Jovens Poetas Potiguares
“Nosso Santo Circo”
Se eu nascesse com nariz de palhaço
e falasse com boca de freira
passaria da segunda à sexta-feira
vivendo um extra-exorbitante domingo
Pintaria meu rosto inteiro de sermão
abençoaria diariamente a macacada
inventaria a oração da gargalhada
subiria no alto da mais alta cruz
faria da piada um puro hábito divino
pregaria só com hálito do bom-humor
rezaria pela fé no sorriso do louvor
aleluia ave maria cheíssima de graça
daria susto no senhor Jesus Cristo
zombaria do Deus pai todo poderoso
e deixaria o reino dos céus furioso
ao fazer da igreja nosso santo circo!
Não é fácil pensar fora dos fáceis, mas improdutivos esquemas do senso-comum. Este conhecimento ordinário pode servir para responder as urgências apresentadas pelos mais variados contextos em que nos inserimos. No entanto, não ameaça os preconceitos. Pior! Petrifica os argumentos e impede que nos perguntemos sobre os pressupostos perceptivos que são mobilizados para explicar os pilares constitutivos de uma sociedade. Estas impressões pré-reflexivas não tematizadas embrutecem. Além disso, são um bom combustível para as relações de dominação.



Está previsto para estrear em 2010 o filme Babies (Bebês), um documentário dirigido por Thomas Balmes, não muito conhecido, mas suspeito que esteja prestes a dar uma (no mínimo pequena) guinada em sua carreira cinematográfica com esse que promete ser um belo filme e que já está fazendo algum sucesso na internet.

