<br />
O primeiro experimento foi conduzido num estacionamento para bicicletas, numa área de compras da cidade de Groningen. Para simular ordem, os pesquisadores limparam a área e colocaram num aviso bem visível de que era proibido grafitar. Para a desordem, grafitaram as paredes da mesma área, apesar do aviso para não fazê-lo. A grafitagem constava apenas de rabiscos mal feitos, para evitar confusão com arte.<br />
Em ambas situações, penduraram um panfleto inútil nos guidões das bicicletas, de modo que precisasse ser retirado pelo ciclista antes de partir. Não havia lixeiras no local.<br />
Na situação ordeira, sem grafite, 77% dos ciclistas levaram o panfleto embora. Na presença do grafite, apenas 31% o fizeram, os demais jogaram-no no chão.<br />
A segunda experiência foi realizada no estacionamento de um supermercado. No portão em que as pessoas normalmente entravam para buscar o carro, foi colocada uma cerca com uma abertura de 50cm. Nela, foram afixados um aviso para andar 200 metros a fim de alcançar um portão alternativo e outro que proibia amarrar bicicletas na cerca.<br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/muro_pixado_reduzido.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-475" title="muro_pixado_reduzido" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/muro_pixado_reduzido.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Na condição de ordem, quatro bicicletas foram estacionadas a um metro da cerca; na de desordem, as quatro foram acorrentadas a ela. Na ordem, 27% das pessoas entraram pelo portão proibido; na desordem, o número aumentou para 82%. No terceiro estudo, também conduzido no estacionamento de um supermercado, foi colocado num aviso para devolver o carrinho de compras num determinado lugar, depois de descarregá-lo no porta-malas. Ao mesmo tempo, foram pendurados os panfletos inúteis na parte externa do para-brisa.<br />
Para simular ordem, nenhum carrinho foi deixado à vista; na situação de desordem, quatro deles ficaram expostos. Quando havia ordem, 30% dos motoristas atiraram o panfleto no chão, atitude tomada por 58% dos que encontraram os carrinhos abandonados.<br />
O quarto estudo se baseou numa lei holandesa que proíbe fogos de artifício nas semanas que antecedem o Ano Novo, contravenção punida com multa de €60.<br />
O cenário foi um abrigo de bicicletas junto a uma estação de trens. O mesmo panfleto dos experimentos anteriores foi pendurado nos guidões. A situação de desordem foi representada pelo espoucar distante dos fogos no momento em que o ciclista chegava para retirar a bicicleta; a de ordem, pelo silêncio.<br />
No cenário em que havia silêncio, 52% jogaram os panfletos na rua; ao ouvir os fogos proibidos, o número aumentou para 80%.<br />
Nos estudos cinco e seis, foi testada a tentação para roubar. Numa caixa de correio na rua, foi colocado um envelope parcialmente preso à boca da caixa (como se tivesse deixado de cair para dentro dela), com uma nota de €5 em seu interior, em local bem visível para os transeuntes.<br />
Na situação ordeira, a caixa estava sem grafite e sem lixo em volta. Numa das condições de desordem estava grafitada; na outra, sem grafite, mas com lixo ao redor.<br />
Dos transeuntes que passaram diante da caixa sem grafite nem lixo, 13% roubaram o dinheiro. Esse número aumentou para 27% quando havia grafite e para 25% quando havia apenas lixo ao redor.<br />
A mensagem é clara: desordem e sujeira mas ruas mais do que duplicam o número de pessoas que joga lixo na sarjeta e rouba.</p>
<p>Fonte: Folha de São Paulo – sábado, 18 de Julho de 2009 – Ilustrada &#8211; Página E10.</p>
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		<title>O caso do &#8220;Buraco da Catita&#8221;: A Volta à barbárie?</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 00:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É, eu quase sempre vou ao chorinho. Não gosto da musica pra falar a verdade (é, dizem que é boa, mas não sou do tipo de fingido pra dizer que gosto do que não gosto pra me passar por cult, não gosto nem de chorinho nem de Chico Buarque etc.), freqüento mais para ver bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Fotos-fim-de-agosto-catita-e-Liz-243-1024x768.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Fotos-fim-de-agosto-catita-e-Liz-243-1024x768-300x225.jpg" alt="" title="Fotos-fim-de-agosto-catita-e-Liz-243-1024x768" width="300" height="225" class="alignright size-medium wp-image-454" /></a>É, eu quase sempre vou ao chorinho. Não gosto da musica pra falar a verdade (é, dizem que é boa, mas não sou do tipo de fingido pra dizer que gosto do que não gosto pra me passar por cult, não gosto nem de chorinho nem de Chico Buarque etc.), freqüento mais para ver bons amigos, é incrível a quantidade de pessoas incríveis por metro quadrado que reúnem-se habitualmente no local. Bem, mas não é disto que ia falar.<br />
Ocorre que, como muitos devem ter tomado conhecimento, o pacífico ambiente do Buraco da Catita foi assolado pelo mal da violência urbana. Duas pessoas foram assassinadas e uma outra saiu ferida. Assim que vi a notícia também fiquei chocado, estou ali quase toda Sexta-Feira, poderia ter sido comigo ou com algum ente querido. Não o foi. Passado o lado emotivo, voltamos a raciocinar com clareza.<br />
Estava lendo as notícias e os comentários (obviamente a parte mais interessante) e o que mais aparecia era a idéia de que nós estaríamos &#8220;voltando à barbárie&#8221;. A primeira pergunta que se me veio à cabeça foi: Nós quem? Quem está voltando à barbárie? Perguntam-se: O que estaria acontecendo?<br />
Voltei a relembrar de textos que li a respeito da barbárie e dos casos que tomei conhecimento como, por exemplo, um rapaz ter os olhos perfurados, após isto ser colocado em cima de um cavalo para que seus carrascos brincassem de tiro ao alvo. Parece coisa do Oriente &#8211; médio né? Aquelas coisas que a gente vê na televisão etc.<br />
Mas é não, é Guarapes, Natal-Rn. E não é de hoje que acontecem coisas do tipo (ou piores). Com isto não quero dizer que é normal e comum que as pessoas saiam matando umas às outras e que temos mais que nos acostumar. Não se trata disto. <span id="more-453"></span>O que precisamos é evidenciar uma classe de pessoas que nunca conseguiu superar o estágio que chamamos de barbárie. O que precisa ser evidenciado é que temos pessoas vivendo com a expectativa de vida igual (ou inferior) à idade-média (nas favelas a média de vida dos homens não atinge os 25 anos&#8230;. por essas e outras o jovens tem filhos tão cedo, aos 15, 16 ou 17 já estão no final de suas vidas). Este grupo de pessoas nunca saiu deste estágio, assim sendo, seria impossível de se pensar uma &#8220;volta à barbárie&#8221;.<br />
Mas ora! O que tem ocorrido é nada mais, nada menos, do que a globalização da violência. As metrópoles, para serem metrópoles, precisam oferecer serviços coletivos mínimos como transporte urbano de massas à preço acessível. E este aspecto é fundamental de se ressaltar. Agora essa massa de Hunos, Visigodos e Lombardos podem invadir nossos feudos com a mesma facilidade de levantar um polegar. Com pouco dinheiro eles podem sair de um canto da cidade à outro em poucos instantes. A violência agora não está mais restrita unicamente aos bairros onde não se ensina a civilidade. Há algo de bom em tudo isso. As relações sociais passam a ficar mais claras e cada qual passa a sofrer as conseqüências de seus atos de forma mais direta. Agora as classes médias e altas começam a perceber o monstro que criaram.<br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/stencil1wb0.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/stencil1wb0-300x216.jpg" alt="" title="stencil1wb0" width="300" height="216" class="alignright size-medium wp-image-455" /></a>Temos que parar com conto de fadas para adultos. Não existem pessoas más, com índoles perversas ou qualquer tipo de &#8220;gene da maldade&#8221;. O que define a personalidade humana é sua educação, o ambiente em que é criado e os valores morais que incorpora. Assim sendo, bem sabemos que o Brasil possui uma massa de miseráveis e desqualificados residindo sempre nas periferias das grandes cidades e que é justamente neste ambiente que crescem as maiores mazelas do Brasil. Pessoas que vivem literalmente à margem, sem escolas (e sem elas, obviamente, o processo de incorporar os valores humanistas da atualidade é bastante difícil, tendo em vista que a justiça ou os valores não são lógicos ou algo natural ao qual atingiríamos por pura dedução lógica, os valores são aprendidos socialmente, fato é que foram muitas as boas almas criadas durante a escravidão e viam tal fato com naturalidade), sem serviços como saúde etc. e o pior de tudo: sem pessoas que olhem para esses miseráveis e desqualificados como gente. Qualquer um que já tomou para si a tarefa de educar um pequeno humano viu o quanto é importante o elogio ou o simples fato de observar o que fazem, seja um desenho, uma dança ou uma música. Qualquer indivíduo que cresce sem estes &#8220;detalhes&#8221; terá sérios riscos de sentir-se inseguro no mundo e não ser socializado como deveria, não aprendendo devidamente os valores sobre os quais nos sustentamos. O fato é que existem muitos humanos que não recebem tal educação. Os motivos são vários. Um deles, culpa nossa, pelo fato de suas mães passarem o dia trabalhando em nossas casas como empregadas domésticas e não tendo tempo para educar devidamente seus filhos, pois passam o dia em nossas residências cuidando dos nossos filhos e de nós mesmos.<br />
Tudo bem, também passei a infância com meu pai longe, trabalhando em outra cidade&#8230; Se eu fosse retardado eu poderia dizer que no meu caso foi até pior, pois só via meu pai nos fins de semana e minha mãe trabalhava na polícia em turnos de 24 horas&#8230;. Porém! Eles podiam pagar para me manter em uma ótima escola, para me dar acesso à arte, diversão, tecnologia etc.<br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/pena-jus.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/pena-jus-275x300.jpg" alt="" title="pena-jus" width="275" height="300" class="alignright size-medium wp-image-456" /></a>Alguém aqui conhece quem pague um salário a uma empregada doméstica que dê condições de pagar uma boa escola para seus filhos? Depois disso, ainda dizemos que não sabemos de onde vem tanta violência. De nós mesmos, os bárbaros, que mantemos um grande grupo de pessoas relegadas à viver como animais, com rações mais baratas que a dos próprios bichos (e o falo sério, crio gato e sei o quanto gasto mensalmente com as rações). Esta massa de miseráveis que observam seus filhos transformarem-se em bandidos são justamente aqueles homens e mulheres que constroem nossas casas, nos vigiam enquanto dormimos, fazem nossas comidas e cuidam dos nossos filhos&#8230;<br />
E olhem que injustiça: Eles são bárbaros, pois seus filhos foram sacrificados para que pudéssemos criar devidamente os nossos.<br />
Enfim, para que a classe-média não se espante com os frutos dos seus próprios valores e passem a levar mais a sério quando pensam por ai em aumentar o salário mínimo para R$ 1.200 (daí vem alguém e diz que o Estado não pode bancar&#8230; Beleza campeão, então deixa o Estado bancando os custos da violência que deve ser bem mais inteligente e barato), garantir renda mínima (que já foi aprovada e já é lei, apenas não tem data para entrar em vigor &#8211; curioso não?), reforma-agrária entre tantos outros projetos que visam tornar os bárbaros mais humanos&#8230;<br />
Mas não, a classe média sempre diz que os cofres públicos não podem&#8230;<br />
Então me responde, faz como pra corrigir? Me diz ai&#8230; A resposta em parte eu já sei, nas entrelinhas todos já dizem: “Só vai matando”. Né não?</p>
<p>Sabe o que é pior de tudo? Vai ter gente que vai ler e sair dizendo por ai que temos que acabar com transporte público para diminuir a violência.</p>
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		<title>Não basta ser playboy. Tem que ser DJ</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 15:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Carlos Fialho]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava por aqui vendo matérias antigas e lembrei deste texto do Carlos Fialho. Escritor polêmico (ainda bem, já que toda unânimidade é burra, se existem aqueles que o criticam é sinal que pode ser algo bom) da cidade de Natal, por vezes sai com ótimos textos. Segue abaixo na íntegra esse fantático estereótipo do playboy [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/f250-mula-preta.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/f250-mula-preta-300x223.jpg" alt="" title="f250 mula preta" width="300" height="223" class="alignright size-medium wp-image-447" /></a>Estava por aqui vendo matérias antigas e lembrei deste texto do Carlos Fialho. Escritor polêmico (ainda bem, já que toda unânimidade é burra, se existem aqueles que o criticam é sinal que pode ser algo bom) da cidade de Natal, por vezes sai com ótimos textos. Segue abaixo na íntegra esse fantático estereótipo do playboy Natalense. </p>
<p><strong>Não basta ser playboy. Tem que ser DJ</strong><br />
Major, a vida anda cada vez mais difícil. Se esse hômi soubesse… Tá foda, bicho. Difícil mesmo. E o que é difícil, como esse hômi deve saber, não é fácil. É nada, hômi. Nem a pau. Ser um jovem de classe média alta em Natal está ficando cada vez mais trabalhoso. Pra mim, tem sido uma tarefa bastante árdua atender todas as exigências impostas pela sociedade e manter a pose de nababesca futilidade que se espera de um bom playboy natalense. Antigamente, bastava ter um carrão, com um som potente no porta-malas, um guarda-roupa cheio de grifes da moda, frequentar uns poucos lugares e exibir-se com a urgência de um pavão no ritual da corte. Valia falar alto, brigar em shows de axé, ser fotografado pelos colunistas sociais e ficar vergonhosamente bêbado em lugares públicos. O importante era ser notado pelos seus pares. </p>
<p>Mas essa moleza acabou. <span id="more-446"></span>Hoje em dia o jovem playboy natalense e a autêntica patricinha conterrânea têm muito mais a fazer do que pensar em como vai ser o carnatal a partir de janeiro. Eles têm que cumprir uma rotina de compromissos sociais e extenuantes maratonas de eventos que deixariam qualquer chefe-de-estado em frangalhos. </p>
<p>Pra começar, os lugares que requerem a presença do jovem playboy são muitos. E se deixar de ir a algum deles pode significar a morte. Não a morte, morte mesmo, morrida de verdade. Mas uma morte ainda pior, uma morte social. Se você deixa de ir a um dos lugares da moda, já era! No outro dia tá todo mundo comentando, com maledicência, suposições, scraps no Orkut e SMSs mil, a respeito de sua ausência. Antigamente o roteiro de locais obrigatórios se restringia ao camarote da Vila Folia ou àquela boate da estação. Hoje, para ver e ser vista, nossa “geração Y” tem que ir a muitos barzinhos, boates, points, festas e, ainda por cima, tomar muito cuidado com a seleção dos locais que frequenta. </p>
<p>E não se trata só de seguir o rebanho, como muitos pensam. Deve-se ir aonde todos vão, mas com muito bom gosto, sabe? Teve até um amigo meu que quis escrever um guia de boa conduta para facilitar a nossa vida. Algo que dissesse o que é e o que não é cool. Seria o máximo para nós, membros orgulhosos dessa juventude carnatalesca que atrofiou as sinapses neuronais por falta de uso e total inapetência para a arte do pensamento. Imagina só, major, um circuito seguro para não derrapar e manter intacta a imagem e boa reputação de playboy/patricinha acéfalo potiguar. Hômi, isso não ia prestar não! O problema era que meu amigo não sabia escrever direito, daí nunca saiu o tal guia. Sem bronca, nossos iguais não iam conseguir ler mesmo. Sabe como é: a gente se cansa de ler qualquer coisa que não seja as legendas das fotos do Bobflash. </p>
<p>De qualquer maneira, eu, como sou um cabra de peia e gosto de ver meus amigos se darem bem, sem vacilar, saca?, vou lhe dizer qual o roteiro que deve seguir para não se queimar com as bichinhas. O caminho de tijolos amarelos se inicia nas baladas de quinta e sexta no circuito Seven, Maranello e Medievo. Não tem muito mistério não. Vista-se igual aos outros cabras, com as marcas da moda e o mesmo tipo de calça, camisa e pisante que eles estiverem usando. É melhor comprar tudo ali pela Afonso Pena, saca? Eles têm umas marcas “exclusivas”. Quer dizer, são iguais à maioria das roupas de qualquer shopping da cidade, mas como são muito mais caras, vão ajudar a te dar uma moral na noite. Quando estiver na boate, é bom estar entrosado com os grupinhos de pessoas VIPs. É gente badalada que geralmente tem nome e sobrenome. Eles nunca se chamam Renata ou Roberto. Sempre têm um sobrenome que indica status e sem o qual eles não são ninguém. Algo como Renata Faria, ou Roberto Maia. Aliás, se você próprio tiver um sobrenome legal, pode se integrar e ser aceito com muito mais facilidade. Tem certeza que não se chama De Paula ou Rosado? </p>
<p>Vamos seguindo. No sábado, no fim da manhã, dirija-se para a frente do hotel Manary, em Ponta Negra. Não se esqueça de sua bermuda florida. Nada de calção de futebol, senão as meninas não vão nem te olhar, a não ser com um desdém de quem acabou de ver um asquelminto gigante piscar pra elas. Se você estiver em dia com a academia e as aplicações de “estró”, melhor. Pois poderá se amostrar um pouco sem camisa pra todo mundo ver. </p>
<p>Depois da praia, saia correndo e dá um pulo pelo Dom Vinícius, Cervantes ou Pitanga. Uns tira-gostos legais, cervejinha ou uisquinho e papo animado sobre carros, shows, festas e resenhas diversas. É sempre bom pra saber quem tá comendo quem e qual dos amigos trocou de carro essa semana. De lá, uma passadinha no Shock Bar pra se espremer entre toda a galera. Não vale ficar cansado e deixar de ir. Tem que marcar presença, ver e ser visto. Por isso, toma um Redbull e vamu simbora, major! Vai com fé. </p>
<p>O “esquente” no Shock Bar termina cedo e o sábado ainda é uma criança. Por isso, vá em casa, tome um banho e volte pro circuito de bares por trás da AABB ou, pra “variar” um pouco, um Dom Café até que vai bem. Inclusive, aqui vai uma dica. Sabe o que é legal?, levar o ipod com as caixinhas de som pra colocar na mesa. Quanto mais caro e moderno melhor. É a nova versão da mala do carro escancarada. O efeito fica ainda melhor se todo mundo na mesa cantar junto as músicas alto para passarem o recado: “helloooo, eu tenho um ipod”. </p>
<p>No domingo, é dia de descanso? Que nada! Durma até meio-dia e depois trate de descobrir onde a galerinha esperta se encontra e vá correndo pra lá. Um churrasco na mansão de alguém, um almoço num restaurante chiquê, tipo o Buongustaio, onde as pessoas podem lhe ver da rua e admirar o quanto você é interessante por estar ali. Um sushizinho à noite também vai bem. Mas, olha só, tem que ser onde a turminha estiver, senão é o mesmo que não ter ido. É que, a partir do momento em que você decidiu se tornar um jovem society natalense, deve ir sempre aos mesmos lugares, ver e ser visto sempre pelas mesmas pessoas e julgar e ser julgado por elas. É como fazer parte de um clube, uma sociedade secreta, aliás, de secreta não tem nada. É bastante exibicionista, na verdade. Mas não importa. Você faz parte dela, então assuma o seu fardo. </p>
<p>Ah, sim! E cuide de se comportar de forma adequada. Tem que ser um pouco de ator também. Nada de discrição. Você não deve ser coadjuvante de porra nenhuma. Nesse filme, todos são protagonistas. Então, tudo o que fizer, faça com que seja notado por sua “plateia”. E entenda-se por plateia toda essa gente bronzeada, siliconada, anabolizada, de sorrisos perfeitos e valores frívolos que lhe circunda. Não faça nada, desde acender seu cigarro a balançar seu drink, sem o mínimo de estardalhaço. Fale de suas posses, de grandes feitos (nada precisa ser verdade. Lembre-se: você é um ator), de seu saldo bancário, de suas inúmeras conquistas amorosas. Mas fale alto, pra todo mundo ouvir. Nesse clube, as mulheres são gasguitas e os homens são gabolas. </p>
<p>Quando o fim de semana acaba vem a segunda-feira. A semana, lembre-se, serve pra recarregar as baterias para a próxima sucessão de compromissos inadiáveis, com início marcado para a quinta seguinte. Por isso, nada de atividades desgastantes como um estágio, faculdade difícil ou, pelo amor de Deus, um trabalho! Se for estagiar em algum lugar, dê preferência a alguma empresa do seu pai ou da família, onde você goze de todos os privilégios e regalias, como chegar tarde e sair na hora que quiser. </p>
<p>Agora, como eu sou seu amigo, major. Vou lhe dizer qual é o pulo do gato: trabalhar com algo que esteja ligado a sua rotina. Promotor de boate, comissário de bloco ou produtor de show. Ou ainda, major, você pode ser, sabe o que?, pois eu vou lhe dizer agora. DJ, meu amigo! É limpeza e dá a maior moral na cidade. Basta inventar um nome invocado e manter a pose nas picapes. Nem precisa desse negócio de conhecimento musical. Isso é coisa de amador. Descubra quais as musiquinhas da moda entre a rapaziada dos camarotes ou nas boates de São Paulo e Recife. Daí, encha seu equipamento de MP3 e fique lá todo posudo com a testa franzida e fones nos ouvidos.</p>
<p>Mas isso, claro, se você quiser se estressar. Porque dá trabalho ser DJ. Você acaba ficando muito solicitado e famoso demais. E ainda tem que cumprir toda a rotina semanal de ir aos lugares da quinta ao domingo, enfim, os seus dias úteis. Não pode descuidar. Qualquer passo em falso e sua reputação vai pro espaço. Porque é aquela coisa, major. É um dia-a-dia muito trabalhoso, sabe? É um sacerdócio, uma vida de renúncias e sacrifícios. Mas é assim que é. A vida pra um jovem playboy natalense anda cada vez mais difícil. E o difícil, major, não é nada fácil. </p>
<p>***</p>
<p>1. “Não basta ser playboy. Tem que ser DJ!” é uma frase de um publicitário amigo que não me autorizou a publicar seu nome.<br />
2. Agradecimentos especiais para Paulo André Linhares e Rodrigo Silveira (o Rodra) pelas dicas. </p>
<p>Texto retirado da <a href="http://colunas.digi.com.br/carlos/nao-basta-ser-playboy-tem-que-ser-dj/">Coluna Digizap</a></p>
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		<title>Edgar Morin: um filósofo ou um missionário em Natal?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 17:45:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Menezes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabo de receber o release da vinda do Filósofo (afirmam alguns) e sociólogo (dizem uma grande minoria) Edgar Morin a Natal.
Ele virá a nossa terrinha proferir a messiânica palestra, no dia 17 de setembro, intitulada &#8220;O destino da humanidade&#8221;. O título, pouco comum a filosofia e a ciência, já mostra o tom do encontro. Alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/morin.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/morin-223x300.jpg" alt="" title="morin" width="223" height="300" class="alignright size-medium wp-image-444" /></a>Acabo de receber o release da vinda do Filósofo (afirmam alguns) e sociólogo (dizem uma grande minoria) Edgar Morin a Natal.<br />
Ele virá a nossa terrinha proferir a messiânica palestra, no dia 17 de setembro, intitulada &#8220;O destino da humanidade&#8221;. O título, pouco comum a filosofia e a ciência, já mostra o tom do encontro. Alguma coisa poderia ser mais profética?<br />
Alias, este caráter religioso não está presente apenas na sua nomeação central, atravessa todo o folder de apresentação.<br />
Um desavisado, ao ter acesso ao (des)informativo, pode imaginar que se trata da seção do descarrego ou da fogueira santa de Israel.</p>
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		<title>Nicolelis e o pontapé inicial da Copa</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:37:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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Para aqueles que não o conhecem, Miguel Nicolelis é um dos maiores neuro-cientistas do mundo e trabalha em um centro de tecnologia em Macaíba (com recursos trazidos por ele mesmo, claro), onde desenvolve projetos pioneiros na área de interação homem-máquina.
Nicolelis e o pontapé inicial da Copa
por Luiz Carlos Azenha
Além de ser um cientista brilhante, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/miguel-nicolelis.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/miguel-nicolelis-203x300.jpg" alt="" title="miguel-nicolelis" width="203" height="300" class="alignright size-medium wp-image-432" /></a><br />
Para aqueles que não o conhecem, Miguel Nicolelis é um dos maiores neuro-cientistas do mundo e trabalha em um centro de tecnologia em Macaíba (com recursos trazidos por ele mesmo, claro), onde desenvolve projetos pioneiros na área de interação homem-máquina.</p>
<p><strong>Nicolelis e o pontapé inicial da Copa</strong><br />
por Luiz Carlos Azenha</p>
<p>Além de ser um cientista brilhante, o paulista Miguel Nicolelis é uma figura rara. Palmeirense doente, aparentemente ele vai trabalhar para um pontapé inicial muito especial na Copa de 2014.</p>
<p>Já o entrevistei algumas vezes, nos tempos da Globo. Outro dia, ouvia a rádio CBN quando o Nicolelis foi entrevistado. A entrevistadora fez o diabo para ele falar mal das pesquisas científicas no governo Lula e ele… nada.</p>
<p>Mal sabia a entrevistadora que o cientista é fã de Lula e que, talvez por ter morado tantos anos nos Estados Unidos, tem um senso de patriotismo extraordinário. Na entrevista disse, sim, que a Ciência no Brasil ainda não tem a prioridade que merece, mas fez questão de ressaltar a qualidade dos cientistas e pesquisadores brasileiros, que fazem muito com pouco.<span id="more-431"></span></p>
<p>Deu no blog do Planalto:</p>
<p>Terça-feira, 31 de agosto de 2010 às 17:24</p>
<p>Jogo de abertura da Copa 2014 poderá ter pontapé inicial de tetraplégico</p>
<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/OwlMonkeyRobotArm_spot.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/OwlMonkeyRobotArm_spot-218x300.jpg" alt="" title="OwlMonkeyRobotArm_spot" width="218" height="300" class="alignright size-medium wp-image-433" /></a>O pontapé inicial do jogo de abertura da Copa de 2014 poderá ser dado por um cidadão brasileiro tetraplégico. O ‘milagre’, afirma o neurocientista Miguel Nicolelis, diretor do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN) no Rio Grande do Norte, será concretizado com a chegada ao Brasil do supercomputador Blue Gene, doado pelo governo da Suíça, que permitirá o desenvolvimento de uma roupa especial pelo consórcio Andar de Novo, formado por Brasil, Suíça, Estados Unidos e Alemanha. Nicolelis esteve com o presidente Lula nesta terça-feira (31/8) em São Paulo para anunciar a novidade e aproveitou para convidá-lo para ser patrono do projeto. “É um momento histórico para a ciência brasileira”, afirmou o cientista.</p>
<p>Segundo Nicolelis, existem hoje cerca de 200 computadores com a capacidade de cálculo do Blue Gene. O Brasil terá, assim, o computador mais veloz do Hemisfério Sul. O equipamento, adiantou, será utilizado não apenas para pacientes potiguares, mas de todo o País.</p>
<p>O computador pesa duas toneladas e chegará ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, seguindo então para Recife e, depois, Natal.</p>
<p>Publicado Originalmente em <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/nicolelis-e-o-pontape-inicial-da-copa.html">viomundo</a>, de Luiz Carlos Azenha.</p>
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		<title>O ùltimo urro dos conservadores &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:27:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fato é que os índices de violência começam a despencar justamente quando a primeira geração pós-ditadura completa seu primeiro aniversário&#8230;
Para se ter uma idéia, em fevereiro deste ano registrou-se o menor índice de homicídios no Rio de Janeiro nos últimos 30 anos. É isso mesmo pessoal, quando achamos que hoje em dia está pior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/censura-na-ditadura.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/censura-na-ditadura-300x225.jpg" alt="" title="censura-na-ditadura" width="300" height="225" class="alignright size-medium wp-image-426" /></a>O fato é que os índices de violência começam a despencar justamente quando a primeira geração pós-ditadura completa seu primeiro aniversário&#8230;<br />
Para se ter uma idéia, em fevereiro deste ano registrou-se o menor índice de homicídios no Rio de Janeiro nos últimos 30 anos. É isso mesmo pessoal, quando achamos que hoje em dia está pior apenas descubrimos que antes era um horror e não tinhamos tal informação.<br />
Obviamente existem muitas variáveis que podem desaguar no campo da violência. É de se levar em consideração que, além da diminuição do número de homicídios por habitantes outro fato curioso surgiu: Apesar do número de homicídios ter caído, o número de homicídios por armas de fogo aumentou drasticamente, o que redunda em dizer que o acesso à armas de fogo está bem mais fácil nos últimos tempos&#8230; Isto a princípio poderia até parecer ruim, mas na prática é bom. Este dado nos demonstra que mesmo possuindo uma “potencialidade maior para acontecer”  (entende-se que a arma de fogo facilita o homicídio pois trata-se de uma ferramenta muito eficiente, o que não é bem o caso das armas brancas, onde a frieza para se matar alguém, via de regra, tende a ser maior, tanto é que a legislação pune mais severamente crimes realizados com armas brancas, pois julga-se necessária uma frieza maior para cometer o crime), ainda assim a violência não se efetivou como antes, pois se assim o fosse&#8230; somando-se a facilidade de adquirir armas mais uma população violenta, teríamos como resultado um aumento no número de homicídios, fato que não ocorreu. Vocês devem estar pensando: Mas como os homicídios podem ter diminuído se todo ano eu vejo que as taxas só aumentam? Bem, essa é uma questão tipicamente metodológica. Geralmente o que se passa na televisão ou meios de comunicação são os homicídios por ano, o que pode vir a falsear os dados, tendo em vista que, se uma população aumenta é de se esperar que os homicídios também aumentem. Assim sendo, o correto é fazer uma análise comparada como se costuma fazer em muitos casos que é comparar a taxa de homicídio à cada 100mil habitantes. Considerando-se esta relação os homicídios no Brasil passam a despencar em 2003 de uma forma tal que, em 2007 a taxa de homicídios já era inferior à 1997 (25,2 para cada 100mil no primeiro e 25,4 para cada 100mil no segundo).<span id="more-422"></span><br />
Aos &#8220;esquerdo-debilóides&#8221; aviso logo: Não, a violência cresceu não como fruto da política da era FHC (já que os índices diminuem justamente no início do governo Lula), pelo contrário, a geração que prosperou na época FHC foi justamente aquela educada durante a ditadura. Assim como também não se pode afirmar que esta diminuição foi um avanço do governo Lula, pelo contrário, ele foi beneficiado justamente pela juventude criada nos primeiros anos pós-ditadura nos governos Collor/Itamar e FHC.<br />
Os números nos dizem que o valor à vida tem aumentado (está longe de ser o desejado, mas tem aumentado e quebra com a idéia que “antes” era melhor&#8230; era melhor pois não tínhamos meios de comunicação tão livres e com tantas tecnologias para levar a notícia até a casa de cada um de nós). Foi durante a década de 80 que o índice de homicídio saiu de sétimo para segundo lugar como maior causador de mortes violentas. É de se deixar isso bem claro. E qual a geração responsável por isso? Aquela mesma geração que nasceu no início da ditadura. A prática pedagógica do país como um todo estava inclinando as pessoas à violência.<br />
Não apenas isto, no Brasil de hoje praticamente todo mundo que morre se descobre e isso vira número. Na ditadura militar, bem&#8230; O povo simplesmente sumia, ninguém dava conta, a família dizia que a pessoa existia e tinha sumido e a ditadura dizia que não, que não sabem de nada, ou seja&#8230; homicídio que não entra nos números. Obvio que sempre terá um gordinho num programa policial dizendo que não, que hoje em dia as coisas estão muito piores&#8230;.<br />
Agora chama esse gordinho e pede pra ele ler um gráfico, que eu duvido que ele consiga&#8230;<br />
Sem mais&#8230;</p>
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		<title>O último urro dos conservadores – Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora, mais do que nunca, os conservadores estão com a corda no pescoço. Nunca gostei da idéia de que &#8220;nada muda (ou mudou)&#8221; ou de que &#8220;no meu tempo as coisas não eram assim&#8221;. Esses dois argumentos particularmente me irritam. Tratam-se nitidamente de cinismo ou má fé. Em um único caso eu ainda dava o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Liberais-e-Conservadores.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Liberais-e-Conservadores-300x224.jpg" alt="" title="Liberais e Conservadores" width="300" height="224" class="alignright size-medium wp-image-410" /></a>Agora, mais do que nunca, os conservadores estão com a corda no pescoço. Nunca gostei da idéia de que &#8220;nada muda (ou mudou)&#8221; ou de que &#8220;no meu tempo as coisas não eram assim&#8221;. Esses dois argumentos particularmente me irritam. Tratam-se nitidamente de cinismo ou má fé. Em um único caso eu ainda dava o braço à torcer. As questões relacionadas à violência e segurança pública.<br />
Ao que todos falam – logo daí minha suspeita, pois só conheço consenso em 2 locais: igrejas e quartéis e não gosto de ambos – &#8220;antigamente&#8221; (leia-se na época da ditadura) as coisas não eram assim, a violência não era tão grande e blá-blá-blá e essas coisas todas que de tanto nos falarem acabamos acreditando. Mais por repetição do que por convencimento, deixe-se claro. Eis que surge a Ciência para iluminar as lembranças dos homens, estas que são falhas por natureza.<br />
Em estudo publicado recentemente,  dados apontam que existiu de fato uma aceleração da criminalidade no Brasil (a pesquisa aponta dados referentes aos anos de 1997 até o ano de 2007). Os dados apontam um crescimento da criminalidade até o ano de 2003, após isto, observa-se &#8220;uma inédita tendência de declínio&#8221; (são exatamente essas as palavras usadas, para ir ao documento <a href="http://www.institutosangari.org.br/mapadaviolencia/pr_MapaViolencia2010.pdf">clicar aqui</a>).<span id="more-414"></span><br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/ICG_Law_Order.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/09/ICG_Law_Order.jpg" alt="" title="ICG_Law_Order" width="200" height="229" class="alignright size-full wp-image-418" /></a>Oficialmente a ditadura militar acabou em 1985 quando o Colégio Eleitoral escolheu o então deputado Tancredo Neves como novo presidente da República. A princípio isso não nos diz nada&#8230; Mas devemos levar em consideração que 2005 foi o ano de aniversário da &#8220;primeira geração pós ditadura”. A violência passa a diminuir justamente quando &#8220;a primeira nova geração&#8221; (considera-se nova geração cada ciclo de 20 a 25 anos) surge, ou seja, a violência passa a diminuir justamente com os filhos da liberdade.  Aqueles que nasceram fora do regime militar são os responsáveis por esta nova nação.  Ainda apesar dos políticos que ai estão, em sua maioria crias do regime militar (tá duvidando? Pega ai um livro de história e vê o que fazia Agripino e Garibaldi ou mesmo Rosalba 20 ou 25 anos atrás), estamos conseguindo mudar algo (pois se existe mudança mesmo mantendo-se os mesmos políticos, obviamente esta mudança não há de vir deles).<br />
Para entender melhor a questão: Se uma pessoa cometia um homicídio em 1985, isto devia-se a sua formação e esta ter-se-ia dado em meados de 1960 ou início da década de 70. O mesmo ocorre com um homicida que cometeu um crime em 1995. Sua “geração” foi formada entre o início e meados dos anos oitenta, ou seja, ainda durante o regime militar. Assim como a relação inversa também pode ser feita. Os índices de homicídio passaram a aumentar de forma preocupante já em meados dos anos 80. Antes disso a violência não era tão grande&#8230; Observa-se a violência subindo de forma assustadora justamente quando a primeira geração da ditadura faz aniversário . O golpe ocorreu em 64, conta-se 20(25) anos&#8230; temos 84 (89)&#8230; não, não é apenas pura coincidência. Antes da ditadura pouca violência, após a ditadura, a violência começa a diminuir.  O que se observa é o substancial aumento da violência justamente como uma herança da ditadura. Por essas e outras revolto-me ao ver pessoas ainda novas nos dias de hoje pedindo para que a ditadura volte, acreditando-se que os males de nossa nação devem-se à falta do autoritarismo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pedagonia: retrato malfadado da Casa do Estudante</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Vais encontrar o mundo”.  Este é o aviso que o personagem Sérgio recebe do pai e, que dá início à obra prima de Raul Pompéia, O Ateneu. Talvez não seja com a mesma frase que os pais da atualidade se despedem dos filhos que seguem para a  “Casa do Estudante” de Natal, uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/07/universidade.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/07/universidade-300x200.jpg" alt="" title="universidade" width="300" height="200" class="alignright size-medium wp-image-252" /></a>“Vais encontrar o mundo”.  Este é o aviso que o personagem Sérgio recebe do pai e, que dá início à obra prima de Raul Pompéia, O Ateneu. Talvez não seja com a mesma frase que os pais da atualidade se despedem dos filhos que seguem para a  “Casa do Estudante” de Natal, uma espécie de “O Ateneu” mambembe, instituição filantrópica que já passou por inúmeras delendas. Quem visita o local percebe rapidamente o revés “para sempre” do lugar. As falhas estruturais atendem por um nome específico: infiltração.</p>
<p>No prédio tombado como patrimônio histórico em 1993, os vazamentos tomam conta de praticamente tudo. As goteiras estão espalhadas por salas, banheiros e cozinha. No salão de estudos, as goteiras já comprometeram a iluminação do espaço. Metade da sala tem condições de uso. No restante do ambiente, além do mofo já aparente nas paredes, o chão está cheio de água. Lá, os estudantes precisam aproveitar o “banho de sol”. Explico. Pela falta de luz artificial, os estudantes estudam se aproximando ao máximo das janelas. Se “aluno” significa “sem luz” em latim, então nada mais justo.<span id="more-411"></span></p>
<p>“Não temos muita condições de estudar nesse local. Aqui só tem gente de dia quando ainda tem alguma iluminação. Nós mesmos já retiramos a iluminação daqui por que tínhamos o receio de causar algum curto-circuito e comprometer o que ainda funciona”, disse Robevânio Borges, 22, espécie de presidente da Casa. Natural de Riacho da Cruz, ele explica que a sala de estudo é só o início da odisséia que é viver no local. O colega de Robevânio, Onésimo Júnior, aponta ainda outras falhas na estrutura do lugar. As infiltrações também podem ser encontradas nos banheiros do primeiro andar.</p>
<p>No banheiro do térreo, além dos vazamentos, a grande novidade é que o piso está afundando. “Esses banheiros estão interditados. Não é seguro usar nenhum deles”, relata Onésimo. Por causa disso, é comum se deparar com estudantes se encaminhando para a lavanderia. Lá, o banho é de cuia. “A estrutura aqui é precária”, resume o estudante Samuel Medeiros, 21, enquanto toma banho com a ajuda de uma caneca. “E tem um detalhe, só é possível tomar banho na lavanderia durante o dia. A iluminação só chega até a metade do corredor”, complementa.</p>
<p>“O Ateneu era o grande colégio da época. Afamado por um sistema de nutrido reclame, mantido por um diretor que de tempos a tempos reformava o estabelecimento, pintando-o jeitosamente de novidade, como os negociantes que liguidam para recomeçar com os artigos de última remessa”. Na Casa do Estudante, reformas e melhorias são coisas diluídas no tempo. Literalmente. A última benfeitoria, dizem ter sido feita nos já distantes anos oitenta. Enquanto isso, a Casa permanece sendo mais um lugar de “não”.  Não tem isso, nem aquilo e nem aquilo outro…</p>
<p>Para completar, relatos dão conta de que pelo menos vinte pessoas – que não são estudantes de fato – vivem na “Casa do Estudante”. Acuados, os verdadeiros estudantes se recusam a dar maiores detalhes. Alguns afirmam ter medo. Lá, eles estão “destacados do conchego placentário da dieta caseira”. Em outras palavras, estão vivendo da base do cada um por si e Deus contra todos.</p>
<p>Postado originalmente por Felipe Mamede no <a href="http://www.ladoerre.com/">Lado[R]</a></p>
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		<title>Pesquisa revela que 87% da comunidade escolar têm preconceito contra homossexuais</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 03:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[Ocorreu semana passada a devolutiva e resultados da pesquisa &#8220;Escola sem Homofobia&#8221; (desenvolvida pela ONG Pathfinder do Brasil e Reprolatina) que ocorreu em 11 capitais brasileiras, entre elas Natal, durante o ano de 2009. Vale lembrar que todas as autoridades de educação do Estado foram oficialmente convocadas através de ofícios mais de 10 dias antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ocorreu semana passada a devolutiva e resultados da pesquisa &#8220;Escola sem Homofobia&#8221; (desenvolvida pela ONG Pathfinder do Brasil e Reprolatina) que ocorreu em 11 capitais brasileiras, entre elas Natal, durante o ano de 2009. Vale lembrar que todas as autoridades de educação do Estado foram oficialmente convocadas através de ofícios mais de 10 dias antes da devolutiva e mesmo assim todas as autoridades (secretários estaduais, municipais etc) relacionadas a educação tinham algum assunto mais importante para tratar&#8230;<br />
Como o material ainda não está disponível em versões digitais, fica artigo relacionado que chegou às mesmas conclusões&#8230; É isso!</p>
<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/1196628779_f1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-403" title="1196628779_f[1]" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/1196628779_f1-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><strong>Pesquisa revela que 87% da comunidade escolar têm preconceito contra homossexuais</strong><br />
Agência Brasil</p>
<p>Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade -sejam alunos, pais, professores ou servidores –têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia.</p>
<p>O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino de todo o país.</p>
<p>&#8220;A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas, é visível. Já o preconceito a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo. Isso é empurrado para debaixo do tapete, o que impera é a lei é a do silêncio&#8221;, destaca a socióloga e especialista em educação e violência, Miriam Abromovay.<span id="more-402"></span></p>
<p>Um estudo coordenado por ela e divulgado este ano indica que nas escolas públicas do Distrito Federal 44% dos estudantes do sexo masculino afirmaram não gostariam de estudar com homossexuais. Entre as meninas, o índice é de 14%. A socióloga acredita que o problema não ocorre apenas no DF, mas se repete em todo o país.</p>
<p>&#8220;Isso significa que existe uma forma única de se enxergar a sexualidade e ela é heterossexual. Um outro tipo de comportamento não é admitido na sociedade e consequentemente não é aceito no ambiente escolar. Mas a escola deveria ser um lugar de diversidade, ela teria que combater em vez de aceitar e reproduzir&#8221;, defende.</p>
<p>A coordenadora-geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação (MEC), Rosiléa Wille, também avalia que a escola não sabe lidar com as diferenças. &#8220;Você tem que estar dentro de um padrão de normalidade e, quando o aluno foge disso, não é bem-compreendido naquele espaço.&#8221;</p>
<p>Desde 2005 o MEC vem implementando várias ações contra esse tipo de preconceito, dentro do programa Brasil sem Homofobia. As principais estratégias são produzir material didático específico e formar professores para trabalhar com a temática.</p>
<p>&#8220;Muitos profissionais de educação ainda acham que a homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada e encaminham o aluno para um psicólogo. Por isso nós temos pressionado os governos nas esferas federal, estadual e municipal para que criem ações de combate ao preconceito&#8221;, explica o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.</p>
<p>As piadas preconceituosas, os cochichos nos corredores, as exclusões em atividades escolares e até mesmo as agressões físicas contra alunos homossexuais têm impacto direto na autoestima e no rendimento escolar desses jovens. Em casos extremos, os estudantes preferem interromper os estudos.</p>
<p>&#8220;Esse aluno desenvolve um ódio pela escola. Para quem sofre violência, independentemente do tipo, aquele espaço vira um inferno. Imagina ir todo dia a um lugar onde você vai ser violentado, xingado. Quem é violentado não aprende&#8221;, alerta o educador Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA).</p>
<p>Especialistas ouvidos pela Agência Brasil acreditam que, para combater a homofobia, a escola precisa encarar o desafio em parceria com o Poder Público. &#8220;A escola precisa sair da lei do silêncio. Todos os municípios e estados precisam destampar a panela de pressão, fazer um diagnóstico para poder elaborar suas políticas públicas&#8221;, recomenda Miriam Abromovay.</p>
<p>Para Rosiléa Wille, o enfrentamento do preconceito não depende apenas da escola, mas deve ser um esforço de toda a sociedade. &#8220;A gente está tendo a coragem de se olhar e ver onde estão as nossas fragilidades, perceber que a forma como se tem agido na escola reforça a rejeição ao outro. Temos uma responsabilidade e um compromisso porque estamos formando nossas crianças e adolescentes. Mas o Legislativo, o Judiciário, a mídia, todas as instâncias da sociedade deveriam se olhar também.&#8221;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil – http://www.agenciabrasil.gov.br</p>
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		<title>A triste saga de quem faz concurso &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso]]></category>
		<category><![CDATA[Dor de cabeça]]></category>

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		<description><![CDATA[E pra piorar o pior de tudo não é o edital&#8230; ruim mesmo é quando você tem que ir fazer a prova em outra cidade. Época dessas fui fazer concurso pra professor do CEFET da Paraíba, que foi cancelado por sinal.
Pois bem, chega-se na cidade depois de uma ótima viagem, finaliza-se a prova e minutos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Imagem-Site-Concurso.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Imagem-Site-Concurso-300x190.jpg" alt="" title="Imagem Site Concurso" width="300" height="190" class="alignright size-medium wp-image-399" /></a>E pra piorar o pior de tudo não é o edital&#8230; ruim mesmo é quando você tem que ir fazer a prova em outra cidade. Época dessas fui fazer concurso pra professor do CEFET da Paraíba, que foi cancelado por sinal.<br />
Pois bem, chega-se na cidade depois de uma ótima viagem, finaliza-se a prova e minutos depois descobri que só teria ônibus de volta para Natal às 8h da noite (era meio-dia). Bem, fazer o que, esperar né?<br />
Chego no hotel tá lá o atendente já com cara de que não gosta de mim (nem de você) e de que não está minimamente disposto a lhe ajudar (embora tenha uma plaquinha dizendo: conte conosco)<br />
Chego na portaria e explico a situação: Daí querido, seguinte, meu ônibus sai 8:15&#8230; são 13h agora, como nós negociamos ai?<br />
- Uma diária inteira.<br />
- Poxa vida cara, vou ficar aqui menos de 1/4 de dia e você me cobra uma diária inteira?<br />
- É, só trabalhamos assim.<span id="more-398"></span><br />
- E me diz, tá lotado ai o estabelecimento?<br />
- Não, não, tem muitos quartos disponíveis&#8230;<br />
- Rapaz, acredito nisso não, tá cheio de quarto sobrando e você ainda tá botando banca, eu achando que tava tudo lotado&#8230;<br />
- Mas é que só trabalhamos com diárias Senhor&#8230;<br />
- Querido, pense comigo, se tem muitos quartos sobrando por que cargas d&#8217;água você não libera um quarto mais barato já que não vou passar um dia todo? Qual o objetivo do hotel, ganhar dinheiro ou cobrar diária? Por que vocês tão perdendo grana assim meu filho&#8230;<br />
- Mas é por que o dono do estabelecimento&#8230;<br />
- O dono do estabelecimento gosta de dinheiro?<br />
- Gosta, claro&#8230;<br />
- Então desenha pra ele que é melhor um quarto com alguém pagando do que um quarto vazio sem ninguém&#8230; Olhe querido, eu não vou pagar R$ 60,00 pra dormir durante 6 horas, se é pra passar o tempo com R$ 60,00 eu vou é encher a cara e comer até explodir nesse barzinho aqui da frente por que é muito mais jogo&#8230; quer saber duma coisa, ligue ai pro seu chefe&#8230;<br />
- Ah, é que ele tá sem telefone&#8230;<br />
- Então meu filho, me dê logo a chave de um quarto, ta aqui R$ 30,00 conto, você se arrume depois ai com seu chefe&#8230;</p>
<p>Bem, ganhei o apt. 203, o chuveiro mais parecia uma bica, a privada não tinha tampa, o colchão tava todo mofado e o arcondicionado fazia mais barulho que um liquitificador no 3&#8230;<br />
E dizem que aqueles que fazem concurso público buscam estabilidade. Isso tudo me causa é instabilidade.</p>
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		<title>A triste saga de quem faz concurso &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 16:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Certificados]]></category>
		<category><![CDATA[Comprovantes]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso Público]]></category>

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		<description><![CDATA[Rapaz olhe&#8230;. definitivamente eu fico irritado com concurso público. Não por nada, mas simplesmente pelos editais. São sempre completamente insanos. Sempre lhe pedem para comprovar a mesma coisa 10 vezes sem absolutamente nenhuma necessidade. Tudo começa, na realidade, quando você tem que ligar para o local pois o edital (apesar de enorme) não é claro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/10_ConcursoSaude_foto_MauricioAlexandre.jpg"><img src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/10_ConcursoSaude_foto_MauricioAlexandre-300x214.jpg" alt="" title="10_ConcursoSaude_foto_MauricioAlexandre" width="300" height="214" class="alignright size-medium wp-image-387" /></a>Rapaz olhe&#8230;. definitivamente eu fico irritado com concurso público. Não por nada, mas simplesmente pelos editais. São sempre completamente insanos. Sempre lhe pedem para comprovar a mesma coisa 10 vezes sem absolutamente nenhuma necessidade. Tudo começa, na realidade, quando você tem que ligar para o local pois o edital (apesar de enorme) não é claro o suficiente. Ligo para o local, me vem a fulana:<br />
- Bom dia<br />
- Bom dia, a Sra. poderia me tirar uma dúvida?<br />
- Pois não Senhor?<br />
- Eu preciso mesmo enviar comprovante de segundo grau, diploma de graduação e diploma de mestrado? E o currículo modelo CAPES/CNPQ que vocês exigem, eu preciso também enviar os comprovantes em anexo ou basta o currículo?<br />
- Precisa sim senhor.<br />
- Precisa sim o que querida?<span id="more-385"></span><br />
- Os documentos&#8230;<br />
- Hã?<br />
- Os Documentos são todos necessários Senhor&#8230;<br />
- Você sabe me informar a razão?<br />
- Sâo as normas do edital Senhor.<br />
- Certo agora eu já sei que são as normas, você poderia me explicar a razão da norma ser assim?<br />
- Solicitamos pois precisamos dos comprovantes Senhor.<br />
- Comprovantes de que?<br />
- De que o Sr. possui habilitação para fazer o concurso Senhor.<br />
- Certo, mas se eu tenho diploma de graduado, pra que o do segundo grau? Existe algum graduado sem segundo grau ou você quer ver minhas notas?<br />
- Não senhor, não queremos ver suas notas. E não conheço nenhum graduado sem diploma de segundo grau, não que eu saiba senhor, mas são as normas&#8230;<br />
- Ok, bom dia então e brigado viu&#8230;</p>
<p>Isso é como termina geralmente&#8230;<br />
Assim é como eu queria que acabasse:<br />
- Não que eu saiba senhor, mas são as normas&#8230;<br />
- Já que você não sabe, chama ai o chefe, chame ai quem sabe pra me explicar pois estou sem entender&#8230;.<br />
- Vou transferir a ligação Senhor&#8230;<br />
- Brigado.<br />
(Uma voz masculina e rouca atende)<br />
- Bom dia&#8230;<br />
- Bom dia, o Sr. poderia me tirar uma dúvida? Pra que enviar esse monte de papel? Vocês tão querendo ganhar dinheiro vendendo o kilo do papel é isso?<br />
- Como é?<br />
- Isso mesmo! Pra que essa ruma de papel? Você tá doido por acaso? Pra que todo mundo mandar isso se vocês só vão verificar os que passarem? Por que não exige isso só dos que passarem e assim evitam uma série de gastos desnecessários (nessas horas ninguém pensa na natureza, no tanto de papel que se estraga com essas bobagens), pra que servem todos esses termos que temos que assinar, se na prática eles não servem para nada? Se ao imprimir meu currículo eu assino um termo onde sou responsável por todas as informações e que serei processado por crime federal caso minta no currículo, por que ainda assim tenho que enviar a cópia dos certificados?  Se tais termos não servem para nada, pra que isso, pra <strong>dar a impressão que é sério</strong>? Se eu tenho um diploma de mestrado, eu não preciso de diploma de graduado, pois é impossível ser mestre sem ser graduado assim como se eu tenho carteira de habilitação ou identidade eu não preciso de cópia de certidão de nascimento, pra que danado você pede esses documentos repetidos sua anta? Me responda, por favor!<br />
- Olhe rapaz você olhe o respe&#8230;<br />
- Vá se rear! Tu-tu-tu-tu<br />
(Alguém se habilita a passar o trote?)<br />
 <img src='http://www.cartapotiguar.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Enfim, isto é o que se chama de burocracia burra, ou seja, não tem o menor objetivo de facilitar as coisas, mas complicar sem razão para tal (pasmem mas a &#8220;burocracia&#8221; foi criada para isso, para gerar funcionários especializados que fazem um serviço de forma mais eficiente, aliás, não é em todo canto que burocracia tem sentido pejorativo, em muitos locais burocracia tem significado de eficiência).</p>
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		<title>O menosprezo nosso de cada dia com a Educação e com os Professores</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 10:27:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma velha máxima segunda a qual  podemos medir o grau de “civilização” de uma sociedade pelo tratamento  que esta dispensa aos seus encarcerados. Poder-se-ia, acredito, afirmar o  mesmo com relação ao tratamento dado aos professores. Sob esse ponto de  vista, continuamos distante, bem distante, e numa posição  particularmente difícil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/professor.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-381" title="200563448-001" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/professor.jpg" alt="" width="300" height="270" /></a>Há uma velha máxima segunda a qual  podemos medir o grau de “civilização” de uma sociedade pelo tratamento  que esta dispensa aos seus encarcerados. Poder-se-ia, acredito, afirmar o  mesmo com relação ao tratamento dado aos professores. Sob esse ponto de  vista, continuamos distante, bem distante, e numa posição  particularmente difícil de qualquer ideal de civilidade e civilização.</div>
<div>Tal estado não é uma surpresa.  Já há algumas longas décadas que a educação em nosso país não é um valor  em si, nem para o Estado, nem para a sociedade. Ela não é um meio para  algum fim coletivo, um projeto de país, de sociedade democrática,  progressista, cultivada. Para uns, a educação é um meio para fins  privados de status social e profissional; meio para garantir bons  salários e empregos estáveis e estimados. A educação, a escola e a  universidade, é qualquer coisa como que um obstáculo a ser superado para  adquirir algum estilo de vida e emprego cobiçados, socialmente  invejados e valorizados. Para o Estado, a educação é qualquer coisa por  meio da qual se incrementa as estatísticas do país. É, novamente, um  meio para barganhas políticas por meio da divulgação de rankings e  cumprimento de metas. Quando muito, a educação é para alguns setores do  Estado e do empresariado brasileiro algo no qual é preciso intervir,  “modernizar”, para torná-la eficiente para fins que não são os da  educação por si, mas antes, fins ligados à produção, ao lucro e a  formação de obra qualificada<span id="more-380"></span>. Eis aí o quadro cruel de nossos erros e  vícios e o sinal inequívoco do desprezo latente com a educação.</div>
<div>Com respeito ao crédito ou, por  assim dizer, a estima social dos professores, basta pensar que professor  de ensino médio hoje é convidado como tal, por reconhecimento de sua  função e valor, para discorrer sobre algo, para participar de algum  programa, debate cultural, político, para, enfim, ser ouvido? Esses  lugares são ocupados por especialistas e/ou professores universitários  especialistas. O que sobra a para esses miseráveis esquecidos e sem  visibilidade pública? Resta aos professores escolares tentar, ao menos,  um lugar no Big Brother.</div>
<div>Mas há ainda um elemento maior  de crueldade na atual situação dos professores: ao descrédito dos  professores secundaristas, ao seu péssimo salário e condições de  trabalho e ao volume de seu trabalho somem-se, agora, as tarefas  hercúleas de tratar de questões tão delicadas e complexas como  intolerância, xenofobia, racismo, sexismo e direitos humanos que a  sociedade e o estado, muito educadamente, jogaram sobre os seus ombros.  Dessa forma, não surpreende que as aulas acerca desses temas não passem  de uma tautologia organizada, gaguejada, infelizmente, e com ecos da  antiga disciplina de “moral cívica” pela Sociologia.</div>
<div>O curioso é que mesmo com um  contingente maior de professores formados a cada ano, ainda assim, o  número de professores nas escolas é deficitário. Pois, não existe, pelo  salário ridículo – a média da hora-aula gira em torno de oito reais! -,  pelas vexatórias condições de trabalho, pelo parco reconhecimento, pela  carga horária abusiva, qualquer motivação para ingressar na escola.</div>
<div>Nesse ponto, o governo Lula  deixou a desejar. Os investimentos do governo Lula, sob a batuta do  Haddad, no campo da educação foram incrivelmente desconexos,  pulverizados, pouco planejados, e, em quase nada, transformou a situação  dos professores. O máximo que o governo fez pelos professores foi  facilitar a aquisição de diplomas cujo testemunho de competência e  vocação é muito pouco confiável. Uma vez em mãos, os diplomas serão  utilizados por aqueles como um bilhete de ingresso para conseguir um  “bico” temporário dando aulas enquanto esperam aparecer alguma coisa  melhor; num cargo burocrático nas fileiras do Estado, via concurso  público de preferência.</div>
<div>Mas então, quer dizer que tudo  está perdido e aviltado? Não. Na verdade, quer dizer que há muito o que  fazer. Já que as tonalidades e os acordes desse texto podem, com alguma  generosidade do leitor e certa pretensão do autor, lembrar o cinza da  Escola de Frankfurt, lembremos, pois, sua velha fórmula para encerrar:  &#8220;Nosso princípio básico sempre foi: pessimismo teórico e otimismo  prático&#8221; (Horkheimer).</div>
<p>Postado originalmente em Heterotopias: <a href="http://blogheterotopias.blogspot.com/">Teoria, Cultura &#038; Sociedade </a></p>
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		<item>
		<title>Sobre as pesquisas estaduais e nacionais</title>
		<link>http://www.cartapotiguar.com.br/?p=372</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 02:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Menezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa Eleitoral; Eleições 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[O instituto Sensus e o Vox Populi estão batendo um bolão nessas eleições. Enquanto o Montenegro &#8211; presidente do Ibope &#8211; anunciou vitória antecipada do Serra, Sensus e Vox Populi, através de inúmeras simulações, conseguiram antecipar a virada de Dilma. Agora arriscam um palpite ainda mais ousado &#8211; afirmam enfaticamente que Dilma vai levar ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O instituto Sensus e o Vox Populi estão batendo um bolão nessas eleições. Enquanto o Montenegro &#8211; presidente do Ibope &#8211; anunciou vitória antecipada do Serra, Sensus e Vox Populi, através de inúmeras simulações, conseguiram antecipar a virada de Dilma. Agora arriscam um palpite ainda mais ousado &#8211; afirmam enfaticamente que Dilma vai levar ainda no primeiro turno.<br />
Enquanto isso, o datafolha segurou o resultado favorável a Serra até quando foi possível. De uma outra para outra, em apenas uma semana, o datafolha noticiou um aumento de 17%! para Dilma. Algo inimaginável. Parece até que o eleitor brasileiro muda de opinião como troca de roupa. Na verdade o instituto se viu obrigado a repor a verdade.<br />
No RN é que a coisa tá pegando. Os institutos apresentam dados que se diferenciam em mais de 15%! Algo não bate e alguém está enviesando as pesquisas. Essa diferença se torna ainda mais inverídica, na medida em esta diferença tende a ser menor quando as sondagens são continumante refeitas. A possibilidade de cair fora da margem de erro, traindo o intervalo de confiança se torna menos significativa.<br />
O que pode-se perceber é que há instituto enviesando a constituição da amostra para beneficiar o seu contratante. O movimento é simples: a empresa de pesquisa contratada super valoriza a quantidade de questionários aplicados numa região ou numa classe social aonde o seu candidato tem maior densidade eleitoral.<br />
Dizem que se um instituto bastante famoso publicar mais trÊs pesquisas, um determinado candidato ao governo do estado assume a liderança e, se brincar, ainda ganha no primeiro turno. Faz sentido!</p>
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		<title>Lançamento de Livro &#8211; Pesquisa de Opinião e Eleitoral</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 02:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Daniel Gonçalves de Menezes]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Idéia]]></category>
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		<description><![CDATA[Bem pessoal, seguinte&#8230; Os colaboradores do site realmente levam à sério essa questão da informação. Prova disto é que Daniel Gonçalves de Menezes estará lançando na próxima Sexata-feira seu primeiro livro. Segue abaixo resumo e informações como horário e local de lançamento. Se não gostam de tema compareçam pelo menos pra tomar refrigerante e comer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem pessoal, seguinte&#8230; Os colaboradores do site realmente levam à sério essa questão da informação. Prova disto é que Daniel Gonçalves de Menezes estará lançando na próxima Sexata-feira seu primeiro livro. Segue abaixo resumo e informações como horário e local de lançamento. Se não gostam de tema compareçam pelo menos pra tomar refrigerante e comer salgadinho de graça e jogar uma boa conversa fora. É isso&#8230; Compareçam e segue abaixo informaçãoes:</p>
<div>Título: Pesquisa de Opinião e Eleitoral: Teoria e Prática</div>
<div>Autor: Daniel Gonçalves de Menezes / Prefácio: Homero da Costa</div>
<div>Local: Livraria Cooperativa da UFRN &#8211; 27/08 &#8211; Sexta feira &#8211; às 18:30.</div>
<div>RESUMO</div>
<div><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/daniel.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-368" title="daniel" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/daniel-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /></a>Este  estudo é direcionado para aqueles que trabalham, direta ou  indiretamente, com pesquisas de opinião e eleitorais, tais como  pesquisadores, jornalistas, marketeiros, políticos, assessores, membros  do judiciário, estudantes, além de todos aqueles que se interessam em  saber como se processam as pesquisas de opinião. Esta obra não tem a  pretensão de apresentar um manual fechado e acabado sobre como fazer  levantamento de dados. A ideia é oferecer uma análise compacta sobre os  principais pontos de confecção e manuseio estratégico das pesquisas  voltadas para uma abordagem quantitativa.</div>
<div>
<p>A  sondagem de opinião e eleitoral tornou-se uma importante ferramenta  estratégica, utilizada abundantemente pelos mais variados grupos de  pressão e pelos candidatos no processo de disputa política. É impensável  imaginar que um cidadão que pleiteia um cargo público não faça uso das  mais variadas formas de levantamentos para pensar e executar suas  atividades de campanha.</p>
</div>
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		<title>Ah o combustível &#8211; Parte [2]</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 23:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem, no último artigo acabei tendo a indelicadeza de não explicar uma outra coisa muito curiosa no que se diz respeito ao preço dos combustíveis. Na contra-mão em relação às teorias econômicas (que afirmam que quanto maior a produção &#8211; havendo demanda &#8211; o preço tende a zero) os combustíveis apenas aumentam.  Bem, na realidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/preco_da_gasolina_pode_cair_em_2009.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-357" title="preco_da_gasolina_pode_cair_em_2009" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/preco_da_gasolina_pode_cair_em_2009-300x221.jpg" alt="" width="300" height="221" /></a>Bem, no último artigo acabei tendo a indelicadeza de não explicar uma outra coisa muito curiosa no que se diz respeito ao preço dos combustíveis. Na contra-mão em relação às teorias econômicas (que afirmam que quanto maior a produção &#8211; havendo demanda &#8211; o preço tende a zero) os combustíveis apenas aumentam.  Bem, na realidade este post é uma mão cheia para todos aqueles que odeiam (mas odeiam mesmo do fundo do coração &#8211; assim como eu) aqueles carros imensos sendo utilizados no meio das cidades. Meus senhores tenham noção! Não é porque você tem uma renda que lhe permite comprar um carro de R$ 150.000,00  que você tem que piorar o trânsito da cidade e aumentar o preço dos combustíveis. Daí alguém deve tá pensando: Como assim aumentar o preço dos combustíveis? Na realidade muito simples. O diesel no Brasil é subsidiado (não exatamente &#8220;pelo governo&#8221;, mas pela gasolina, o diesel é tão barato justamente pelo fato da gasolina ser tão cara) pois acreditava-se que o seu uso seria restrito à grandes máquinas, que (naturalmente) ocupar-se-iam de questões relacionadas ao abastecimento alimentar, transporte de cargas etc.  e da logística da nação como um todo. Mas não, no Brasil, como todo brasileiro é um bom brasileiro ele tem que dar um jeito de usar um carro que tem o combustível subsidiado (ou seja, fazer uma pexinxa para pagar menos e dar o jeitinho brasileiro) para uso pessoal. Daí, tá ai nas ruas um monte de &#8220;caminhoneta&#8221; à diesel, com uma ruma de playboy com um &#8220;paredão&#8221; no porta-malas que além de poluir acusticamente  a cidade com as músicas horríveis que costumam escutar (alguém já viu um paredão tocando musica de boa qualidade? Ao que me parece existe uma regra geral da física que explica o comportamento destas máquinas&#8230; quanto maior a potência de um paredão, pior será a qualidade da música tocada e vise-versa), ainda encarecem o valor da gasolina com seus carros à diesel. Pois bem, é isso, se alguém queria uma razão a mais para odiar paredão de som, agora tem&#8230;</p>
<p>Ah, só uma curiosidade: Mais uma vez a elite (pois apenas elite pode ter um carro de cento e cinquenta mil reais) fazendo suas farras e a população como um todo tendo que pagar o preço&#8230;</p>
<p>Enfim&#8230;</p>
<p>Vão votar em quem?</p>
<p> <img src='http://www.cartapotiguar.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Futebol Lado [B] &#8211; Parte 2 &#8211; O mundo do Futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 13:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Definitivamente o futebol é um mundo fantástico&#8230;
Pra sair da mesmice&#8230;
FC St. Pauli o time anti-capitalista Alemão que subiu para 1° divisão do campeonato (Texto adaptado).
Roqueiros, rebeldes e politicamente incorretos de todo o mundo, celebrem. O time mais rock n&#8217;roll do planeta estreou com vitória no seu retorno à primeira divisão do Campeonato Alemão. E não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Definitivamente o futebol é um mundo fantástico&#8230;<br />
Pra sair da mesmice&#8230;</p>
<p><strong>FC St. Pauli o time anti-capitalista Alemão que subiu para 1° divisão do campeonato (Texto adaptado).</strong></p>
<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ig666.png"><img class="alignright size-full wp-image-331" title="ig666" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ig666.png" alt="" width="220" height="220" /></a>Roqueiros, rebeldes e politicamente incorretos de todo o mundo, celebrem. O time mais rock n&#8217;roll do planeta estreou com vitória no seu retorno à primeira divisão do Campeonato Alemão. E não foi sem dose de emoção. O St.Pauli perdia por 1 a 0 para o Freiburg até os 38 minutos do segundo tempo. Foi quando Boll, Sukuta-Pasu e Bartels construíram a virada. O St.Pauli tem sua sede na zona do meretrício da cidade, usa como um dos símbolos a bandeira de pirata e entra em campo ao som de canções de rock. Seu presidente é homossexual assumido e sucedeu a um travesti. Está intimamente ligado à cultura punk e suas divisões. Mais alternativo que isso, só se conquistar o título em maio do próximo ano.<br />
Improvável? Talvez, porém, chega à primeira divisão do futebol alemão um time de futebol que é anti-capitalista, anti racista, anti sexista e anti fascista por estatuto. E mais: atualmente, o presidente do time é diretor de teatro e homossexual. Como não poderia deixar de ser, o FC St Pauli se tornou ícone da esquerda alemã e européia. Um clube sem preconceitos, desprovido de descriminação e censuras.<span id="more-328"></span><br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/StPauliGirl.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-343" title="StPauliGirl" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/StPauliGirl-300x247.jpg" alt="" width="300" height="247" /></a>O St Pauli baniu de seu estádio manifestações nacionalistas de direita e sua torcida costuma não ser receptiva aos neo nazistas e hoolingans. A equipe também cancelou a propaganda de uma revista masculina na sua sede por ser considerada machista. Não é à toa que o St Pauli é o time que tem a maior torcida feminina entre os times da Alemanha. E quando estava na segunda divisão, o time tinha um público em seus jogos acima da média para a categoria. A seguir matéria sobre a chegada do time à primeira divisão do campeonato Alemão. O texto é de Pedro Ribeiro Nogueira para o Portal Terra.</p>
<p>Anticapitalista, St. Pauli festeja retorno à &#8220;elite alemã&#8221;</p>
<p>Ano do centenário, o St. Pauli, clube ícone da esquerda alemã, conseguiu no último domingo, dia 8, o acesso para a primeira divisão do Campeonato Alemão, da qual estava fora desde a temporada 2001/2002.<br />
&#8220;Foi fantástico. Depois de quase falir, conseguimos chegar lá. Todo o distrito está em festa. Havia comemorações de mais de 80 mil pessoas&#8221;, disse Maarten Thiele, estudante de Ciências Sociais e torcedor há 9 anos do St. Pauli.<br />
&#8220;A comemoração foi incrível. Conseguimos o acesso fora de casa e eu estava lá, acompanhando o time. Invadimos o campo e celebramos com os jogadores, todos se abraçaram, pularam e cantaram. Eu não conseguia acreditar. Foi um dos dias mais felizes da minha vida&#8221;, disse.<br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/St_-Pauli.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-347" title="St_ Pauli" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/St_-Pauli-300x153.jpg" alt="" width="300" height="153" /></a>Localizado no bairro portuário de Sankt Pauli, ponto tradicionalmente alternativo de Hamburgo, é hoje um dos clubes mais populares e queridos da Alemanha, com 11 milhões de torcedores. A razão de tanto carinho vem do pouco tradicional perfil do clube: é contra o racismo, o fascismo, a homofobia e o machismo por estatuto e é identificado com os movimentos anticapitalistas europeus. Seu presidente não é um bilionário, dono de grandes corporações e de reputação duvidosa, como o italiano Silvio Berlusconi, dono do Milan. Corny Littmann é homossexual e diretor teatral. Patrocionado por uma loja de artigos eróticos, tem na bandeira pirata, com a caveira e os ossos entrelaçados, seu emblema extra-oficial.<br />
O bairro de Sankt Pauli recebeu milhares de imigrantes na década de 60, o que fez com que o tradicional clube que lá existia desde 1910 se identificasse com a emergente luta da classe trabalhadora da periferia de uma das cidades mais ricas da Alemanha. Hoje em dia, o estádio é rodeado por ocupações do movimento anarquista e as ruas do bairro se tornam festas gigantes sempre que tem jogo do time local. Manifestações fascistas, de extrema direita foram banidas dos jogos do time na década de 80, quando o hooliganismo xenófobo crescia assustadoramente na Europa.<br />
Após a conquista do acesso, houve um grande festival de cultura (http://community.fcstpauli100.com/welcome/daskonzert) e um torneio antiracista (http://www.antira-stpauli.org), cuja renda foi revertida para iniciativas sociais do distrito. A iniciativa partiu de uma torcida organizada (ultras) que realiza ações sociais para imigrantes sem moradia.<br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/300px-Logo_FC_St_Pauli_svg.png"><img class="alignright size-full wp-image-348" title="300px-Logo_FC_St_Pauli_svg" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/300px-Logo_FC_St_Pauli_svg.png" alt="" width="300" height="300" /></a>Muitos dos fãs também se organizam em grupos de luta por direitos do torcedores e contra a mercantilização do futebol. Na segunda divisão, aconteceram partidas nas segunda-feiras, o que a torcida considerou injusto, pois muitos trabalhadores não puderam comparecer. Em protesto, a torcida passou os primeiros 20 minutos de uma partida entoando músicas contra as emissoras de televisão. Dentro e fora do estádio, abundam cartazes de conotação política. Se o clube mantém seu caráter independente, sem dúvida essa força vem das arquibancadas. &#8220;É mais do que somente futebol. Há uma identificação com o bairro, com a sua gente. Ser anticapitalista, é um estilo de vida&#8221;, disse Thiele.</p>
<p>Pegando carona no mundo alternativo do futebol, alguém já ouviu falar em &#8220;Dário Dubois&#8221;. Pois é, esse camarada foi um zagueiro argentino que realizou muitas proezas, a mais famosa de todas? Jogar de Corpse Paint. Protagonista de histórias insólitas, como quando não recebeu dinheiro de seu patrocinador esportivo. Sujou a sua camiseta de barro para esconder a marca. Ou os vários jogos em que atuou com Corpse Paint.</p>
<p>Um artigo em espanhol sobre a figura <a href="http://enunabaldosa.com/?p=259">aqui</a>.</p>
<p>Notícias divulgadas orgininalmente no <a href="http://br.esportes.yahoo.com/colunas/hora-do-rock-nroll-nos-campos-da-europa-leia-o-resumo-do-fim-de-semana-europeu-esportes-608.html">yahoo</a>, <a href="http://avilismo.blogspot.com/2010/05/fc-st-pauli-o-time-anti-capitalista.html">autogestão</a></p>
<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/duboisdario1.jpg"><img class="size-full wp-image-337 alignleft" title="duboisdario1" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/duboisdario1.jpg" alt="" width="219" height="277" /></a></p>
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		<title>Futebol Lado [B] &#8211; Parte 1 &#8211; O Periquito que virou Fênix</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 13:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Servulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Alecrim]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Norte]]></category>

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		<description><![CDATA[O Periquito que virou Fênix
Há pouco mais de um ano, os torcedores do futebol norte-rio-grandense presenciaram o ressurgimento e ascensão de um velho conhecido da capital. Estou falando do Alecrim Futebol Clube. O time, que carrega a cor verde e branca em seu uniforme e tem um periquito como mascote, nasceu no dia 15 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Periquito que virou Fênix</strong></p>
<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/topologo.png"><img class="alignright size-full wp-image-323" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/topologo.png" alt="" width="120" height="138" /></a>Há pouco mais de um ano, os torcedores do futebol norte-rio-grandense presenciaram o ressurgimento e ascensão de um velho conhecido da capital. Estou falando do Alecrim Futebol Clube. O time, que carrega a cor verde e branca em seu uniforme e tem um periquito como mascote, nasceu no dia 15 de agosto de 1915, no bairro que hoje carrega o seu nome. Hexa-campeão estadual e marcado pela excentricidade de ter tido um ex-presidente da República (o Presidente Café Filho) defendendo suas redes e o anjo das pernas tortas, Mané Garrincha, vestindo a camisa esmeraldina numa partida comemorativa em 1968. O Alecrim passou uma parte do século XXI no limbo, sendo lembrado apenas por antigos torcedores. Pouquíssimas referências eram feitas ao esmeraldino na mídia local, sendo apenas lembrado em espaços de sociabilidade futebolística. Não é a toa que o clube ainda é conhecido como time de “vovô”.<span id="more-322"></span> Lembro que uma vez fui comprar uma camisa e o vendedor perguntou se era para o meu pai ou meu avô. Disse que não, que era para mim mesmo, mas que eu era alecrinense por causa das histórias que ouvia do meu avô.<br />
Isso ocorreu na época em que o Alecrim tinha ressurgido de verdade. Uma equipe de jovens empresários, velhos e novos torcedores apaixonados pelo clube se reuniram com a proposta de revitalizar um time que trouxe muitas alegrias para o futebol potiguar, marcado por uma história de conquistas e curiosidades. Então, iniciaram-se todo um trabalho de marketing, de procura de patrocínios, essas coisas que um clube hoje precisa para sustentar-se no mercado futebolístico. A primeira meta era colocar o time entre os principais da capital, colocá-lo ali, bem no meio donde o América e o ABC imperam. Com muito esforço e uma campanha publicitária tímida mas consistente, o Alecrim monta o time, se reorganiza, ganha alguns novos torcedores e simpatizantes, para jogar o campeonato estadual. A verdade foi que o esmeraldino não teve um bom desempenho no campeonato, quase caindo para a segunda divisão. Mas, assim como o futebol é uma caixinha de surpresas, o que acontece fora as quatro linhas também.<br />
Com a desistência dos clubes do interior do estado para jogar na série D do campeonato brasileiro, o Alecrim se candidata, aceitando o grande desafio, justamente para não apagar a centelha que acabara de acender e continuar o seu trabalho de revitalização. Discretamente, os jornais e programas esportivos locais anunciavam a volta do Alecrim Futebol Clube, porém, sem muita convicção. Aliás, o futebol do RN é igual as eleições para presidência da república, existem dezenas de candidatos, mas só falam de dois. Nesse caso, é o ABC e América, que representa a oligarquia futebolística do RN. Mesmo assim, isso não impediu o Alecrim de enfrentar os problemas, os desafios  que estavam por vir, questão financeira, centro de treinamento, patrocínio, tudo isso era um problema que o time tinha que enfrentar fora das quatro linhas, para tornar possível sua estadia no futebol. Isso é recorrente no futebol potiguar, a falta de investimento relevante no futebol local. Coisa que não acontece no Ceará, Pernambuco e Paraíba.<br />
Acontece que o clube esmeraldino entrou no campeonato brasileiro série D de “penetra” e saiu como “convidado de honra”. Com uma campanha invejável, que caiu na simpatia dos torcedores e dos apreciadores do futebol, o clube conseguiu ficar entre os quatro melhores do campeonato, o que garantiu o seu acesso à série C do brasileiro de 2010. Não é à toa que o seu ex-técnico Diá, saiu do clube às vésperas de uma semifinal para salvar o time do América do rebaixamento da série B. No mesmo ano, o América escapou nas últimas e o ABC caiu pra série C. O periquito parecia mais uma fênix, ressurgida das cinzas, mostrando sua personalidade às mídias locais (e também nacional, onde em um programa mostraram as condições do atletas e do clube) a, que passaram a tornar visíveis os feitos de um clube que chegou com “a cara e a coragem” e conquistou a simpatia dos amantes do futebol local.<br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/rn_alecrim_fc.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-324" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/rn_alecrim_fc.jpg" alt="" width="134" height="149" /></a>Depois disso, neste ano de 2010, o Alecrim foi só ascensão e novidade. Patrocínios, parcerias (com o Santos-SP, time de Neymar e Paulo Henrique Ganso) e um novo objetivo no planejamento do clube: fazer uma boa campanha no estadual e lutar pelo acesso da série B de 2011, comandado pelo já conhecido técnico Ferdinando Teixeira.  A campanha do estadual não foi a das melhores, porém, no brasileirão da série C, o Alecrim mostra a mesma garra, coragem e bom futebol que regeu o seu desempenho no campeonato passado: invicto no campeonato, onde disputa a briga pela liderança da chave com o ABC-RN, CRB-AL, Campinense-PB e Salgueiro-PE, a fênix verde se empenha para subir mais um degrau no futebol nacional. O bom disso é que pouco a pouco o “verdão maravilha” saiu da rememoração nostálgica do espaço privado para a discussão calorosa e presente no espaço público, “ameaçando” a oligarquia abcdista e americana do futebol natalense</p>
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		<title>Ah o combustível&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 14:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Combustível]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobrás]]></category>
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		<description><![CDATA[Rapaz, definitivamente brasileiro é um bicho muito folgado. Aliás, não só folgado como só busca reproduzir informações que só justificam seu modo de agir. A última que tomei notícias foi o boicote aos postos da Petrobrás que me chegou por uma mensagem de email. Algumas pessoas muito inteligentes resolveram boicotar os postos BR, o objetivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/bomba+de+gasolina1.png"><img class="alignright size-medium wp-image-314" title="bomba+de+gasolina[1]" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/bomba+de+gasolina1-300x281.png" alt="" width="300" height="281" /></a>Rapaz, definitivamente brasileiro é um bicho muito folgado. Aliás, não só folgado como só busca reproduzir informações que só justificam seu modo de agir. A última que tomei notícias foi o boicote aos postos da Petrobrás que me chegou por uma mensagem de email. Algumas pessoas muito inteligentes resolveram boicotar os postos BR, o objetivo disto? Fazer com que diminuam os valores dos combustíveis. Pra falar a verdade eu nunca vi uma corrente de email conversar tanta bobagem. Bem, quem regula os valores do combustíveis praticados no Brasil é a ANP (agência nacional de petróleo, portanto, tirem da cabeça que a Petrobrás é a responsável pelo preço dos combustíveis, é importante que o brasileiro entenda como funciona o próprio país).<span id="more-313"></span><br />
Não apenas isso, eu vejo um monte de louco comparar o combustível do Brasil com o da Venezuela, afirmando-se que neste último país o combustível é muito barato. Bem, precisamos deixar claro de imediato duas coisas: O petróleo do Brasil não é o mesmo da Venezuela. Aqui nós precisamos furar &#8220;no mínimo&#8221; 500 metros no solo para obter algum tipo de óleo de segunda categoria (o Brasil é campeão mundial em perfuração de poços em aguas profundas não à toa, compreendem? O título vem da necessidade), já na Venezuela o petróleo literalmente brota do solo (tal como na Arábia Saudita, para os que não sabem a Venezuela faz parte da OPEP), não é necessária nenhuma tecnologia de última geração para se produzir pretróleo de ótima qualidade, coisa que não ocorre no Brasil por questões tipicamente pela questão da formação geomorfológica de nossa nação. Aqui precisamos de brocas imensas com pontas de diamante para poder furar o solo, centenas de metros, é obvio que algo assim terá um valor mais elevado, os custos de produção são enormes. Assim sendo, é impossível de se pensar no Brasil os valores praticados na Venezuela. Não apenas isto, o email &#8220;antinacionalista&#8221; (pois é isso que ele o é) que nos incentiva à colocar gasolina apenas em postos que não sejam BR é desinformado ao extremo. TODO COMBUSTÍVEL COMERCIALIZADO NO BRASIL É PRODUZIDO PELA PETROBRÁS, o que o Shell, Texaco etc. fazem é adicionar apenas catalizadores químicos que &#8220;melhoram&#8221; o combustível, algo em torno de 1% do peso bruto total do combustível, ou seja, na prática, quando você enche seu tanque em um posto que não é BR, 99% do que você compra vem da petrobrás, as empresas de combustíveis não importam seu próprio petróleo, eles o compram do Brasil e adicionam apenas alguns poucos produtos químicos. E não só isso, A ANP é composta por representantes de várias empresas de pretóleo, e pensam comigo pessoal (vocês mesmos que são inteligentes): Quem tem maior interesse na manutenção dos altos preços de petróleo? Estas empresas internacionais que apeanas adicionam um pequeno aditivo químico ou a Petrobrás?<br />
Um conselho: Parem de ser contra as empresas do nosso país. Isso que me deixa irritado neste país, quando conseguimos criar uma corporação que está entre as maiores e mais competentes do mundo, vem um bando de louco dizer que a empresa não presta e só faz explorar os brasileiros. Ah! tenha santa paciência!<br />
<a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/bomba-de-gasolina.gif"><img class="alignright size-full wp-image-354" title="bomba-de-gasolina" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2010/08/bomba-de-gasolina.gif" alt="" width="298" height="263" /></a>E não só isso, tem mais. A constante reclamação relacionada aos valores dos combustíveis é completamente irracional, isto se levarmos em consideração não a fala, mas a &#8220;prática&#8221; dos brasileiros. Se o combustível realmente fosse caro não existiriam pessoas andando sozinhas em seus carros. Na década de 70 houve uma alta nos combustíveis, ali sim o combustível estava caro, pois NA PRÁTICA naquela época as pessoas passaram organizar estratégias de locomoção diferenciadas (como conhecer o vizinho e ir com ele para a aula, afinal vocês estudam na mesma escola/faculdade ou trabalham próximos etc.). Um grande sociólogo nos ensinou que não devemos acreditar no que as pessoas falam de si mesmas, para compreender a forma como as pessoas pensam devemos nos apegar às suas práticas, nunca aos seus discursos. Na prática o combustível não é caro, é barato, se não o fosse as pessoas não andariam sozinhas nos carros como já afirmei.</p>
<p>Pronto, é isso, fiz meu desabafo&#8230;<br />
Agora tá achando ruim que o combustível tá R$ 2.50?  Então vai reclamar da água, seu anormal, que tá R$ 1,50 500ml e ninguém reclama e água literalmente cai do céu, na sua cabeça e você não tem que furar 5 mil metros para consegui-la. E ainda assim não reclama do seu preço&#8230;<br />
Vai entender brasileiro né&#8230;</p>
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		<title>Errar acontece, admitir é fundamental</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 23:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Menezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[JN]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>A bem da verdade! O Bonner, que eu critiquei em um post anterior, fez perguntas incisivas também para o Serra. O candidato tucano conseguiu enfrentar melhor a entrevista, nitidamente menos nervoso do que Dilma e procurando passar a imagem de bom moço. A unica diferença foi que deram mais tempo para Serra responder as questões. Dilma parece ter tido menos tempo, na mesma medida em que também foi constantemente interrompida.</p>
<p>Agora, é complicado dizer também se foi uma questão jornalística, ou diferença de desempenho dos candidatos. Acho que o Serra, demonstrando maior habilidade no trato com a telinha, fez a entrevista se tornar mais fácil para ele.</p>
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