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ATEÍSMO

Postado por Daniel Menezes On 1 - 08 - 2010

O físico americano Carl Sagan é quem estava certo: a religião é um tapa buraco. É preciso apenas completar o raciocínio dizendo apenas que são pelas próprias (sub)condições de vida das pessoas que a religião adquire validade.

Se pensarmos bem, veremos que a pergunta “deus existe?!” já se encontra completamente viciada, pois tem a intenção em lançar dúvida sobre algo que a gente não tem, retirando os delírios individuais e coletivos, parâmetro para questionar. Ninguém chega no quarto de casa e fica se perguntando se ali há um elefante porque simplesmente não há evidências da existência de um animal tão grande dentro do cômodo.

Os religiosos, já dominados por este ethos, sabem muito bem se impor. Há todo um processo coercitivo – e ninguém consegue atingir um nível elevado de reflexividade sendo coagido – que é mobilizado para que a dúvida apareça. A gente só faz tal tipo de pergunta porque nós fomos condicionados, desde a mais tenra idade, a aceitar sem contestação a existência de deus, santos, duendes, etc.

Da mesma forma como acontece com uma adolescente que chorar ao conseguir um autografo do seu ídolo, Não deixar de ser cômico ver as pessoas se emocionando porque tocaram numa santa feita de madeira.

Porém, pior do que isso é ter de ouvir todo tipo de asneira das pessoas, querendo justificar a necessidade de religião – “religião é necessária!” “Se não crer em Deus vou acreditar em que?” “Sem religião as pessoas perderiam o respeito!” São afirmações tão desprovidas de lógica que não merecem nem discussão, já que apresenta o nível de abertura que o indivíduo demonstra para pensar o contraditório. Elas só ganham razão de ser quando entendemos que a religião tem a função de suprir o sentimento de falta do indivíduo, apaziguar as revoltas contra as mais variadas formas de dominação e impedir que a gente enfrente os nossos medos.

Talvez, ao passar por um longo processo civilizatório de aprendizado, o ser humano poderá, como um cego que recebe um transplante de córnea e passa a enxergar, se acostume com a luz e com as possibilidades que dela podem advir.

“Não jogue seu filho no lixo”

Postado por Lorena On 23 - 07 - 2010

Essa é a nova campanha do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em parceria com a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA). A justificativa da campanha se dá devido aos recorrentes fatos de abandono de recém-nascidos em vias públicas ou lugares de risco como lixeira, calçadas, dentre outros. Dessa forma, o Tribunal de Justiça e a CEJA elaboraram um folder explicativo, com uma imagem no mínimo chocante e informações de como proceder ao encaminhamento da criança indesejada para adoção. Logo, me veio a pergunta: o que é mais viável e eficaz, uma campanha desse tipo com material visual espalhado em vários pontos de grande movimento na cidade do Rio de Janeiro (ex. metrô) ou uma campanha preventiva, programas sociais, políticas públicas, meios de disseminar a informação de forma realmente eficaz para que atinja as mulheres sobre como prevenir uma gravidez indesejada? Leia mais »

O MUNDO OBSCURO DE BRUNO

Postado por Daniel Menezes On 17 - 07 - 2010

Do site www.luisnassif.com.br,

Por Daniel Menezes

No caso Bruno está claro que a polícia elencou uma linha de investigação e deixou de lado as outras possibilidades. Há indícios de envolvimento do macarrão com Tráfico de Drogas. Testemunhas já disseram que presenciaram brigas da vítima com o Macarrão, ameaçando-o de contar sobre o “comércio” dele, caso ele não a ajudasse a fazer o goleiro assumir a paternidade do filho.

Longe de mim querer defender o goleiro. Porém, da forma como a imprensa noticia, fica a impressão de que o goleiro é culpado e tu já se encontra esclarecido. Pelo pouco que sei, as coisas não são bem assim.

Para mim é muito estranho que uma pessoa simplesmente assassine outra porque está sendo pressionada para assumir uma criança. Há mais coisa envolvida. O Bruno mesmo conheceu a garota em festas de jogadores. Foi o Adriano quem a apresentou. Não seria interessante tentar compreender como esse mundo se processava? É preciso investigar mais…

Além disso a condenação não é tão certa assim como a imprensa, usando os seus “especialistas”, vem afirmando. Escutei de um advogado que o próprio fato da principal testemunha alterar seu relato praticamente todo dia só atrapalha a possibilidade de incriminar o goleiro. Acho que a fala do meu amigo faz sentido.

Parece que antes de chegar a uma conclusão fundamentada a polícia cria uma história e vai empreender a investigação apenas para confirmar o que ela já sabe.

Eles devem aprender algum tipo de futurologia na academia. Acho que vou fazer concurso de policial para descobrir os próximos números da megasena.

Desabafo: UERN e o concurso de 2010

Postado por Daniel Menezes On 30 - 06 - 2010

Pessoal,

reproduzo o texto retirado do blog do Thadeu (http://blogdothadeu.blogspot.com/). Ele reclama de uma situação que sofreu no último concurso para professor de sociologia da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

PS.1. É preciso ressaltar antes que também participei desse concurso. A seleção se estruturou, basicamente, da seguinte maneira – passamos por uma prova escrita, por uma didática, aonde ministramos uma aula sobre um tema sorteado; e participamos da prova de títulos. A prova escrita e a didática são eliminatórias (quem tira abaixo de 7 é eliminado) e de título é classificatória, ou seja, ela pode piorar ou melhorar a posição do candidato, de acordo com sua trajetória acadêmica, quantidade de publicações, etc. Porém, não há como mais ser eliminado. A prova escrita tem peso 4, a didática e a de títulos têm peso 3.
Ao participar desse concurso, tive a sorte de pegar o mesmo tema da prova escrita, em que fiquei em primeiro lugar, para ministrar na prova didática. Estranhamente, mesmo dissertando sobre tema idêntico em que fiquei mais de meio ponto a frente do segundo colocado, não consegui tirar nem um 7, sendo, desta forma, eliminado na segunda fase. Leia mais »

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