Neste domingo (05/08/20100) às 16h, no Estádio Rei Pelé (Maceió-AL), o Alecrim Futebol Clube jogará mais uma partida decisiva pela Série C do Campeonato Brasileiro, contra o CRB-AL. Com o retrospecto ao seu favor e a boa atuação nessa primeira fase do campeonato, o clube esmeraldino segue em rumo da classificação. Ocupando a 2ª colocação da chave B com 9 pontos, o Alecrim está apenas a dois do líder ABC (com 11 pontos), que também jogará neste domingo. Essa rodada pode definir a classificação dos dois clubes da esquina do Brasil.

O Verdão Maravilha contará com o apoio de sua Fiel torcida, que nesta madrugada segue rumo a Maceió, para ver o esmeraldino jogar. Abaixo, segue uma crônica apaixonada (originalmente publicada no site oficial do clube) de Rodolfo Torres sobre a viagem para Maceió. Segue abaixo:

“Madrugada de domingo. Parte para Maceió o ônibus esmeraldino, levando o nosso amor. Levando nossos amigos. Levando o que há de bom. Pra nosso time querido ganhar os três pontos no Rei Pelé. O maestro Villa-Lobos há de me perdoar pela tentativa de colocar letra na primeira parte de seu Trenzinho Caipira. Até porque já o fez Ferreira Gullar. Mas é que essa obra, que integra a peça Bachianas Brasileiras nº 2, faz qualquer um viajar pelas paisagens do Brasil. Leia mais »

A teoria das janelas quebradas

Postado por David Em 4 - 09 - 2010Comentar

Tava lendo por ai e dei de cara com esse artigo muito bacana que trata justamente do tema da violência. Assim sendo, segue para divulgação. Tudo bem, saiu na Folha de São Paulo (jornal tido como conservador), mas vá lá, eles acertam as vezes. Realmente vale a pena dar uma lida, e não confundam o grafite ao qual refere-se com aquele que entendemos (o termo grafite é utilizado no sentido de pichação e vandalismo, o tipico “Torcida Fovem Fla” ou “Gang Alvinegra” ou “Máfia” e semelhantes) como manifestação artística.

JANELAS QUEBRADAS
Desordem e sujeira mais do que duplicam o número dos que jogam lixo na sarjeta e roubam
DRAUZIO VARELLA

A deterioração da paisagem urbana é lida como ausência dos poderes públicos, portanto enfraquece os controles impostos pela comunidade, aumenta a insegurança coletiva e convida à prática de crimes.
Essa tese, defendida pela primeira vez em 1982 pelos americanos James Wilson e George Kelling, recebeu o nome de “teoria das janelas quebradas”.
Segundo ela, a presença de lixo nas ruas e de grafite sujo nas paredes provoca mais desordem, induz ao vandalismo e aos pequenos crimes. Com base nesses ideias, a cidade de Nova York iniciou, nos anos 1990, uma campanha para remover os grafites do metrô, que resultou numa diminuição dos crimes realizados em suas dependências.
O sucesso da iniciativa serviu de base para a política de “tolerância zero” posta em prática a seguir
Medidas semelhantes foram adotadas em diversas cidades dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Holanda, da Indonésia e da África do Sul. Mas, apesar da popularidade, a teoria das janelas quebradas gerou controvérsias nos meios acadêmicos, por falta de dados empíricos capazes de comprová-la. Leia mais »

É, eu quase sempre vou ao chorinho. Não gosto da musica pra falar a verdade (é, dizem que é boa, mas não sou do tipo de fingido pra dizer que gosto do que não gosto pra me passar por cult, não gosto nem de chorinho nem de Chico Buarque etc.), freqüento mais para ver bons amigos, é incrível a quantidade de pessoas incríveis por metro quadrado que reúnem-se habitualmente no local. Bem, mas não é disto que ia falar.
Ocorre que, como muitos devem ter tomado conhecimento, o pacífico ambiente do Buraco da Catita foi assolado pelo mal da violência urbana. Duas pessoas foram assassinadas e uma outra saiu ferida. Assim que vi a notícia também fiquei chocado, estou ali quase toda Sexta-Feira, poderia ter sido comigo ou com algum ente querido. Não o foi. Passado o lado emotivo, voltamos a raciocinar com clareza.
Estava lendo as notícias e os comentários (obviamente a parte mais interessante) e o que mais aparecia era a idéia de que nós estaríamos “voltando à barbárie”. A primeira pergunta que se me veio à cabeça foi: Nós quem? Quem está voltando à barbárie? Perguntam-se: O que estaria acontecendo?
Voltei a relembrar de textos que li a respeito da barbárie e dos casos que tomei conhecimento como, por exemplo, um rapaz ter os olhos perfurados, após isto ser colocado em cima de um cavalo para que seus carrascos brincassem de tiro ao alvo. Parece coisa do Oriente – médio né? Aquelas coisas que a gente vê na televisão etc.
Mas é não, é Guarapes, Natal-Rn. E não é de hoje que acontecem coisas do tipo (ou piores). Com isto não quero dizer que é normal e comum que as pessoas saiam matando umas às outras e que temos mais que nos acostumar. Não se trata disto. Leia mais »

Não basta ser playboy. Tem que ser DJ

Postado por David Em 3 - 09 - 2010Comentar

Estava por aqui vendo matérias antigas e lembrei deste texto do Carlos Fialho. Escritor polêmico (ainda bem, já que toda unânimidade é burra, se existem aqueles que o criticam é sinal que pode ser algo bom) da cidade de Natal, por vezes sai com ótimos textos. Segue abaixo na íntegra esse fantático estereótipo do playboy Natalense.

Não basta ser playboy. Tem que ser DJ
Major, a vida anda cada vez mais difícil. Se esse hômi soubesse… Tá foda, bicho. Difícil mesmo. E o que é difícil, como esse hômi deve saber, não é fácil. É nada, hômi. Nem a pau. Ser um jovem de classe média alta em Natal está ficando cada vez mais trabalhoso. Pra mim, tem sido uma tarefa bastante árdua atender todas as exigências impostas pela sociedade e manter a pose de nababesca futilidade que se espera de um bom playboy natalense. Antigamente, bastava ter um carrão, com um som potente no porta-malas, um guarda-roupa cheio de grifes da moda, frequentar uns poucos lugares e exibir-se com a urgência de um pavão no ritual da corte. Valia falar alto, brigar em shows de axé, ser fotografado pelos colunistas sociais e ficar vergonhosamente bêbado em lugares públicos. O importante era ser notado pelos seus pares.

Mas essa moleza acabou. Leia mais »

Edgar Morin: um filósofo ou um missionário em Natal?

Postado por Daniel Menezes Em 2 - 09 - 20102 comentários

Acabo de receber o release da vinda do Filósofo (afirmam alguns) e sociólogo (dizem uma grande minoria) Edgar Morin a Natal.
Ele virá a nossa terrinha proferir a messiânica palestra, no dia 17 de setembro, intitulada “O destino da humanidade”. O título, pouco comum a filosofia e a ciência, já mostra o tom do encontro. Alguma coisa poderia ser mais profética?
Alias, este caráter religioso não está presente apenas na sua nomeação central, atravessa todo o folder de apresentação.
Um desavisado, ao ter acesso ao (des)informativo, pode imaginar que se trata da seção do descarrego ou da fogueira santa de Israel.

Nicolelis e o pontapé inicial da Copa

Postado por David Em 2 - 09 - 2010Comentar


Para aqueles que não o conhecem, Miguel Nicolelis é um dos maiores neuro-cientistas do mundo e trabalha em um centro de tecnologia em Macaíba (com recursos trazidos por ele mesmo, claro), onde desenvolve projetos pioneiros na área de interação homem-máquina.

Nicolelis e o pontapé inicial da Copa
por Luiz Carlos Azenha

Além de ser um cientista brilhante, o paulista Miguel Nicolelis é uma figura rara. Palmeirense doente, aparentemente ele vai trabalhar para um pontapé inicial muito especial na Copa de 2014.

Já o entrevistei algumas vezes, nos tempos da Globo. Outro dia, ouvia a rádio CBN quando o Nicolelis foi entrevistado. A entrevistadora fez o diabo para ele falar mal das pesquisas científicas no governo Lula e ele… nada.

Mal sabia a entrevistadora que o cientista é fã de Lula e que, talvez por ter morado tantos anos nos Estados Unidos, tem um senso de patriotismo extraordinário. Na entrevista disse, sim, que a Ciência no Brasil ainda não tem a prioridade que merece, mas fez questão de ressaltar a qualidade dos cientistas e pesquisadores brasileiros, que fazem muito com pouco. Leia mais »

O ùltimo urro dos conservadores – Parte 2

Postado por David Em 1 - 09 - 2010Comentar

O fato é que os índices de violência começam a despencar justamente quando a primeira geração pós-ditadura completa seu primeiro aniversário…
Para se ter uma idéia, em fevereiro deste ano registrou-se o menor índice de homicídios no Rio de Janeiro nos últimos 30 anos. É isso mesmo pessoal, quando achamos que hoje em dia está pior apenas descubrimos que antes era um horror e não tinhamos tal informação.
Obviamente existem muitas variáveis que podem desaguar no campo da violência. É de se levar em consideração que, além da diminuição do número de homicídios por habitantes outro fato curioso surgiu: Apesar do número de homicídios ter caído, o número de homicídios por armas de fogo aumentou drasticamente, o que redunda em dizer que o acesso à armas de fogo está bem mais fácil nos últimos tempos… Isto a princípio poderia até parecer ruim, mas na prática é bom. Este dado nos demonstra que mesmo possuindo uma “potencialidade maior para acontecer” (entende-se que a arma de fogo facilita o homicídio pois trata-se de uma ferramenta muito eficiente, o que não é bem o caso das armas brancas, onde a frieza para se matar alguém, via de regra, tende a ser maior, tanto é que a legislação pune mais severamente crimes realizados com armas brancas, pois julga-se necessária uma frieza maior para cometer o crime), ainda assim a violência não se efetivou como antes, pois se assim o fosse… somando-se a facilidade de adquirir armas mais uma população violenta, teríamos como resultado um aumento no número de homicídios, fato que não ocorreu. Vocês devem estar pensando: Mas como os homicídios podem ter diminuído se todo ano eu vejo que as taxas só aumentam? Bem, essa é uma questão tipicamente metodológica. Geralmente o que se passa na televisão ou meios de comunicação são os homicídios por ano, o que pode vir a falsear os dados, tendo em vista que, se uma população aumenta é de se esperar que os homicídios também aumentem. Assim sendo, o correto é fazer uma análise comparada como se costuma fazer em muitos casos que é comparar a taxa de homicídio à cada 100mil habitantes. Considerando-se esta relação os homicídios no Brasil passam a despencar em 2003 de uma forma tal que, em 2007 a taxa de homicídios já era inferior à 1997 (25,2 para cada 100mil no primeiro e 25,4 para cada 100mil no segundo). Leia mais »

O último urro dos conservadores – Parte 1

Postado por David Em 1 - 09 - 2010Comentar

Agora, mais do que nunca, os conservadores estão com a corda no pescoço. Nunca gostei da idéia de que “nada muda (ou mudou)” ou de que “no meu tempo as coisas não eram assim”. Esses dois argumentos particularmente me irritam. Tratam-se nitidamente de cinismo ou má fé. Em um único caso eu ainda dava o braço à torcer. As questões relacionadas à violência e segurança pública.
Ao que todos falam – logo daí minha suspeita, pois só conheço consenso em 2 locais: igrejas e quartéis e não gosto de ambos – “antigamente” (leia-se na época da ditadura) as coisas não eram assim, a violência não era tão grande e blá-blá-blá e essas coisas todas que de tanto nos falarem acabamos acreditando. Mais por repetição do que por convencimento, deixe-se claro. Eis que surge a Ciência para iluminar as lembranças dos homens, estas que são falhas por natureza.
Em estudo publicado recentemente, dados apontam que existiu de fato uma aceleração da criminalidade no Brasil (a pesquisa aponta dados referentes aos anos de 1997 até o ano de 2007). Os dados apontam um crescimento da criminalidade até o ano de 2003, após isto, observa-se “uma inédita tendência de declínio” (são exatamente essas as palavras usadas, para ir ao documento clicar aqui). Leia mais »

“Vais encontrar o mundo”. Este é o aviso que o personagem Sérgio recebe do pai e, que dá início à obra prima de Raul Pompéia, O Ateneu. Talvez não seja com a mesma frase que os pais da atualidade se despedem dos filhos que seguem para a “Casa do Estudante” de Natal, uma espécie de “O Ateneu” mambembe, instituição filantrópica que já passou por inúmeras delendas. Quem visita o local percebe rapidamente o revés “para sempre” do lugar. As falhas estruturais atendem por um nome específico: infiltração.

No prédio tombado como patrimônio histórico em 1993, os vazamentos tomam conta de praticamente tudo. As goteiras estão espalhadas por salas, banheiros e cozinha. No salão de estudos, as goteiras já comprometeram a iluminação do espaço. Metade da sala tem condições de uso. No restante do ambiente, além do mofo já aparente nas paredes, o chão está cheio de água. Lá, os estudantes precisam aproveitar o “banho de sol”. Explico. Pela falta de luz artificial, os estudantes estudam se aproximando ao máximo das janelas. Se “aluno” significa “sem luz” em latim, então nada mais justo. Leia mais »

Ocorreu semana passada a devolutiva e resultados da pesquisa “Escola sem Homofobia” (desenvolvida pela ONG Pathfinder do Brasil e Reprolatina) que ocorreu em 11 capitais brasileiras, entre elas Natal, durante o ano de 2009. Vale lembrar que todas as autoridades de educação do Estado foram oficialmente convocadas através de ofícios mais de 10 dias antes da devolutiva e mesmo assim todas as autoridades (secretários estaduais, municipais etc) relacionadas a educação tinham algum assunto mais importante para tratar…
Como o material ainda não está disponível em versões digitais, fica artigo relacionado que chegou às mesmas conclusões… É isso!

Pesquisa revela que 87% da comunidade escolar têm preconceito contra homossexuais
Agência Brasil

Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade -sejam alunos, pais, professores ou servidores –têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia.

O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino de todo o país.

“A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas, é visível. Já o preconceito a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo. Isso é empurrado para debaixo do tapete, o que impera é a lei é a do silêncio”, destaca a socióloga e especialista em educação e violência, Miriam Abromovay. Leia mais »

A triste saga de quem faz concurso – Parte 2

Postado por David Em 30 - 08 - 2010Comentar

E pra piorar o pior de tudo não é o edital… ruim mesmo é quando você tem que ir fazer a prova em outra cidade. Época dessas fui fazer concurso pra professor do CEFET da Paraíba, que foi cancelado por sinal.
Pois bem, chega-se na cidade depois de uma ótima viagem, finaliza-se a prova e minutos depois descobri que só teria ônibus de volta para Natal às 8h da noite (era meio-dia). Bem, fazer o que, esperar né?
Chego no hotel tá lá o atendente já com cara de que não gosta de mim (nem de você) e de que não está minimamente disposto a lhe ajudar (embora tenha uma plaquinha dizendo: conte conosco)
Chego na portaria e explico a situação: Daí querido, seguinte, meu ônibus sai 8:15… são 13h agora, como nós negociamos ai?
- Uma diária inteira.
- Poxa vida cara, vou ficar aqui menos de 1/4 de dia e você me cobra uma diária inteira?
- É, só trabalhamos assim. Leia mais »

Rapaz olhe…. definitivamente eu fico irritado com concurso público. Não por nada, mas simplesmente pelos editais. São sempre completamente insanos. Sempre lhe pedem para comprovar a mesma coisa 10 vezes sem absolutamente nenhuma necessidade. Tudo começa, na realidade, quando você tem que ligar para o local pois o edital (apesar de enorme) não é claro o suficiente. Ligo para o local, me vem a fulana:
- Bom dia
- Bom dia, a Sra. poderia me tirar uma dúvida?
- Pois não Senhor?
- Eu preciso mesmo enviar comprovante de segundo grau, diploma de graduação e diploma de mestrado? E o currículo modelo CAPES/CNPQ que vocês exigem, eu preciso também enviar os comprovantes em anexo ou basta o currículo?
- Precisa sim senhor.
- Precisa sim o que querida? Leia mais »

Há uma velha máxima segunda a qual podemos medir o grau de “civilização” de uma sociedade pelo tratamento que esta dispensa aos seus encarcerados. Poder-se-ia, acredito, afirmar o mesmo com relação ao tratamento dado aos professores. Sob esse ponto de vista, continuamos distante, bem distante, e numa posição particularmente difícil de qualquer ideal de civilidade e civilização.
Tal estado não é uma surpresa. Já há algumas longas décadas que a educação em nosso país não é um valor em si, nem para o Estado, nem para a sociedade. Ela não é um meio para algum fim coletivo, um projeto de país, de sociedade democrática, progressista, cultivada. Para uns, a educação é um meio para fins privados de status social e profissional; meio para garantir bons salários e empregos estáveis e estimados. A educação, a escola e a universidade, é qualquer coisa como que um obstáculo a ser superado para adquirir algum estilo de vida e emprego cobiçados, socialmente invejados e valorizados. Para o Estado, a educação é qualquer coisa por meio da qual se incrementa as estatísticas do país. É, novamente, um meio para barganhas políticas por meio da divulgação de rankings e cumprimento de metas. Quando muito, a educação é para alguns setores do Estado e do empresariado brasileiro algo no qual é preciso intervir, “modernizar”, para torná-la eficiente para fins que não são os da educação por si, mas antes, fins ligados à produção, ao lucro e a formação de obra qualificada Leia mais »

Sobre as pesquisas estaduais e nacionais

Postado por Daniel Menezes Em 26 - 08 - 2010Comentar

O instituto Sensus e o Vox Populi estão batendo um bolão nessas eleições. Enquanto o Montenegro – presidente do Ibope – anunciou vitória antecipada do Serra, Sensus e Vox Populi, através de inúmeras simulações, conseguiram antecipar a virada de Dilma. Agora arriscam um palpite ainda mais ousado – afirmam enfaticamente que Dilma vai levar ainda no primeiro turno.
Enquanto isso, o datafolha segurou o resultado favorável a Serra até quando foi possível. De uma outra para outra, em apenas uma semana, o datafolha noticiou um aumento de 17%! para Dilma. Algo inimaginável. Parece até que o eleitor brasileiro muda de opinião como troca de roupa. Na verdade o instituto se viu obrigado a repor a verdade.
No RN é que a coisa tá pegando. Os institutos apresentam dados que se diferenciam em mais de 15%! Algo não bate e alguém está enviesando as pesquisas. Essa diferença se torna ainda mais inverídica, na medida em esta diferença tende a ser menor quando as sondagens são continumante refeitas. A possibilidade de cair fora da margem de erro, traindo o intervalo de confiança se torna menos significativa.
O que pode-se perceber é que há instituto enviesando a constituição da amostra para beneficiar o seu contratante. O movimento é simples: a empresa de pesquisa contratada super valoriza a quantidade de questionários aplicados numa região ou numa classe social aonde o seu candidato tem maior densidade eleitoral.
Dizem que se um instituto bastante famoso publicar mais trÊs pesquisas, um determinado candidato ao governo do estado assume a liderança e, se brincar, ainda ganha no primeiro turno. Faz sentido!

Bem pessoal, seguinte… Os colaboradores do site realmente levam à sério essa questão da informação. Prova disto é que Daniel Gonçalves de Menezes estará lançando na próxima Sexata-feira seu primeiro livro. Segue abaixo resumo e informações como horário e local de lançamento. Se não gostam de tema compareçam pelo menos pra tomar refrigerante e comer salgadinho de graça e jogar uma boa conversa fora. É isso… Compareçam e segue abaixo informaçãoes:

Título: Pesquisa de Opinião e Eleitoral: Teoria e Prática
Autor: Daniel Gonçalves de Menezes / Prefácio: Homero da Costa
Local: Livraria Cooperativa da UFRN – 27/08 – Sexta feira – às 18:30.
RESUMO
Este estudo é direcionado para aqueles que trabalham, direta ou indiretamente, com pesquisas de opinião e eleitorais, tais como pesquisadores, jornalistas, marketeiros, políticos, assessores, membros do judiciário, estudantes, além de todos aqueles que se interessam em saber como se processam as pesquisas de opinião. Esta obra não tem a pretensão de apresentar um manual fechado e acabado sobre como fazer levantamento de dados. A ideia é oferecer uma análise compacta sobre os principais pontos de confecção e manuseio estratégico das pesquisas voltadas para uma abordagem quantitativa.

A sondagem de opinião e eleitoral tornou-se uma importante ferramenta estratégica, utilizada abundantemente pelos mais variados grupos de pressão e pelos candidatos no processo de disputa política. É impensável imaginar que um cidadão que pleiteia um cargo público não faça uso das mais variadas formas de levantamentos para pensar e executar suas atividades de campanha.

Ah o combustível – Parte [2]

Postado por David Em 24 - 08 - 2010Comentar

Bem, no último artigo acabei tendo a indelicadeza de não explicar uma outra coisa muito curiosa no que se diz respeito ao preço dos combustíveis. Na contra-mão em relação às teorias econômicas (que afirmam que quanto maior a produção – havendo demanda – o preço tende a zero) os combustíveis apenas aumentam.  Bem, na realidade este post é uma mão cheia para todos aqueles que odeiam (mas odeiam mesmo do fundo do coração – assim como eu) aqueles carros imensos sendo utilizados no meio das cidades. Meus senhores tenham noção! Não é porque você tem uma renda que lhe permite comprar um carro de R$ 150.000,00  que você tem que piorar o trânsito da cidade e aumentar o preço dos combustíveis. Daí alguém deve tá pensando: Como assim aumentar o preço dos combustíveis? Na realidade muito simples. O diesel no Brasil é subsidiado (não exatamente “pelo governo”, mas pela gasolina, o diesel é tão barato justamente pelo fato da gasolina ser tão cara) pois acreditava-se que o seu uso seria restrito à grandes máquinas, que (naturalmente) ocupar-se-iam de questões relacionadas ao abastecimento alimentar, transporte de cargas etc.  e da logística da nação como um todo. Mas não, no Brasil, como todo brasileiro é um bom brasileiro ele tem que dar um jeito de usar um carro que tem o combustível subsidiado (ou seja, fazer uma pexinxa para pagar menos e dar o jeitinho brasileiro) para uso pessoal. Daí, tá ai nas ruas um monte de “caminhoneta” à diesel, com uma ruma de playboy com um “paredão” no porta-malas que além de poluir acusticamente  a cidade com as músicas horríveis que costumam escutar (alguém já viu um paredão tocando musica de boa qualidade? Ao que me parece existe uma regra geral da física que explica o comportamento destas máquinas… quanto maior a potência de um paredão, pior será a qualidade da música tocada e vise-versa), ainda encarecem o valor da gasolina com seus carros à diesel. Pois bem, é isso, se alguém queria uma razão a mais para odiar paredão de som, agora tem…

Ah, só uma curiosidade: Mais uma vez a elite (pois apenas elite pode ter um carro de cento e cinquenta mil reais) fazendo suas farras e a população como um todo tendo que pagar o preço…

Enfim…

Vão votar em quem?

:)

Definitivamente o futebol é um mundo fantástico…
Pra sair da mesmice…

FC St. Pauli o time anti-capitalista Alemão que subiu para 1° divisão do campeonato (Texto adaptado).

Roqueiros, rebeldes e politicamente incorretos de todo o mundo, celebrem. O time mais rock n’roll do planeta estreou com vitória no seu retorno à primeira divisão do Campeonato Alemão. E não foi sem dose de emoção. O St.Pauli perdia por 1 a 0 para o Freiburg até os 38 minutos do segundo tempo. Foi quando Boll, Sukuta-Pasu e Bartels construíram a virada. O St.Pauli tem sua sede na zona do meretrício da cidade, usa como um dos símbolos a bandeira de pirata e entra em campo ao som de canções de rock. Seu presidente é homossexual assumido e sucedeu a um travesti. Está intimamente ligado à cultura punk e suas divisões. Mais alternativo que isso, só se conquistar o título em maio do próximo ano.
Improvável? Talvez, porém, chega à primeira divisão do futebol alemão um time de futebol que é anti-capitalista, anti racista, anti sexista e anti fascista por estatuto. E mais: atualmente, o presidente do time é diretor de teatro e homossexual. Como não poderia deixar de ser, o FC St Pauli se tornou ícone da esquerda alemã e européia. Um clube sem preconceitos, desprovido de descriminação e censuras. Leia mais »

O Periquito que virou Fênix

Há pouco mais de um ano, os torcedores do futebol norte-rio-grandense presenciaram o ressurgimento e ascensão de um velho conhecido da capital. Estou falando do Alecrim Futebol Clube. O time, que carrega a cor verde e branca em seu uniforme e tem um periquito como mascote, nasceu no dia 15 de agosto de 1915, no bairro que hoje carrega o seu nome. Hexa-campeão estadual e marcado pela excentricidade de ter tido um ex-presidente da República (o Presidente Café Filho) defendendo suas redes e o anjo das pernas tortas, Mané Garrincha, vestindo a camisa esmeraldina numa partida comemorativa em 1968. O Alecrim passou uma parte do século XXI no limbo, sendo lembrado apenas por antigos torcedores. Pouquíssimas referências eram feitas ao esmeraldino na mídia local, sendo apenas lembrado em espaços de sociabilidade futebolística. Não é a toa que o clube ainda é conhecido como time de “vovô”. Leia mais »

Ah o combustível…

Postado por David Em 22 - 08 - 2010Comentar

Rapaz, definitivamente brasileiro é um bicho muito folgado. Aliás, não só folgado como só busca reproduzir informações que só justificam seu modo de agir. A última que tomei notícias foi o boicote aos postos da Petrobrás que me chegou por uma mensagem de email. Algumas pessoas muito inteligentes resolveram boicotar os postos BR, o objetivo disto? Fazer com que diminuam os valores dos combustíveis. Pra falar a verdade eu nunca vi uma corrente de email conversar tanta bobagem. Bem, quem regula os valores do combustíveis praticados no Brasil é a ANP (agência nacional de petróleo, portanto, tirem da cabeça que a Petrobrás é a responsável pelo preço dos combustíveis, é importante que o brasileiro entenda como funciona o próprio país). Leia mais »

Errar acontece, admitir é fundamental

Postado por Daniel Menezes Em 11 - 08 - 2010Comentar

A bem da verdade! O Bonner, que eu critiquei em um post anterior, fez perguntas incisivas também para o Serra. O candidato tucano conseguiu enfrentar melhor a entrevista, nitidamente menos nervoso do que Dilma e procurando passar a imagem de bom moço. A unica diferença foi que deram mais tempo para Serra responder as questões. Dilma parece ter tido menos tempo, na mesma medida em que também foi constantemente interrompida.

Agora, é complicado dizer também se foi uma questão jornalística, ou diferença de desempenho dos candidatos. Acho que o Serra, demonstrando maior habilidade no trato com a telinha, fez a entrevista se tornar mais fácil para ele.

Seleção Brasileira

Postado por David Em 11 - 08 - 2010Comentar

Bem…. Assisti o jogo do dia 10 de agosto contra os EUA….
E eu diria que a seleção mudou muito, literalmente criou asas…
Negócio tá bonito, a narração é pato, ganso, ganso, pato…
Além das asas, se jogar um punhado de milho na área é capaz de dar confusão…
Mas é isso, Brasil 2 x 0 nos EUA, este último que foi uma das surpresas da copa e manteve quase 70% da formação apresentada na África-do-Sul…
Já nova seleção está 90% renovada e tendo feito apenas 2 treinos já deu espetáculo…

Pra frente Brasil, Brasil… salve a seleção…

Mudando de assunto…Nossa gente, to todo embrulhado aqui, to vendo no site que a sensação térmica da cidade está em 14 graus, bacana né não? O problema é tomar banho pela manhã com esse frio e meu chuveiro elétrico ainda quebrou (passou todo o verão funcionando que foi uma beleza), quero só ver como será isso…

Campanha no JG

Postado por Daniel Menezes Em 11 - 08 - 2010Comentar

Pessoal, estou revoltado!

Sinceramente! Cara de pau tem limite! O jornalismo da globo entrou de corpo e alma na campanha eleitoral. Acabo de ver uma matéria no jornal da globo que apresenta que o melhor salário de carteira assinada foi o de 1999. Segundo o JG, a economia hoje anda bem, há uma significativa criação de empregos com carteira assinada, mas, adivinhem, tal conjuntura não conseguiu bater o tempo de imensa bonança que foi 1999.

O subterfúgio (pseudo)econômico é bem simples. Retira-se um dado isolado de um momento bastante específico, trata-se o dado como ferramenta analítica divina que explica toda uma época para depois esconder taxa de crescimento, índice de desemprego, diminuição da desigualdade, dívida pública, dependência político-financeira, etc.

Sadenberg, que é alçado pela emissora do plin-plin a condição de um novo Celso Furtado, ainda é mais enfático – diz que o período FHC apresentava uma determinada estabilidade e desapareceu, em 2002, por causa da eleição do presidente Lula. Só agora, até um recém-nascido consegue deduzir o “profundo” raciocínio, o Brasil se aproxima da era de ouro que foi o governo FHC.

O interessante é que a matéria parece querer atacar a boa resposta dada por Dilma em entrevista concedida ao Jornal Nacional de ontem.

Tenho minhas reservas com relação as teorias conspiratórias que costumam circular na blogosfera. No entanto, a ligação é bem clara – Jornal Nacional, Manchete de capa no “O globo” e depois matéria aparentemente despretensiosa no jornal da globo com direito a uma tentativa de hipon do Arnaldo Jabour, que atribui o atual crescimento brasileiro ao plano real.

Dilma no JN

Postado por Daniel Menezes Em 10 - 08 - 20101 comentário

Achei desrespeitosa a forma como o Bonner e a Fátima Bernardes entrevistaram a candidata a presidência do PT – Dilma.
O problema não foram apenas as perguntas. Acho até que elas devem ser duras mesmo. O candidato tem de ser apertado, já que, afinal de contas, ele governará o Brasil.
Agora o mesmo tom deve ser empregado com relação aos demais candidatos.
O que ficou feio de assistir foi o semblante de raiva no rosto do Bonner e o modo como os dois não permitiram, sequer, que a candidata respondesse aos questionamentos.

Sobre o debate da Band

Postado por Daniel Menezes Em 6 - 08 - 2010Comentar

Vocês assistiram ao debate televisionado pela Band? Sim?! Que bom!
Não sei ficaram com a mesma impressão que eu, mas acho que o debate deixou muita gente do PSDB ainda mais preocupada. Isto porque os psdbistas cultivavam grandes expectativas para esse momento.
Porém, o fato concreto é que o Serra não foi nenhuma Brastemp, nem Dilma mandou tão mal como estavam prevendo.
Com as torneiras secando e as pesquisas apontando o forte crescimento de Dilma, Serra tem muito com o que se preocupar. Será que vem aí Regina Duarte, dizendo que está com medo?!

Lançamento de bomba atômica no Japão completa 65 anos

Postado por Daniel Menezes Em 6 - 08 - 2010Comentar

Vi no site do Luis Nassif que o lançamento da bomba atômica no Japão, na cidade de Hiroshima, acabar de completar 65 anos.
Sempre fui relapso no ensino fundamental e médio. No entanto, sempre gostei das disciplinas de história e geografia. Elas que me salvavam da total ignorância.
Pois bem, ouvi de inúmeros professores em minha época escolar que a bomba foi lançada pelos americanos em resposta ao ataque japonês a base militar americana de Pearl HArbor.
Ora, apesar de ter entrado para a “história”, essa explicação figura como conto de ninar para criancinha.
É importante entender, neste sentido, que o ataque japonês de fato aconteceu. No entanto, se tratava, conforme já disse, de uma ofensiva contra uma base militar. Os dois países estavam oficialmente em guerra. Nessas condições um ataque se caracterizou como absolutamente normal.
A resposta americana, que também teria sido legítima se tivesse ocorrido com a mesma perspectiva, perdeu qualquer plausibilidade, na medida em que os americanos atacaram uma região civil e em um momento em que os japoneses já tinham pedido rendição incondicional.
E porque promover tal matança? Para mostrar a sua força militar ao Japão e aos demais países do globo.
O envio da bomba a uma cidade indefesa foi, sem dúvida, um dos maiores crimes de guerra da história da humanidade.

Trânsito: Problema sem jeito?

Postado por David Em 5 - 08 - 2010Comentar

Definitivamente não sei o que me irrita mais, burrice ou imobilidade. Poucas coisas me irritam tanto como o trânsito. Para minha sorte não saio de casa em horário de pico, ou saio muito cedo, antes das 6 horas, ou após às 20 horas.
Uma vez na vida tenho que pegar o trânsito na hora do rush. O fiz hoje (não por vontade) e estou aqui irritado, não pela falta de educação no trânsito, mas por existirem secretários responsáveis para dar um jeito nele e não o fazem. Gastei agora a pouco aproximadamente 30 minutos para me deslocar de Ponta Negra até Candelária (várias bicicletas me ultrapassaram, nem me surpreendo mais) e me perguntava: Por que cargas d’agua a Engenheiro Roberto Freire não é cheia de passarelas? Leia mais »

Um presídio pode dar certo?

Postado por David Em 4 - 08 - 20101 comentário

Sempre me questionaram se acredito na recuperação das pessoas. Geralmente respondo que não. Não que duvide dos indivíduos em si e suas capacidades de auto-superação, não é bem isso. Quando digo que não acredito na recuperação trata-se de uma afirmação que compreende o sistema prisional como um todo.
Na prática é muito difícil recuperar alguém em um presídio. Sempre gosto de comparar situações como estas com coisas que observamos no dia-a-dia. Neste aspecto em especial comparemos o programa Big-Brother com os presídios, tendo em vista que uma coisa existe em comum: um confinamento onde pessoas são forçadas a conviver. Leia mais »

A sociedade evolui

Postado por Daniel Menezes Em 2 - 08 - 2010Comentar

Um bom liberal não deve admitir que o estado se meta nos assuntos privados dos indivíduos. A escolha sexual é uma questão individual e não social. O estado deve, no máximo, agir no sentido de garantir que as liberdades individuais sejam efetivamente garantidas.
É neste sentido que representa um avanço o fato da receita federal aceitar o enquadramento do companheiro ou companheira, em uma relação homossexual, como dependente na declaração de renda.
O ideal é que nós cheguemos as mesmas condições dos argentinos, que já permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A igreja não tem nada que ver com isso. Ela que, se quiser, pregue sua doutrina para os seus fieis e eles sejam livres para seguir ou não. Porém, não para toda a sociedade. A gente precisa evoluir e se civilizar.

ATEÍSMO

Postado por Daniel Menezes Em 1 - 08 - 2010Comentar

O físico americano Carl Sagan é quem estava certo: a religião é um tapa buraco. É preciso apenas completar o raciocínio dizendo apenas que são pelas próprias (sub)condições de vida das pessoas que a religião adquire validade.

Se pensarmos bem, veremos que a pergunta “deus existe?!” já se encontra completamente viciada, pois tem a intenção em lançar dúvida sobre algo que a gente não tem, retirando os delírios individuais e coletivos, parâmetro para questionar. Ninguém chega no quarto de casa e fica se perguntando se ali há um elefante porque simplesmente não há evidências da existência de um animal tão grande dentro do cômodo.

Os religiosos, já dominados por este ethos, sabem muito bem se impor. Há todo um processo coercitivo – e ninguém consegue atingir um nível elevado de reflexividade sendo coagido – que é mobilizado para que a dúvida apareça. A gente só faz tal tipo de pergunta porque nós fomos condicionados, desde a mais tenra idade, a aceitar sem contestação a existência de deus, santos, duendes, etc.

Da mesma forma como acontece com uma adolescente que chorar ao conseguir um autografo do seu ídolo, Não deixar de ser cômico ver as pessoas se emocionando porque tocaram numa santa feita de madeira.

Porém, pior do que isso é ter de ouvir todo tipo de asneira das pessoas, querendo justificar a necessidade de religião – “religião é necessária!” “Se não crer em Deus vou acreditar em que?” “Sem religião as pessoas perderiam o respeito!” São afirmações tão desprovidas de lógica que não merecem nem discussão, já que apresenta o nível de abertura que o indivíduo demonstra para pensar o contraditório. Elas só ganham razão de ser quando entendemos que a religião tem a função de suprir o sentimento de falta do indivíduo, apaziguar as revoltas contra as mais variadas formas de dominação e impedir que a gente enfrente os nossos medos.

Talvez, ao passar por um longo processo civilizatório de aprendizado, o ser humano poderá, como um cego que recebe um transplante de córnea e passa a enxergar, se acostume com a luz e com as possibilidades que dela podem advir.

É possível fazer uma campanha propositiva?

Postado por Daniel Menezes Em 28 - 07 - 2010Comentar

CURIOSIDADES DA PESQUISA (28/07)

Pierre Bourdieu, sociólogo francês, é quem tinha razão – esse negócio de fazer uma campanha propositiva é altamente questionável. Cada vez mais pautados pelas pesquisas qualitativas, os candidatos são forçados a expressar o que os eleitores “querem ouvir”.

Além disso, dada as condições de disputa, os concorrentes se vêem levados a tentar “colar” uma visão negativa no seu opositor a partir das impressões pré-reflexivas compartilhadas entre os eleitores. É muito mais fácil manipular preconceitos já bem arraigados do que discutir e tentar disseminar novas agendas políticas. Os manuais de marketing são as bíblias de manipulação de preconceitos (Jogando para ganhar, livro de Ney Lima Figueiredo é um bom exemplo). É a razão instrumental criando o seu contrário e nos engolindo.

UM POUCO DE HISTÓRIA

O ano passado eu disse certa vez que um erro bastante comum em pesquisas eleitorais é confundir “desconhecimento” com “rejeição”. Afirmei que o candidato Iberê, apesar de ter o mesmo nível de “rejeição” de Carlos Eduardo e estar em piores condições eleitorais do que o candidato do PDT, era “desconhecido”. O teto de Iberê era nitidamente mais alto do que o do ex-prefeito de Natal. As últimas pesquisas vêm corroborando a assertiva.

Iberê tenderá a crescer ainda mais, já que receberá os votos do vilmismo e uma pequena transferência de votos do lulismo (a transferência entre esferas diferentes [federal e estadual] tende a ser bem menor, se comparado quando há o movimento no mesmo âmbito de disputa. Fátima Bezerra quis ignorar este e outros princípios e levou uma lavada em 2008). A “estrutura” é importante, mas há outras questões também merecedoras de destaque.

No entanto, acredito que se Rosalba continuar a desenvolver um discurso de não oposição a Lula e colar a imagem de “continuísmo” em Iberê (o povo está desesperado por qualquer tipo de mudança e o grupo do senador José Agripino vem sendo mais competente para preencher tal anseio), a vitória da Rosa de Mossoró será inevitável. É apenas mais outra projeção.

Daniel Menezes – Doutorando em Ciências Sociais

METODOLOGIA DAS PESQUISAS

Postado por Daniel Menezes Em 24 - 07 - 2010Comentar

Não costumo consumir os textos do jornalista Luis Nassif. Ao analisar a vida política do país, Nassif pensa a correlação de forças entre os grupos em disputa como a luta do bem contra o mal. Muito maniqueísmo para o meu gosto.
Entretanto, no texto “Metodologia das pesquisas”, ele colocou o dedo na ferida.

Vale a pena conferir.

Do portal www.luisnassif.com.br

“Diferenças de metodologia” é uma maneira eufemística de analisar a metodologia da Folha em relação ao Vox Populi, Instituto Sensus e IBOPE. Pode parecer algo como “diferença de opinião” em que cada qual tem a sua e ambas são legítimas.

Na verdade, dos quatro institutos o Datafolha é o único que utiliza a metodologia mais vulnerável.

Os outros três pegam o perfil da população brasileira montado pelo IBGE. Depois, mapeiam estados, regiões, cidades, bairros e vilas. Anotam a proporção de casas e de população que reflitam o perfil montado pelo IBGE. Como vão de casa em casa – dentro da amostragem escolhida – os resultados refletem o perfil da população eleitora.

Já o Datafolha não. Montou uma metodologia menos rigorosa, visando economizar recursos. Na verdade, a estrutura do Datafolha é cheia de gorduras. Não consegue fazer pesquisas a preços competitivos com seus rivais. Essa gordura não está na parte analítica, mas no meio, na disfunção gerencial. Para compensar essa gordura, fez economia onde não devia: dispensou especialistas e montou uma metodologia falha, visando economizar na ponta – e não no meio, como deveria ser.

Assim, em vez de montar a amostragem rigorosamente, fazendo entrevistas de casa em casa, de acordo com um perfil de entrevistados condizentes com os dados do IBGE, coloca seus pesquisadores em locais públicos, caçando pesquisados na base do olhômetro. Esse aqui tem cara de ser secundarista, este de ser classe média. Só depois de preenchidos os questionários é que vão montar o perfil dos entrevistados – que acaba quase nunca batendo com o perfil da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio)

Com isso capta movimentos errados, monta amostragens incorretas – já que a idade, condição social e educacional dependem do olhômetro e acabam não refletindo o perfil da população brasileira levantada pelo IBGE.

Agora, nem isso justifica 9 pontos de diferença. Uma das duas está profundamente errada.

“Não jogue seu filho no lixo”

Postado por Lorena Em 23 - 07 - 2010Comentar

Essa é a nova campanha do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em parceria com a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA). A justificativa da campanha se dá devido aos recorrentes fatos de abandono de recém-nascidos em vias públicas ou lugares de risco como lixeira, calçadas, dentre outros. Dessa forma, o Tribunal de Justiça e a CEJA elaboraram um folder explicativo, com uma imagem no mínimo chocante e informações de como proceder ao encaminhamento da criança indesejada para adoção. Logo, me veio a pergunta: o que é mais viável e eficaz, uma campanha desse tipo com material visual espalhado em vários pontos de grande movimento na cidade do Rio de Janeiro (ex. metrô) ou uma campanha preventiva, programas sociais, políticas públicas, meios de disseminar a informação de forma realmente eficaz para que atinja as mulheres sobre como prevenir uma gravidez indesejada? Leia mais »

POR UMA VERDADEIRA VALORIZAÇÃO DA OBRA DE CÂMARA CASCUDO

Postado por Daniel Menezes Em 22 - 07 - 2010Comentar

Câmara Cascudo nos deixou um grande legado. Desenvolveu uma vasta obra que versou sobre os mais variados temas. Demonstrou grande acuidade analítica ao tentar compreender nossas especificidades culturais, históricas e sociais. No entanto, apesar de sua produção intelectual, as duas principais correntes predominantes interpretativas de seu pensamento não conseguiram, nem de longe, tangenciar as suas reais potencialidades teóricas.
A primeira escola – seguida pelo oficialato da cidade – se notabilizou e continua a se destacar por salientar as capacidades extraordinárias de Câmara Cascudo e de como é bom Natal ter um intelectual representativo no cenário nacional. Os seus interlocutores ficam restritos a uma leitura biográfica – um pouco fantasiosa, diga-se de passagem – do pensador. Leia mais »

O MUNDO OBSCURO DE BRUNO

Postado por Daniel Menezes Em 17 - 07 - 2010Comentar

Do site www.luisnassif.com.br,

Por Daniel Menezes

No caso Bruno está claro que a polícia elencou uma linha de investigação e deixou de lado as outras possibilidades. Há indícios de envolvimento do macarrão com Tráfico de Drogas. Testemunhas já disseram que presenciaram brigas da vítima com o Macarrão, ameaçando-o de contar sobre o “comércio” dele, caso ele não a ajudasse a fazer o goleiro assumir a paternidade do filho.

Longe de mim querer defender o goleiro. Porém, da forma como a imprensa noticia, fica a impressão de que o goleiro é culpado e tu já se encontra esclarecido. Pelo pouco que sei, as coisas não são bem assim.

Para mim é muito estranho que uma pessoa simplesmente assassine outra porque está sendo pressionada para assumir uma criança. Há mais coisa envolvida. O Bruno mesmo conheceu a garota em festas de jogadores. Foi o Adriano quem a apresentou. Não seria interessante tentar compreender como esse mundo se processava? É preciso investigar mais…

Além disso a condenação não é tão certa assim como a imprensa, usando os seus “especialistas”, vem afirmando. Escutei de um advogado que o próprio fato da principal testemunha alterar seu relato praticamente todo dia só atrapalha a possibilidade de incriminar o goleiro. Acho que a fala do meu amigo faz sentido.

Parece que antes de chegar a uma conclusão fundamentada a polícia cria uma história e vai empreender a investigação apenas para confirmar o que ela já sabe.

Eles devem aprender algum tipo de futurologia na academia. Acho que vou fazer concurso de policial para descobrir os próximos números da megasena.

Comentário sobre o concurso da UERN

Postado por Daniel Menezes Em 17 - 07 - 2010Comentar

Publico comentário de um leitor. Ele parece conhecer bem o mundo dos concursos públicos nas Universidades. Vale a pena conferir.

Esta ilegalidade, esta corrupção, esta falta de vergonha e de respeito ocorre em praticamente todas as academias, notoriamente nas locais, aqui do RN: UERN, UFRN são, nacionalmente, sinônimo de concursos docentes viciados. Os motivos são variados: cumpadrios, parentescos, interesses sexuais, cumplicidades ideológicas, politicagem (tudo por um voto!), etc. Incrível? Quem duvidar, pague para ver do que é capaz a “elite intelectual” local. Estes meus olhos drummondianamente cansados já viram muita coisa… há golpes tão ousados que beiram o surrealismo: cola na prova, sedução, favores sexuais, nudez, cantadas, cpf copiado na palma da mão, desrespeito ao edital, sorteio viciado, violação de prova, falsificação de currículo, inversão de notas por “engano”, telefonemas “inocentes” de pressão, “esquecimentos”, jogos psicológicos… e por aí vai. Mais absurdo do que tudo isto, só a inconsistência de “critérios” de avaliação nas provas didáticas. Só digo mais uma coisa: ter a coragem de contar tudo e protestar não basta. A coisa só vai melhorar quando alguém conseguir, pela via judicial e/ou parlamentar, as mudanças necessárias. Até lá, trocar conhecimentos sobre as armadilhas mais comuns ajuda a ficar esperto para não pecar por ingenuidade. Por exemplo: vc sabia que a falta de transparência e de publicização do processo, a quebra de protocolos, as comunicações apenas verbais, a “flexibilização” do edital, datas e horários, a “informalização” são fortes indícios de corrupção em concursos? Além de serem ilegalidades!!! Vc, candidato, deixe de lado a permissividade cultural e não permita que as pequenas “informalidades”, os “pecadilhos”, ocorram; o perigo mora nos detalhes, mesmo que aparentemente “inocentes”, “inofensivos”…

A UNIVERSIDADE E A PRÁTICA ESCOLAR

Postado por Daniel Menezes Em 13 - 07 - 2010Comentar

Como cumprir sua função social primeva de promover o conhecimento e o cultivo de uma cultura civilizatória se a universidade não é capaz de romper com as artimanhas da vida ordinária?

A vida escolástica, se partirmos de uma conceituação iluminista do qual a universidade é em grande parte herdeira, é correntemente definida como uma prática que, pela própria autonomia que proporciona – ou em tese deveria produzir – para os seus quadros, permite ir além dos esquemas de pensamento comumente cultivados pelos membros ordinários da sociedade. Nesse sentido, a universidade deveria ser o espaço da reflexão e discussão independente das injunções sociais da vida cotidiana.

A experiência, no entanto, na UFRN não torna possível compreender o processo acadêmico desse modo. Pelo contrário, a cultura escolar do ensino fundamental e médio continua vigorando soberanamente e orientando a atividade discente e docente, na forma de reprodução e extensão de sua lógica específica aos departamentos, bibliotecas e centros de pesquisa da universidade. Leia mais »

Manual para incentivo ao tráfico de drogas

Postado por David Em 5 - 07 - 2010Comentar

Manual para incentivo ao tráfico de drogas: ou como a polícia e a legislação incentivam o narcotráfico.

Leio constantemente os artigos que saem nos jornais locais sobre “o problema da droga” na cidade de Natal. Para o meu azar, leio também outras fontes (que possuem alguns pontos a mais de QI em relação aos redatores de jornais e delegados de polícia de nosso Estado) e a partir da observação do que vem acontecendo resolvi criar este manual para o incentivo ao tráfico de drogas. Ele consiste basicamente em ensinar como aumentar a quantidade de pessoas interessadas em realizar tal prática. Trata-se de algo bastante curioso, vejamos como acontece. Leia mais »

Em matéria publicada no dia 04 de julho de 2010, nosso famoso jornal, a “Tribuna do Norte” publica uma matéria que aborda a questão do consumo de drogas dentro da cidade de Natal e nas universidades em especial.
Sempre que se debate este assunto fico de orelha em pé, é comum confundirem problemas com “drogas” com problemas de ordem social. Explico melhor. A exemplo do que quero falar, um professor do departamento de serviço social da UFRN faz o seguinte comentário no artigo publicado na tribuna: “Ainda há muito preconceito da sociedade em relação ao usuário. Muitos acham que o consumo de drogas tem a ver com a moral da pessoa, a ética. Embora já tenha se visto que se trata de uma doença, não é encarada assim para a maior parte das pessoas, que ainda consideram um desvio de conduta”. Uma afirmação como esta pode ser interpretada de diversas formas (tendo em vista a generalidade com que se tratou o assunto). Leia mais »

Desabafo: UERN e o concurso de 2010

Postado por Daniel Menezes Em 30 - 06 - 20101 comentário

Pessoal,

reproduzo o texto retirado do blog do Thadeu (http://blogdothadeu.blogspot.com/). Ele reclama de uma situação que sofreu no último concurso para professor de sociologia da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

PS.1. É preciso ressaltar antes que também participei desse concurso. A seleção se estruturou, basicamente, da seguinte maneira – passamos por uma prova escrita, por uma didática, aonde ministramos uma aula sobre um tema sorteado; e participamos da prova de títulos. A prova escrita e a didática são eliminatórias (quem tira abaixo de 7 é eliminado) e de título é classificatória, ou seja, ela pode piorar ou melhorar a posição do candidato, de acordo com sua trajetória acadêmica, quantidade de publicações, etc. Porém, não há como mais ser eliminado. A prova escrita tem peso 4, a didática e a de títulos têm peso 3.
Ao participar desse concurso, tive a sorte de pegar o mesmo tema da prova escrita, em que fiquei em primeiro lugar, para ministrar na prova didática. Estranhamente, mesmo dissertando sobre tema idêntico em que fiquei mais de meio ponto a frente do segundo colocado, não consegui tirar nem um 7, sendo, desta forma, eliminado na segunda fase. Leia mais »

Privadas voadoras

Postado por David Em 26 - 06 - 2010Comentar

O que representa a civilização e o progresso não é o livro, o telefone, a Internet ou a bomba atômica. A privada, sim. Onde os seres humanos esvaziam a bexiga e os intestinos é determinante para saber se ainda estão mergulhados na barbárie do subdesenvolvimento, ou se já começaram a palmilhar um caminho mais próximo ao El Dorado. As conseqüências desse fato simples e transcendental ao cotidiano das pessoas são vertiginosas.

No mínimo, um terço da população do planeta – uns 2,6 bilhões de pessoas – não sabe o que é um sanitário, uma latrina, uma fossa séptica, e faz suas necessidades como os animais, no mato, à beira de córregos e mananciais, ou em sacolas e latas que são jogados no meio da rua. Na Comunidade do Maruim, na zona portuária de Natal, não é diferente. Com pouco mais de 100 famílias morando no local, é generalizado o sistema das chamadas “privadas voadoras”. Leia mais »

A estupidificação humana na defesa dos animais

Postado por David Em 26 - 06 - 2010Comentar

Gosto de animais. Na realidade os adoro. Crio cães e gatos (ultimamente mais gatos, pois são mais “práticos” do que cães, você não precisa dar banho em gatos ou leva-los para andar para que façam cocô e urina) desde minha infância. Li também muitas pesquisas que demonstram como o apego aos animais e o processo de perdê-los (afinal geralmente animais domésticos não vivem mais do que 10 anos – a menos que você tenha inventado de criar uma tartaruga ou um papagaio) nos dá um grande aprendizado social, fazendo com que lhe demos melhor com os processos de perda de entes queridos, etc. Porém, gostar de animais não me torna tão irracional quanto os mesmos. Leia mais »

Dunga x Rede Globo

Postado por Carlos Em 25 - 06 - 2010Comentar

Norbert Elias dizia que a melhor forma de comprovarmos a existência e dinâmica da chamada opinião pública de um país é voltarmos nossa atenção para o exame da “base comum” que perpassa a pluralidade de diferentes opiniões. Segundo Elias, a opinião publica nacional pode apresentar um grau elevado de uniformidade de percepções e interesses acerca de determinados temas, mas também, noutros casos, ser sede de grande oscilação de opiniões contrapostas. Em relação a esse último aspecto da dinâmica de funcionamento da opinião pública, o caso recente da crise Dunga x Globo constitui em caso exemplar de oscilação da opinião pública nacional. Leia mais »

Para encher os olhos…

Postado por David Em 24 - 06 - 2010Comentar

O bom gosto, como diriam alguns sociólogos, é um “habitus” herdado.  “A investidura em uma posição social transforma ao mesmo tempo a representação que a pessoa investida faz de si mesma, bem como os comportamentos que ela acredita estar obrigada a adotar para se ajustar a tal representação. Neste sentido, o porta-voz autorizado é aquele ao qual cumpre, ou cabe, falar em nome da coletividade; é ao mesmo tempo seu privilégio e seu dever, sua função própria [...] o herdeiro que respeita a si próprio tenderá a se comportar como herdeiro e acabará sendo herdado pela herança” (Bourdieu)…

E foi assim que aconteceu (ou tem acontecido)… Leia mais »

Não foi só José Saramago…

Postado por Stphanie Campos Em 22 - 06 - 2010Comentar

Após o choque da morte do escritor José Saramago, eis que surge a notícia da morte da única romanceira ibérico/medieval do Brasil, dona militana. O Grupo Pedubreu, que canta musicas da mestra afirmam desde já sentir grande falta: “o mundo ficou mais burro e mais cego com a morte do escritor” e agora mais surdo. – Lula – Grupo PeduBreu

A D. MILITANA

AO MORRER D. MILITANA
A ROMANCEIRA DO BRASIL
CHORAM MESTRES E A CULTURA
PELAS EXCELÊNCIAS QUE OUVIU.

SUA VOZ FORTE E ELOQÜENTE
A TODO CANTO CHEGOU
QUEBRANDO AS BARREIRAS
PORTUGAL ROMANCIOU.

SEU JEITO SIMPLES, DIRETO
SEM ARRUDEIOS,
SEM MEIO TERMO PARA DIZER

FEZ DELA UM SÍMBOLO
CULTURAL, PATRIMÔNIO
IMATERIAL DE UMA MAESTRIA
SE TORNANDO UM NOBRE SER.

MORREU DONA MILITANA, A ROMANCEIRA DO BRASIL!

SEU CANTO AINDA ECOARÁ
NAS VOZES DAQUELES
QUE IRÃO PROPAGAR
A HISTORIA DE UMA CABOCLA

QUE COM SUA VOZ ROUCA
POR ENTRE AS MATAS E O FACÃO,
CANTAVA SE DISTRAINDO
ENQUANTO O SOL IA SUMINDO
OS PÁSSAROS CANTAVAM SUA CANÇÃO.

OS MESTRES ESTÃO CHORANDO
POR MILITANA SALUSTINO
A ROMANCEIRA DO BRASIL
.
QUEM NUNCA A OUVIU
SABERÁ IDENTIFICAR
NOS VERSOS E MELODIAS
A FORMA E SIMPATIA

O JEITO SIMPLES DE CANTAR….

POR GLAUCIO CÂMARA
20 DE JUNHO DE 2010/Songa/Brasil.

Grupo”PEDUBREU” De São Gonçalo do Amarante/RN.
Que tem como base de trabalho e pesquisa os romances e cantos de excelência que D. Militana aprendera e recitara ao longo de sua vida.

“Nossas saudações a nossa mestra maior..”

Militana Salustino do Nascimento – 19/03/1925
20/06/2010

Publicado originalmente em Rustique Moderne.

Preocupações leigas sobre a ética feminina

Postado por Stphanie Campos Em 21 - 06 - 2010Comentar


Podemos entender a ética como a capacidade de avaliar as próprias ações; como um conjunto de regras que guia o comportamento de determinado coletivo social nos remetendo à idéia de moralidade; ou como um sistemático estudo sobre como deve o ser humano comportar-se em sociedade remetendo-nos aqui à uma idéia de filosofia moral.
A partir das intervenções de Tomás de Aquino e Agostinho na ideologia ocidental surge a visão maniqueísta na qual temos o livre arbítrio de escolher entre o bem e o mal, no entanto somos livres devendo saber que só há um caminho, verdade e vida, que deve ser alcançado seguindo-se as regras de conduta ditadas pela filosofia do cristianismo que vigora fortemente nos nossos dias. Surge então a conduta moral como sinônimo de ética, a conduta imoral que se contrapõe à ética e a conduta amoral, que a ignora totalmente. Leia mais »

ELEIÇÃO CALDO DE BILOCA

Postado por Daniel Menezes Em 31 - 05 - 2010Comentar

CURIOSIDADES DA PESQUISA

ELEIÇÃO CALDO DE BILOCA

A (pré)eleição, resumida a publicação de pesquisas eleitorais e de processos judiciais, está um verdadeiro pé no ovo esquerdo. Se não bastasse o caldo de biloca, temos de aturar ainda dois candidatos sem nenhum tipo de carisma político.
De um lado, Dilma, a candidata do homi, visivelmente inexperiente do ponto de vista eleitoral. Lula fez um bom governo. Isso é inegável. No entanto, será que as pessoas terão de votar em mim amanhã só porque ele me apontou na rua? A estratégia, além de maniqueísta, pois tenta vender a luta de deus contra o diabo, é lacunar.
Do outro, Serra, um candidato que tenta mostrar que não está no partido que está, não se aliou com quem se alinhou e não tem o passado que tem. É um verdadeiro caso patológico. É ahistórico e asocial, mas jura que conseguirá ir além do Lula.
Não há nem um Lula nem um FHC, que independentemente dos posicionamentos ideológicos que cultivam, são verdadeiros lideres. São políticos capazes de pautar a burocratização do mundo como sonhou Max Weber. Para a infelicidade da política, os discursos vão sendo dominados pela força quase divina das chamadas qualis.
Ah! Já ia me esquecendo. Temos também Marina Silva. O problema da boa senadora do Acre é que, por mais que a questão ambiental seja relevante, este não é o problema central do Brasil. Além disso, é um discurso de uma nota só, que tem um impacto muito específico e direcionado a um determinado estrato de classe.
O que o eleitorado quer é um programa que promova crescimento econômico com inclusão social. E quanto mais abrangente o discurso, mais competitivo ele se torna. Não é possível, portanto, tocar uma música com apenas uma corda de violão.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Enquanto isso, na Bahia, Paulo Souto parece estar bem posicionado e com chances reais de vitória. No entanto, a história das sondagens na terra de todos os santos já mostrou que é complicado levar as pesquisas à sério demais. Em 2006, Wagner, um dia antes da eleição, apareceu com 11% das intenções de voto, enquanto que o candidato do finado Toinho despontava com incríveis 70% do eleitorado. Ao abrirem as urnas, o PTista levou a parada.

Curiosidades do Mundo Empírico

Postado por Daniel Menezes Em 31 - 05 - 2010Comentar

CURIOSIDADES DA PESQUISA

A oposição está de orelha em pé! Os dados publicados pelas pesquisas não são muito favoráveis.
O problema para eles é que Dilma, presidenciável do governo, mesmo estando na
segunda posição, tem uma boa projeção de crescimento. A causa é
relativamente simples – ela ainda é pouco conhecida pelas classes C, D e
E. Estas classes foram as que mais se beneficiaram com o governo que lhe dará suporte
nas eleições de 2010.

UM POUCO DE HISTÓRIA DA PESQUISA

O estatístico americano Georg Gallup (1901-1984), um dos responsáveis pela difusão
na pesquisa eleitoral e de opinião no mundo, também costumava chamar as sondagens
“de meio de manipulação da opinião pública”.

Avatar [Resenha - Parte 3]

Postado por Thiago Leite Em 18 - 05 - 2010Comentar

ou Ficção mítica, fantasia científica e o romântico retorno à natureza

Avatar (2009) é um filme que, se dividiu muita gente na opinião quanto à trama e aos temas tratados na narrativa, encantou a maioria em seus aspectos estéticos. Toda a criação virtual deu um aspecto muito real ao mundo imaginário de Pandora, com fauna e flora críveis e um ecossistema simbiótico envolvente.

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Avatar [Resenha - Parte 2]

Postado por Thiago Leite Em 14 - 05 - 2010Comentar

ou Questões antropológicas em Alfa Centauro

O filme Avatar (2009), de James Cameron, apesar de sua trama simples e previsível, apresenta muitos temas relevantes para a humanidade do século XXI. Com uma montagem de cenas perfeita e imagens arrebatadoramente belas e envolventes, consegue sensibilizar para muitas questões pertinentes.

Na primeira parte desta resenha, fiz uma sinopse comentada e uma análise dos nomes de lugares e personagens da trama. Nesta segunda parte, discorrerei sobre temas antropológicos: observação participante, choque cultural, etnocentrismo, relativismo, imperialismo; e, imiscuídas nestes tópicos, questões filosóficas: ética e universalismo.

Avatar (2009)

Spoilers: Esta resenha contém revelações sobre a obra. Se você ainda não a viu e não quer estragar a surpresa, pare agora a leitura.

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Um resumo comentado

Postado por Thiago Leite Em 12 - 05 - 2010Comentar

Avatar (2009), de James Cameron, era um filme cujos trailer e pré-resenhas me deixaram com um pouco de vontade de assistir. Não havia entendido bem a ideia, mas gostara do visual dos personagens alienígenas, esbeltos e azuis, e dos cenários selváticos da lua Pandora.

Mas foi depois de ver algumas pós-resenhas que realmente me motivei a ir ao cinema. Havia, segundo li, uma questão antropológica de grande interesse meu. Antevi uma semelhança com Dança com Lobos (1990), mas, tendo em mente que eu veria clichês e uma trama mais ou menos previsível, preparei-me para as novidades que o filme oferecesse. Ademais, histórias com alienígenas são uma preferência pessoal.

Avatar (2009)
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