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	<title>Carta Potiguar &#187; Petróleo</title>
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	<description>Uma alternativa crítica</description>
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		<title>Mossoró: o apocalipse do petróleo chegou?</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 13:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Menezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Mossoró]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[Do blog Além do Petróleo, por Jean-Paul Prates: Retirado do riograndedonorte.net &#160; A nossa preocupação com a decadência do petróleo em Mossoró vem de longe:/entrevista JPP campos terrestres/. Alerta em 2009, mas preocupação que existe há muito mais tempo. Desde 2000, quando contribuímos para a definição de “campos marginais” no Brasil. Em 2003 e 2004, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="article_content">
<p><em><strong>Do blog Além do Petróleo, por Jean-Paul Prates:</strong></em></p>
<p><em><strong>Retirado do riograndedonorte.net</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A nossa preocupação com a decadência do petróleo em Mossoró vem de longe:<a title="" href="http://jpprates.blogspot.com.br/2009/11/entrevista-com-jean-paul-prates-051109.html" target="_blank">/entrevista JPP campos terrestres/</a>. Alerta em 2009, mas preocupação que existe há muito mais tempo.</p>
<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/oil_rig_at_sunset-1024x672.jpg"><img class="size-full wp-image-15343 alignleft" alt="oil_rig_at_sunset-1024x672" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/oil_rig_at_sunset-1024x672.jpg" width="400" height="262" /></a>Desde 2000, quando contribuímos para a definição de “<strong>campos marginais</strong>” no Brasil. Em 2003 e 2004, publicamos trabalhos técnicos para apoiar regulamentação a respeito.</p>
<p>Mais recentemente, escrevi sobre isso em artigo também no GLOBO em 2010: <a title="" href="http://oglobo.globo.com/blogs/petroleo/posts/2010/06/05/campos-marginais-petrobras-produtores-independentes-convivencia-297434.asp" target="_blank">/artigo OGLOBO JPP campos marginais/</a></p>
<p>Em Mossoró, como prevíamos há anos, campos e investimentos em declínio agora afetam severamente a economia local. Mais de 2000 demissões nos últimos dois meses. É mazela sócio-econômica GRAVE!</p>
<p>Em toda região produtora do mundo, chega uma hora que o petróleo mais fácil acaba. E o maná dos royalties, contratações e empregos também decai. É para isso que servem (serviam) os royalties. E não para superfaturar bandas e festas. Muitos que “se preocupam” hoje, se alimentaram da farra no período dos “poços gordos”.</p>
<p>Na semana que vem, tal qual Sucupira, vai Mossoró inteira à presidente da Petrobras “pressionar” por investimentos. Devem antes saber dela que planos tem a empresa para o RN. Não será a Petrobras sozinha (com o pré-sal e outras incumbências pesadas às costas) que irá “salvar” Mossoró, investindo no que já não lhe dá tanto retorno. Pode parecer cruel, mas essa é a lógica de quem vive de produzir e vender petróleo e derivados.</p>
<p>O problema da desmobilização da indústria do petróleo em Mossoró é muito maior do que se faz ver. E requer ações de TODOS, não só da Petrobras!</p>
<p>Em lugares experientes e bem geridos, quando o ocaso dos maiores campos chega, é hora de a região produtora de preparar: (i) produtores começam a repassar suas operações para produtores de menor porte, com mais foco e menor “overhead”; (ii) fornecedores começam a se diversificar e buscar novos mercados com base nas certificações e habilitações já adquiridas, e (iii) as cidades sacam dos “fundos de geração futura” (alimentados por parte dos royalties dos anos de prosperidade) para requalificar trabalhadores e apoiar novos ciclos econômicos ou mesmo as atividades de revitalização de campos maduros.</p>
<p>De toda forma, a audiência com a Presidente Graça é um começo. Desde q não se perda com argumentos toscos. É necessário saber o que a empresa planeja para o RN, a partir de uma conversa franca, sincera com a sua principal executiva.</p>
<p>Só então será possível atuar também em outras frentes em prol da expansão dos poços no RN. A idéia de empresas locais petrolíferas (produtores independentes) assumirem os campos maduros seria uma forma de prolongar o ciclo produtivo, mas isso requer uma transição gradual, cautelosa, economicamente viável e tecnicamente respaldada, para não ficar dependente apenas de atos heróicos ou de aventureiros inconsequentes.</p>
<p>Como se vê, trata-se de ir muito além da Petrobras, e de esperar que ela faça caridade com Mossoró. Trata-se, sim, de apoiá-la no que ainda restar de interessante investir, e de re-estimular e incentivar uma cadeia produtiva mais variada e múltipla, que substitua a atual rede monopsônica de fornecedores. Isso envolve forças federais, estaduais e locais. E empreendedores e trabalhadores também! Não adianta só chorar, mendigar e espernear.</p>
<p>Mossoró é rica e bem preparada para superar esta crise. Com sabedoria e inteligência, saberemos todos juntos fazê-lo.</p>
<p><a title="" href="http://oglobo.globo.com/blogs/petroleo/posts/2013/04/14/mossoro-apocalipse-do-petroleo-chegou-493373.asp" target="_blank">Clique aqui para ver publicação original</a></p>
</div>
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		<title>Por um plano para os royalties do petróleo no RN</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 13:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Menezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Guamaré]]></category>
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		<description><![CDATA[Os últimos dias foram conturbados pela operação Máscara Negra. O Ministério Público constatou a existência de superfaturamento na contratação de bandas para o carnaval e festas de emancipação, principalmente, nas prefeituas de Macau e Guamaré. As duas cidades se notabilizam &#8211; sobretudo Guamaré &#8211; por receberem uma grande quantidade de recursos advindos da Petrobras, os [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os últimos dias foram conturbados pela operação Máscara Negra. O Ministério Público constatou a existência de superfaturamento na contratação de bandas para o carnaval e festas de emancipação, principalmente, nas prefeituas de Macau e Guamaré. As duas cidades se notabilizam &#8211; sobretudo Guamaré &#8211; por receberem uma grande quantidade de recursos advindos da Petrobras, os chamados royalties do petróleo.</p>
<p>No entanto, o dinheiro, de natureza finita &#8211; vide Mossoró -, não tem contribuído para o crescimento dos municípios. A contrapartida oferecida pela empresa pública em pauta por extrair uma riqueza do solo pertencente a uma população, não vem significando melhoria de vida para o povo. Pelo contrário. A melhor escola municipal de Macau, conforme IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), ocupa a posição  84º no ranking do RN. Cerca de 20% de sua população não é alfabetizada, nada diferente de outras cidades muito mais pobres do que a chamada terra do sal.</p>
<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/images14.jpg"><img class="size-full wp-image-15336 alignleft" alt="images" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2013/04/images14.jpg" width="276" height="183" /></a>Guamaré apresenta situação mais delicada no quesito analfabetismo &#8211; 24% de seus cidadãos não sabem ler e escrever, conforme censo feito pelo IBGE em 2010. Além disso, Guamaré tem o maior PIB per capita e o 5º maior PIB geral do RN. No entanto, fica na 54º posição quando o assunto é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), dado obtido a partir da análise da educação, saúde, etc. O IDH de Macau é um pouco melhor, posição 21º, mas ainda não compatível com os recursos que arrecada. Essas parcas informações demonstram um pouco o contraditório cenário em que o royaltie repassado para o município não implica em melhoria para os seus moradores.</p>
<p>Os royalties do petróleo são uma arrecadação finita. Seu emprego deveria ser bem fiscalizado e ter uma destinação estratégica, ao invés de torrado com amenidades. Depois da crise de Mossoró, com a queda de investimentos da petrobras na região; e a farra das bandas de forró, bem que essas prefeituras poderiam criar planos claros e objetivos para o uso desses recursos. Uma destinação planejada, quem sabe até sendo votada através de orçamento participativo, seria uma boa saída legitimadora do processo e um meio para se recuperar a credibilidade perdida. Seria mais transparente e os cidadãos, de fato, atendidos em suas necessidades. Estratégia, transparência e planejamento, com a criação de índices de acompanhamento que analise a interação entre dinheiro investido, resultado obtido e a aproximação em relação a um determinado plano de metas. Do contrário, o tempo das vacas gordas irá passar e a praga da pobreza permanecer.</p>
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		<title>Kony 2012 e a questão humanitária</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 17:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade e Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Você pode até não ter visto ainda, mas o documentário “Kony 2012” já é o maior viral da história da internet. O vídeo, que tem meia hora de duração (o que contradiz a ‘regra’ de virais), teve mais de 100 milhões de acessos em apenas seis dias. Ultrapassou fenômenos como a apresentação de Susan Boyle no [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2012/03/size_590_kony-2_thumb.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2696" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2012/03/size_590_kony-2_thumb-e1331892726687-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>Você pode até não ter visto ainda, mas o documentário <a href="http://youtu.be/LE_DgntYbpw">“Kony 2012”</a> já é o <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/kony-2012-se-torna-maior-viral-da-historia/">maior viral da história da internet</a>. O vídeo, que tem meia hora de duração (o que contradiz a ‘regra’ de virais), teve mais de 100 milhões de acessos em apenas seis dias. Ultrapassou fenômenos como a apresentação de Susan Boyle no “Britain’s Got Talent” ou o videoclipe “Friday”, da cantora Rebecca Black.</p>
<p>O caráter revolucionário do vídeo – do ponto de vista da comunicação – é que não há nenhuma piada nele, nem nenhum elemento que, por padrão, transforma ações em virais. “Kony” foi um vídeo feito pela ONG “Invisble Children” e denuncia os abusos que o chefe de uma milícia revolucionária de Uganda pratica com crianças no país africano. Ele transforma garotos em guerrilheiros e meninas em escravas sexuais.</p>
<p>Estima-se que mais de 30 mil crianças estejam nessas condições. Ao misturar linguagem publicitária com documentário, Jason Russell – criador da ONG e diretor do vídeo – conseguiu o que queria: publicizar o nome de Kony, considerado um criminoso pelo Tribunal Penal de Haia, para, assim, cobrar ações dos governos para sua captura e para seu eventual julgamento e prisão.</p>
<p>De lá para cá perduraram argumentos e teorias da conspiração que atacam e defendem o vídeo. A crítica mais consistente que li é: do ponto de vista jornalístico, o documentário é fraco, podia ter se aprofundado mais. Críticos do que chamo de “esquerdismo de porta de boteco” especulam o interesse na área como consequência de uma suposta (não comprovada) descoberta de petróleo na região, o que teria despertado interesse bélico dos EUA.</p>
<p>O fato é que a campanha atingiu seu objetivo. Muita gente hoje sabe quem é Kony. O problema, me parece, está na simplificação do debate sobre as dificuldades do país africano. Jornais como o The Guardian, o Al Jazeera e o NY Times entendem isso e uma boa centena de textos pode ser encontrada sobre o tema nestes veículos.  Uma série de questões foi levantada inclusive pelo ponto mais polêmico do vídeo: o de que ele traria, por trás da tese que expõe, um conceito de “White Power”, de que só o homem branco poderia resolver o problema num país negro. Um exagero, eu penso.</p>
<p>Há muita especulação para poucos fatos e ações concretas. Atividades abusivas de grupos guerrilheiros na África que incluem, além de sequestros de crianças, práticas de abuso sexual, estupros e outras calamidades ocorrem há décadas sem que ninguém tenha movido uma palha para resolvê-los. O vídeo tem o mérito de trazer isso de volta à discussão e de questionar essa condição. Por que, com tantos abusos aos direitos humanos, nenhuma ação é tomada para evitá-los?</p>
<p>Um ponto que acho particularmente interessante está logo no início do documentário, quando Russell e seus colegas procuram o Governo americano para saber quais ações eles poderiam tomar para tentar resolver o problema na África. A resposta foi desoladora: sem haver ameaça à integridade territorial ou ao sistema econômico do país, os Estados Unidos não poderiam fazer nada.</p>
<p>Outro ponto que chama a atenção é que o discurso do vídeo casa, exatamente, com o discurso de movimentos como o “Occupy”, ou o “M8M”.  Aquele de que, num mundo globalizado pela internet, as ações sociais podem ser conjuntas e cada pessoa tem o poder de pressionar o “establishment” para, assim, alterar o rumo da política, da economia e também o próprio mundo. Uma retórica que está além do discurso político partidário padrão e de conceitos como a esquerda e a direita e que vem conquistando cérebros e corações mundo afora.</p>
<p>É óbvio que, para a resolução de um conflito local, é preciso tomar cuidados extremos de forma a se respeitar a soberania e a cultura própria da região.  Há complexidades do ponto de vista cultural e político que merecem uma atenção que o vídeo, infelizmente, não deu. Se uma ação da ONU for tomada, por exemplo, ela precisará ser cuidadosa, sem o objetivo de “catequizar” o país ou explorá-lo, mas de uma forma que garanta a integridade física e a dignidade humana das pessoas que vivem ali.</p>
<p>Apesar de tudo, inclusive das críticas, o documentário joga luz para uma região com problemas humanitários devastadores e que mal nos preocupamos. Acima de tudo, ele mostra ainda que, mais importante que petróleo, comunismo, capitalismo, teocracia e democracia, está o respeito aos direitos fundamentais do ser humano e esse respeito é comumente desprezado e esquecido.</p>
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		<title>RN: Em 2011 o Valor das Principais Transferências Constitucionais aos Municípios do RN Cresceu 20%</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 13:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldemir Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2011 as prefeituras municipais do RN receberam de FPM, FUNDEB, ICMS e ROYALTIES DE PETRÓLEO um total de R$ 3,2 bilhões, valor que é 20,47% superior aos R$ 2,60 bilhões recebidos em 2010. Dessas transferências a principal fonte de recursos é o FPM, cujo volume recebido o ano passado foi de R$ 1,34 bilhão, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;" align="center">Em 2011 as prefeituras municipais do RN receberam de FPM, FUNDEB, ICMS e ROYALTIES DE PETRÓLEO um total de R$ 3,2 bilhões, valor que é 20,47% superior aos R$ 2,60 bilhões recebidos em 2010.</div>
<div style="text-align: justify;" align="center"></div>
<div style="text-align: justify;" align="center">Dessas transferências a principal fonte de recursos é o FPM, cujo volume recebido o ano passado foi de R$ 1,34 bilhão, com um crescimento de 23,3% sobre o valor recebido em 2010.</div>
<div style="text-align: justify;" align="center"></div>
<div style="text-align: justify;" align="center">A segunda mais importante transferências é o FUNDEB, com repasses em 2011 de R$ 874 milhões e crescimento sobre 2010 de 21,74%. Depois vem o ICMS, cujas transferências recebidas pelos municípios do estado foram de R$ 771 milhões e aumento de 13,75%. Os royalties de petróleo cresceram 24,45% a atingiram o montante de R$ 185,1 milhões.</div>
<div style="text-align: justify;" align="center"></div>
<div align="center"></div>
<div>                                                                                                 <a href="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2012/01/TRANSFERÊNCIAS-CONSTITUCIONAIS-20111.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-73" src="http://www.cartapotiguar.com.br/wp-content/uploads/2012/01/TRANSFERÊNCIAS-CONSTITUCIONAIS-20111-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: justify;" align="center">Em março de 2011 eu havia feito ulgumas postagens estimando quanto os municípios do RN irriam receber no ano passado em FPM, FUNDEB e ICMS. Meus números apontavam para um valor somado dessas três rubricas de aproximadamente R$ 3,09 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão de FPM, R$ 900 milhões de FUDEB e R$ 790 milhões de ICMS.</div>
<div style="text-align: justify;" align="center"></div>
<div style="text-align: justify;" align="center">O número final ficou muito próximo do que eu estimei. O valor real foi de R$ 2,98 bilhões. Meu erro foi de apenas 3,6%. Todas as minhas estimativas ficaram acima do número real. O FPM registrou um erro de 4,59%, o FUNDEB de 2,97% e o ICMS de 2,45%.</div>
<div style="text-align: justify;" align="center"></div>
<div style="text-align: justify;" align="center">Em todo caso, considerando que essas estimativas foram feitas no mês de março de 2011 e com dados apenas do primeiro bimestre do ano, acredito que minha &#8220;futurologia&#8221; funcionou, pois os erros ficaram abaixo de 5%, uma margem de segurança razoável.</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Em 10 anos Natal perde participação no PIB estadual. Quem ganhou?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 22:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aldemir Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Areia Branca]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento econômico]]></category>
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		<category><![CDATA[São Gonçalo do Amarante]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 10 anos a participação de Natal no PIB estadual recuou de 43,25% em 1999 para 37,16% em 2009, segundo dados do IBGE divulgados ontem. Essa queda apresentou-se como uma tendência continuada para praticamente todos os anos. Somente em 2003 e 2009  tal tendência de queda não foi registrada. Comparando 1999 com 2008 a queda [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div align="center">Em 10 anos a participação de Natal no PIB estadual recuou de 43,25% em 1999 para 37,16% em 2009, segundo dados do IBGE divulgados ontem. Essa queda apresentou-se como uma tendência continuada para praticamente todos os anos. Somente em 2003 e 2009  tal tendência de queda não foi registrada. Comparando 1999 com 2008 a queda foi ainda mais acentuada, pois em 2008 a participação do estado foi de 34,77%.</div>
<div align="center"></div>
<div align="center">Tenho a impressão que a reversão de 2009  da tendência foi apenas passageira e que muito provavelmente tal declínio de participação continuará ao longo dos próximos anos.Talvez, porém, não com o mesmo ritmo da década passada e sim de modo menos acentuado.</div>
<div align="center"></div>
<div align="center">A pergunta que se coloca é: considerando que Natal perdeu importância econômica na economia potiguar na última década, quem ganhou?</div>
<div align="center"></div>
<div align="center">Infelizmente os ganhos de participação não foram disseminados para muitos municípios. Os ganhos ficaram restritos principalmente aos 5 maiores PIBs municipais do estado depois de Natal. Foram os municípios de Mossoró, Parnamirim, Guamaré, São Gonçalo do Amarante e Macaíba que ganharam nesse mesmo intervalo de tempo 8 ponto percentuais de participação, saltando de 18,95% em 1999 para 27% em 2009.</div>
<div align="center"></div>
<div align="center">O conjunto dos demais 161 municípios tem oscilado de participação entre 35% e 39%. Sendo que nos últimos 4 anos da série analisada os mesmo perderam participação.</div>
<div align="center"></div>
<div align="center"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-JAMmAA8y_4I/Tum4f_UqCBI/AAAAAAAAAwg/Ik4-hwuHco8/s1600/PARTICIPA%25C3%2587%25C3%2583O++PIB+DOS+MUNIC%25C3%258DPIOS.png"><img title="PARTICIPAÇÃO  PIB DOS MUNICÍPIOS 01" src="http://2.bp.blogspot.com/-JAMmAA8y_4I/Tum4f_UqCBI/AAAAAAAAAwg/Ik4-hwuHco8/s1600/PARTICIPA%25C3%2587%25C3%2583O++PIB+DOS+MUNIC%25C3%258DPIOS.png" alt="" width="400" height="300" /></a></div>
<div align="center"></div>
<div align="center">Quando abrimos os ganhos daqueles 5 municípios principais depois de Natal, podemos perceber que os maiores avanços de participação se deram em Guamaré, Parnamirim e Mossoró, com maior destaque para os ganhos de Guamaré, impulsionados pela economia do Petróleo.</div>
<div align="center"></div>
<div align="center"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-7_4aZZZagcg/Tum5TSrY19I/AAAAAAAAAwo/Ch84aLAlToc/s1600/PARTICIPA%25C3%2587%25C3%2583O+PIB+OUTROS+MUNIC%25C3%258DPIOS.png"><img title="PARTICIPAÇÃO PIB OUTROS MUNICÍPIOS 02" src="http://3.bp.blogspot.com/-7_4aZZZagcg/Tum5TSrY19I/AAAAAAAAAwo/Ch84aLAlToc/s1600/PARTICIPA%25C3%2587%25C3%2583O+PIB+OUTROS+MUNIC%25C3%258DPIOS.png" alt="" width="400" height="300" /></a></div>
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<div align="center">
<div align="center">Podemos afirmar, portanto, que os ganhos de desconcentração da economia estadual obtidos na última década, com a redução do peso da capital no PIB do estado, foram limitados pelo fato de que poucos municípios ganharam com essa desconcentração.</div>
<div align="center"></div>
<div align="center">Na origem do crescimento da participação das 5 maiores economias estaduais depois de Natal está, de um lado, a economia do petróleo e seus impactos nos municípios de Mossoró e Guamaré. O aumento do preço do petróleo ao longo da década possibilitou esse crescimento mais acentuado desses dois municípios, compensando as quedas de produção ocorridas desde meados da década. Nos próximos anos a aumento do preço do petróleo será menos acentuado e, com isso, o crescimento dos mesmos será menor, conforme já foi percebido em 2009. Mas Guamaré ganhará com a entrada em operação da Refinaria Clara Camarão.</div>
<div align="center"></div>
<div align="center">Para os demais municípios desse grupo (Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba), todos na Região Metropolitana de Natal, os ganhos talvez estejam associados aos seus distritos industriais e suas indústrias voltadas para o consumo (sobretudo bebidas, têxteis e vestuário), bem como à expansão imobiliária em seus espaços. Para os próximos anos identifico que tais municípios continuarão a ganhar participação.</div>
</div>
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		<title>José Agripino dando munição para o governo</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 15:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Menezes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
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		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>
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		<description><![CDATA[O Senador José Agripino só pode estar com o juízo nos pés, o que é bom para a plataforma discursiva do governo. Levantar a discussão sobre as supostas vantagens do modelo de concessão, que regulamenta a relação entre setor público e privado na extração do petróleo brasileiro, significa defender um modelo privatista, que foi massacrado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Senador José Agripino só pode estar com o juízo nos pés, o que é bom para a plataforma discursiva do governo.<br />
Levantar a discussão sobre as supostas vantagens do modelo de concessão, que regulamenta a relação entre setor público e privado na extração do petróleo brasileiro, significa defender um modelo privatista, que foi massacrado nas urnas em 2006.<br />
O modelo de concessão será rapidamente associado as privatizações de FHC e a coisa do tipo – “Ah, José Agripino é contra ao fato de que o ‘Petróleo deve ser nosso’”.<br />
Não é possível afirmar que o modelo de concessão é propriamente um modelo privatista. Porém, se comparado ao mecanismo de partilha, é o que mais se aproxima dele. E como sabemos que publicitários, principalmente os de campanha, não se preocupam muito com questões epistemológicas sobre a validade das afirmações, os marketeiros de Dilma terão um prato cheio.<br />
Não diria que ele está dando munição, mas um exército inteiro para o governo.</p>
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