Rio Grande do Norte, sexta-feira, 28 de abril de 2017

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 6 de julho de 2014

A política sem vergonha do Acordão: Não, nós não esqueceremos!

postado por Dennys Lucas
Henrique

Chapão não quer discutir o passado. Do que tem medo?

Henrique vem repetidamente afirmando que a política do radicalismo no RN acabou. Reiteradamente enfatiza que não devemos olhar pelo retrovisor e ver o passado. Por que será que querem que não olhemos para o passado? Por que não querem que o instituto da história e da verdade se apresente nestas eleições? Será que ao enxergarmos o passado entenderíamos um pouco o motivo do RN se encontrar no estado em que chegou? Alves e Maias estão no poder há muitos anos. Documentos históricos dão conta dessa presença desde o período imperial. Vejam só, e eu achando que se tratava de um problema recente.

Não, não é.

Portanto, o motivo de Henrique Alves, assim como outros políticos tradicionais, apostarem no desconhecimento, scamoteamento e esquecimento de nossa história é fazer a população não saber, ou não lembrar, quantos anos eles já estiveram no poder, e quantas oportunidades tiveram e não fizeram pelo RN.

É muita “sem-vergonhice” querer esconder que Vilma Maia saiu do seu governo com os escândalos  da “Operação Hígia” (desvio de 36 milhões da saúde pública que envolve filho da governadora), “Foliaduto” (pagamentos de bandas e eventos festivos que não aconteciam), “Sinal Fechado” (esquema de corrupção dentro do Detran/RN), “Escândalo do Meios” (filha de Vilma recebia 16 mil sem trabalhar), “Ouro Negro” (máfia dos combustíveis que envolve ex-genro e filho da ex-governadora), “Ponte de Todos” (indícios de superfaturamento da obra em R$ 120 milhões), “Foliatur” (esquema semelhante ao Foliaduto, mas na secretaria estadual de turismo), “Pecado Capital” (esquema de corrupção no Instituto de Pesos e Medidas do RN)… ufa, foram tantos que nem sei se consegui lembrar de todos!

Já Henrique Alves, o que falar dos 11 mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados? São mais de 40 anos em Brasília. O que tem a nos apresentar o boa vida que sempre viveu mais na ponte área Rio de Janeiro – Brasília do que vindo à sua cidade Natal? Tanto que seu sogro, o jornalista Cassiano Arruda Câmara, em um tempo não tão distante, mas lógico, antes de ser seu sogro, o batizou de deputado “Copa do Mundo”, pois só aparecia pelo RN a cada quatro anos para vir buscar ‘seus’ votos.

Henrique não só deve assumir que quer a união de todos em prol do RN. Ele deve assumir que conseguiu reunir todos os responsáveis por colocar o RN na situação que está.

Em tempo de questionamento da política e dos políticos tradicionais, Henrique tenta utilizar do esquecimento, do apagão do passado para que não recordemos onde sempre esteve: nas tetas do poder.

Embora apoie Dilma, utiliza o mesmo método dos tucanos que querem apagar ou enganar a população sobre os anos de trevas do governo tucano de FHC. Ele quer que esqueçamos o que foi os últimos governos do RN e que ele esteve envolvido e presente em todos. Ele e Wilma querem que esqueçamos dos escândalos de corrupção do governo da já chamada de “guerreira”.

Não Henrique, nós não esqueceremos. Não é por consideração ao passado, mas é porque não queremos o mesmo futuro de sempre. Como disse um grande pensador: o problema não é errar, é achar que agindo sempre da mesma forma iremos encontrar solução diferente. Portanto, lembremos, se continuarmos votando sempre em Alves e Maias não poderemos esperar resultado diferente do que temos visto até agora, é continuar errando com o RN.

Não Henrique, nós não esqueceremos!

Dennys Lucas

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