Rio Grande do Norte, quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Carta Potiguar - uma alternativa crítica

publicado em 19 de agosto de 2015

Pelos direitos do Povo das Ruas

postado por Daniel Dantas

Hoje é o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

Leia abaixo a nota do Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRN sobre a data. Depois, assista “Conheço o meu lugar: a trajetória de Beto e outros Franciscos”, documentário sobre populaçã em situação de Rosana Reis, que tive a honra de orientar como trabalho de conclusão do curso de jornalismo da Universidade Federal do Ceará.

“Aos esfarrapados do mundo e aos que neles se descobrem e, assim, descobrindo-se, com eles sofrem, mas, sobretudo, com eles lutam”.
(Paulo Freire)

O Centro de Referência em Direitos Humanos – CRDH/UFRN é uma Instituição vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH. O CRDH/UFRN vem ao longo da sua trajetória acompanhando os contextos de violações de direitos cometidos contra a população em situação de rua. Como principal estratégia de enfrentamento a violência contra esse segmento populacional, o CRDH/UFRN vem contribuindo no processo de organização política das pessoas que vivem em Situação de Rua no RN, através de apoio ao Movimento Nacional da População de Rua e fomento de discussões no Fórum Potiguar da População em Situação de Rua.
Historicamente no Brasil a aproximação do Estado com a população em situação de rua é marcada por meio da repressão e da violência. As iniciativas voltadas para população em situação de rua restringiam-se a ações religiosas, caritativas, que não reconheciam essas pessoas enquanto sujeitos de direitos. Essa relação só passa a se alterar, embora ainda exista até os dias atuais, quando a população em situação de rua se organiza, enquanto sujeito político coletivo reivindicatório.
O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) se expande e se fortalece, emergindo no cenário político do país após o massacre da Praça da Sé, ocorrido em São Paulo, no dia 19 de agosto de 2004, onde foram mortas sete pessoas em situação de rua, e oito ficaram gravemente feridas. O MNPR surge levantando a bandeira contra a violência, preconceito, discriminação, e o reconhecimento dessa população como sujeito de direitos, através da luta por políticas públicas para o segmento. “A luta organizada por políticas públicas, para a população que está em situação de rua, foi o caminho escolhido pelo Movimento Nacional da População de Rua para combater as violações de direitos e buscar condições dignas de vida, direito de todo cidadão” (MNPR, 2010).
No Rio Grande do Norte o MNPR surge em outubro de 2012, a partir da provocação da coordenação nacional do MNPR em parceria com o CRDH/UFRN. Desde então, o MNPR/RN vem ocupando importantes espaços políticos, como audiências públicas, atos públicos, conselhos, conferências, seminários, dentre outros. Neste dia 19 de agosto de 2015 o CRDH/UFRN reafirma seu apoio à luta da população em situação de rua contra toda forma de violência e pela garantia dos seus direitos sociais.

Pelos direitos do povo das ruas nenhum passo atrás!

 

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